sexta-feira, 21 de outubro de 2016

As Estranhas Luas de Marte

Foi somente em 1877, ao observar uma noite o céu com seus instrumentos, que o astrônomo americano Asaph Hall viu pela primeira vez duas luas circundando Marte; luas que nenhum outro astrônomo declarara ter visto até então.
Contudo, Jonathan Swift, autor da fantasia política As Viagens de Gulliver, escreveu sobre elas muito antes de Hall, chegando a dar-lhes, sem muito interesse, as proporções e órbitas. Mas isso foi em uma narrativa imaginária, escrita em 1726, cerca de 150 anos antes que Asaph Hall as tivesse descoberto "oficialmente".
Swift escreveu sobre "as duas pequenas estrelas ou satélites, que giram ao redor de Marte. A estrela que gira na órbita menor dista do centro do planeta primário exatamente três de seus diâmetros, e a que gira na órbita maior, cinco; aquela gira ao redor do planeta no espaço de dez horas, e esta em vinte e uma horas e meia".
Como é que Swift sabia? Teria ele lido a respeito do assunto em algum lugar, em alguma publicação desconhecida pela ciência e pela literatura? Ou, caso tenha imaginado a coisa toda, como é que o fez com tamanha precisão? Ele nunca disse.
  As luas são agora uma verdade aceita pela astronomia. Asaph Hall, em um elegante tributo à antigüidade, denominou-as de Fobos e Deimos, os antigos nomes dos cavalos de Marte. O planeta vermelho recebeu o nome de Marte, o deus da guerra, há milhares de anos.
  Todavia, um mistério ainda maior, sugerido pela forma e pelo excêntrico comportamento das luas, ainda não foi solucionado. Alguns observadores já chegaram a especular que elas podem ser estações espaciais controladas ou artificiais. Esta questão poderá ser esclarecida dentro dos próximos anos, caso a exploração espacial continue se desenvolvendo.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

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