sábado, 5 de março de 2016

Jornadas Espirituais - parte 1


Será realmente possível abandonar o corpo e  empreender uma viagem espiritual? O Prof:  Arthur Ellison realizou várias experiências  pessoais em viagens astrais, como se descreve  a seguir.

É comum pensar-se que, se uma pessoa passa por uma experiência extracorpórea — uma EEC -, não restam dúvidas acerca da sobrevivência após a morte e que, de facto, uma EEC é uma espécie de minimorte, porém, com a opção de se regressar depois ao corpo. A literatura religiosa contém, realmente, algumas passagens que parecem confirmar a semelhança entre a morte e as EEC. 

Na verdade, a Bíblia tem partes que podem ser interpretadas no sentido de descreverem a morte como o quebrar de uma corda de prata que une o «outro» corpo ao corpo físico. Por exemplo, podemos encontrar nos Eclesiásticos a seguinte passagem: «Recordai também o vosso Criador nos tempos da vossa juventude, antes da chegada dos dias maléficos... antes que a corda de prata se parta ou a taça dourada se quebre.»

Os escritores «psíquicos» pioneiros dos séculos XIX e XX basearam-se em referências do género, assim como em passagens semelhantes encontradas em velhos escritos hindus, como o Upanishads, para fortalecer a descrição das suas próprias EEC. Estas incluíam frequente-mente a existência da alma noutro corpo feito não se sabe de que matéria misteriosa, até agora desconhecida da ciência ocidental, que se destacava do corpo físico e partia para longe dele.

Até há poucos anos, eu próprio acreditava que uma EEC seria uma experiência de grande importância, em que talvez fosse possível ver familiares falecidos, conversar com eles e trazer connosco informações que pudessem ser confirmadas. Tudo isto representaria uma ajuda enorme e teria um significado extraordinário para res¬ponder à velha questão de haver, ou não, vida após a morte. Foi com este objectivo que tentei, muito seriamente e através de vários processos, experimentar uma EEC.

S. Muldoon e H. Carrington escreveram um livro, A Projecção do Corpo Astral, onde referem uma série de métodos diferentes para induzir uma «projecção astral», como chamavam então às EEC. Todos os procedimentos requerem que a pessoa se deite de costas na sua cama, utilizando depois a força de vontade e a imaginação de várias maneiras. 

O princípio seria a libertação do corpo físico em favor do astral através de, por exemplo, a pessoa se imaginar no corpo astral, girando conscientemente em torno de um eixo da cabeça aos pés, observando primeiro o tecto, depois a parede, a seguir o chão e a outra parede. (Experimentem, e verão que não é tão fácil como parece.)

Outros métodos aconselham-no a imaginar-se a subir num elevador na altura de dormir, dizendo a si próprio que, em determinada altura do sonho, acordará em plena projecção astral. Um terceiro método requer que se vá para a cama com muita sede e que se imagine a ir beber água à torneira da cozinha, pré-programando-se para acordar, ao chegar junto da torneira, numa projecção astral.

Retirado de "Contra toda a Lógica"
Orbis Publishing Limited
Círculo de Leitores

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