terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Os Rostos de Bélmez

Uma das casas mal-assombradas mais malucas de que se tem notícia foi localizada na Espanha, em 1971, quando estranhos rostos começaram a aparecer em um casebre no pequeno povoado de Bélmez.
O caso veio a furo pela primeira vez em agosto, quando Maria Pereira, dona de casa do lugarejo, descobriu que "se formara" um rosto feminino na pedra do fogão a lenha de sua cozinha. Ela tentou raspá-lo, mas ele parecia emergir diretamente da pedra. Maria chegou até a cobrir o rosto com uma camada de argamassa, porém, mesmo assim, a imagem persistiu ali. Então começaram a surgir rostos no chão da cozinha, que, algumas vezes, desapareciam com o correr do dia ou mudavam de expressão.
Não demorou para que a casa se transformasse em um ponto turístico local, e Maria Pereira começou a cobrar ingresso das pessoas que queriam ver os rostos. Centenas de turistas começaram a afluir à casa, até que autoridades políticas e religiosas do local ordenaram o término daquela visitação pública.
Felizmente, nessa altura, o dr. Hans Bender, da Universidade de Freiburg, na Alemanha, tomou conhecimento do caso. Bender, um dos mais famosos parapsicólogos germânicos, decidiu investigar o estranho fenômeno, em colaboração com o dr. Germán de Argumosa, da Espanha. Para testar os rostos, os dois pesquisadores prenderam uma chapa de plástico no chão da cozinha. Ela foi deixada ali durante várias semanas, sendo retirada apenas quando a água ficou condensada embaixo dela. Os rostos continuaram a se formar, mesmo nessas condições de controle. Apareceram de forma consistente durante todo o ano de 1974, e, embora a sra. Maria Pereira construísse nova cozinha na casa, não demorou para que rostos começassem a aparecer também ali.
O professor Argumosa testemunhou pessoalmente a materialização de um rosto, no dia 9 de abril de 1974. Conseguiu fotografá-lo, apesar de a imagem desaparecer logo em seguida. O emprego de documentação fotográfica elimina qualquer possibilidade de insinuar que os rostos tenham sido alucinações, ou mesmo configurações ocasionais formadas na pedra.
Com o objetivo de realizar novos testes para evitar fraudes, Argumosa e colegas verificaram se os rostos podiam ser feitos com tintas artificiais. Os resultados de seus estudos químicos foram mostrados na edição de novembro de 1976 da Schweizerisches Buletin für Parapsychologie, publicação suíça especializada em casos de parapsicologia, e não foi descoberto nada de suspeito.
O motivo do curioso fenômeno jamais veio a ser definitivamente esclarecido. Alguns dos moradores do povoado cavaram o chão da cozinha da sra. Maria Pereira e encontraram alguns velhos ossos enterrados ali. Correu o boato de que a casa teria sido construída sobre um antigo cemitério, a última morada de mártires cristãos assassinados por mouros no século 11.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos
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