sábado, 19 de novembro de 2016

O Alfinete de Gravata

Depois do velho banco imobiliário, a tábua de Ouija é, provavelmente, um dos jogos mais populares dos EUA. Embora muita gente não leve esse tipo de brinquedo a sério, dizem que, algumas vezes, ele resulta em contatos reais com o além.
Hester Travers-Smith era médium inglesa especialista em lidar com a tábua de Ouija. Um de seus casos mais famosos envolveu curioso incidente que sucedeu com ela e com Geraldine Cummins, médium irlandesa. Ambas trabalhavam com a tábua de Ouija em Londres durante os anos terríveis da Primeira Guerra Mundial, quando um primo de Geraldine, recentemente assassinado na França, assumiu o controle da comunicação. A entidade soletrou seu nome e então escreveu: Vocês sabem quem sou eu?
Em seguida, o comunicador "transmitiu" a seguinte mensagem: Peça a mamãe para dar meu alfinete de gravata de pérola à garota com quem pretendia casar. Acho que ela deve ficar com ele. O nome completo, totalmente desconhecido pelas médiuns, foi então soletrado. A entidade também forneceu o endereço da moça em Londres, porém, quando as médiuns enviaram a carta a ela, o correio devolveu-a. Como o endereço era errado ou fictício, as médiuns perderam o interesse no caso.
Seis meses mais tarde, Cummins ficou sabendo que o primo ficara noivo secretamente, fato desconhecido até mesmo pelos familiares mais próximos. O nome da noiva era o mesmo que fora soletrado pela tábua, e, quando o Ministério da Defesa devolveu os bens do jovem à Inglaterra, a família encontrou o alfinete de gravata de pérola mencionado em testamento que ele redigira na França. O documento instruía a família a enviar o alfinete de gravata a sua noiva, caso ele não voltasse com vida.
O caso foi posteriormente atestado por Sir William Barrett, famoso médium da época, que examinou os registros originais.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos
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