sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Os Caronistas Fantasmas

Em uma noite de inverno em 1965, Mae Doria, de Tulsa, Oklahoma, estava se dirigindo sozinha pela estrada de 70 quilômetros, em direção à casa de sua irmã, em Pryor.
- Enquanto eu seguia pela rodovia 20 - recordou Doria -, a poucos quilômetros a leste da cidade de Claremore, passei por uma escola e vi um menino pedindo carona na beira da estrada. Parecia ter 11 ou 12 anos.
Preocupada com alguém tão jovem sozinho naquela noite fria, Doria parou no acostamento e ofereceu-se para levá-lo a algum lugar.
- Ele entrou no carro, sentou-se a meu lado no banco da frente, e começamos a bater papo sobre aquelas coisas que duas pessoas que não se conhecem normalmente conversam. 
Doria perguntou-lhe o que ele fazia por ali, e o garoto respondeu:
- Estava jogando basquete na escola.
O caronista tinha em torno de 1,50 metro de altura, e era bem musculoso.
- A aparência dele era a de um menino que praticava esportes e exercitava os músculos.
O garoto era caucasiano, com cabelos castanho-claros e olhos azuis. Sem se dar conta, Mae Doria transportava um caronista fantasma.
O menino, finalmente, apontou para um aqueduto nos arredores de Pryor e pediu:
- Vou descer ali.
Como não estivesse vendo casas nem luzes, Doria perguntou onde ele morava, ao que ele respondeu:
- Logo ali.
Ela tentava determinar onde esse "ali" podia ser, quando o passageiro desapareceu como por encanto. Doria parou o carro imediatamente e pulou para fora.
- Fiquei correndo ao redor do automóvel, quase histérica. Procurei por todos os lugares, de um lado a outro na estrada, para a direita e para a esquerda, e nem sombra do menino. Ele simplesmente evaporara.
Mais tarde, Doria lembrou-se de que o caronista não usava agasalho, a despeito do vento frio do inverno. Uma conversa casual com um empregado de uma empresa pública, dois anos depois do fato, revelou que alguém dera carona àquele garoto fantasma, pela primeira vez, naquele mesmo lugar, em 1936.
Encontro ainda mais estranho envolveu uma morte acidental, pela qual um caronista fantasma foi, pelo menos em parte, responsável. Em fevereiro de 1951, Charles Bordeaux, de Miami, trabalhava no Serviço de Investigações Especiais da Força Aérea, na Inglaterra. Um aviador americano fora alvejado e assassinado em circunstâncias misteriosas, e Bordeaux recebeu a incumbência de investigar o caso.
Ficou sabendo que o guarda de segurança avistara um homem correndo entre dois bombardeiros B-36. Ele gritou "Alto!" três vezes, e, como o homem se recusasse a parar, disparou.
- Eu podia jurar que o acertara, mas, quando cheguei naquela área do aeroporto, não havia ninguém. Ele simplesmente desaparecera.
Na realidade, a bala perdida do guarda atingiu e matou um outro piloto.
Prosseguindo com as investigações, Bordeaux falou com outro oficial, que também estivera no campo de pouso na noite do acidente. Ele comentou que, antes do tiro fatal, estava se dirigindo ao aeroporto, quando viu um homem com uniforme da Força Aérea pedindo carona.
- Depois que o desconhecido entrou - declarou o oficial -, ele me pediu um cigarro. Em seguida, pediu fogo.
O oficial viu o brilho da chama com o canto dos olhos, porém, quando virou a cabeça, o passageiro havia desaparecido em pleno ar, deixando o isqueiro sobre o banco vazio.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O Sonho Premonitório de Abraham Lincoln

Algumas premonições transformam-se em fatos concretos, outras não, por mais reais e terríveis que possam ser os eventos que elas descrevam. Tomemos, por exemplo, o caso do décimo sexto presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, que previu o próprio assassinato em sonho.
Lincoln contou seu sonho premonitório a um amigo íntimo, Ward Hill Lamon, que deixou um relato por escrito para a posteridade. "No sonho", conta Lincoln, "parecia haver uma tranqüilidade semelhante à morte a meu redor. Então, ouvi soluços abafados, como se várias pessoas estivessem chorando. Julguei ter levantado de minha cama e descido a escada até o pavimento inferior. Não havia nenhuma pessoa viva por perto, porém os mesmos lamentos de pesar e angústia me acompanhavam, enquanto eu caminhava. Continuei andando até chegar ao Salão Leste, e ali tive uma surpresa repugnante.”
"Diante de mim estava o carro fúnebre, onde havia um cadáver enrolado em mortalha. Ao lado daquele veículo estavam vários soldados perfilados, como guardas de honra. 'Quem morreu na Casa Branca?', perguntei a um dos soldados. 'O presidente', foi a resposta. 'Ele foi morto por um assassino'."
Poucos dias depois dessa narração, o presidente foi morto, assassinado pela pequena pistola de John Wilkes Booth. Mortalmente ferido, Lincoln foi levado do Ford's Theater a uma casa do outro lado da rua. Após a morte, seu corpo ficou exposto à visitação pública no Salão Leste da Casa Branca, exatamente como no sonho premonitório de Lincoln.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Chuva de Fogo

Diz a lenda que o grande incêndio de Chicago, em 1871, começou quando a vaca da sra. O'Leary derrubou uma lanterna, ateando fogo na palha. As chamas então consumiram seu celeiro, passando de uma estrutura de madeira para outra, até quase atingir a cidade inteira. Antes de se conseguir debelar as chamas, mais de 17 mil edificações foram destruídas, 100 mil pessoas ficaram desabrigadas e pelo menos duzentas e cinqüenta morreram.
Pouca gente sabe que todo o Meio-Oeste dos EUA foi vítima de calamitosos incêndios na noite de 8 de outubro de 1871, desde Indiana até dois Estados de Dakota, e de Iowa até Minnesota. Em resumo, eles representam a conflagração mais misteriosa e mais implacável na memória do povo americano. Ofuscada pela tragédia de Chicago, Peshtigo, pequena comunidade de 2 mil almas nas proximidades de Green Bay, Wisconsin, sofreu desastre muito pior, em termos de vidas perdidas. Metade da cidade - mil habitantes - faleceu naquela noite terrível. As pessoas morreram sufocadas ou consumidas pelas chamas, cuja origem permanece desconhecida. Nenhuma estrutura foi deixada em pé.
De onde vieram as chamas, e por que tão repentinamente, sem nenhum aviso prévio?
“Em um instante terrível, grande chama surgiu no céu, a oeste da cidade", escreveu um sobrevivente de Peshtigo. "Inumeráveis línguas de fogo desceram sobre a cidade, perfurando quaisquer objetos que encontravam no caminho, como se fossem raios vermelhos. Um ruído ensurdecedor, misturado com estrondos de descargas elétricas, enchia o ar e paralisava todas as pessoas. Aquele desastre não teve um início em particular. “As chamas queimaram em instantes toda a cidade."
Outros sobreviventes referiram-se ao fenômeno como um furacão de fogo, declarando que edificações em chamas eram elevadas no ar, antes de explodirem em cinzas incandescentes.
O que as testemunhas oculares descreveram está mais próximo de um holocausto dos céus do que de um incêndio acidental, provocado por certa vaca agitada. Na verdade, de acordo com a teoria levantada por Ignatius Donnelly, congressista de Minnesota, os incêndios devastadores de 1871 realmente vieram do céu, na forma de uma cauda de um cometa caprichoso.
Durante sua passagem em 1846, o cometa Biela dividiu-se, inexplicavelmente, em dois. Ele deveria retornar em 1866, mas não apareceu. A cabeça fragmentada do Biela foi vista, finalmente, em 1872, na forma de uma queda de grande quantidade de meteoros.
Donnelly sugeriu que a cauda separada apareceu um ano antes, em 1871, e foi o motivo principal da difusa chuva de fogo que varreu o Meio-Oeste, danificando ou destruindo um total de 24 cidades, e deixando mais de 2 mil mortos em seu rastro. As condições da seca naquele outono, sem dúvida, contribuíram para a extensão da conflagração.
Os pesquisadores concentram-se no incêndio de Chicago, e não dão a devida importância ao Horror de Peshtigo, como a calamidade foi chamada na época. Eles ignoram por completo o cometa Biela e sua causa, que até hoje não encontrou explicação.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 23 de setembro de 2017

O Crânio de Cristal

Hoje em dia, o quartzo, ou cristal de rocha, desfruta imensa popularidade, principalmente devido a suas supostas propriedades espirituais. Mas o mesmo material já fascinava nossos ancestrais. Os gregos o chamavam de crystallos, ou "gelo claro". No Egito, no ano 4000 a.C, as testas dos mortos eram adornadas com um "terceiro olho" de cristal, que, conforme a crença, permitia que a alma descobrisse o caminho para a eternidade.
Tradicionalmente, o material preferido para as bolas de cristal usadas por videntes e médiuns sempre foi o cristal de rocha do mais alto grau.
O objeto de cristal mais intrigante de que se tem notícia, porém, é o chamado Crânio de Cristal de Mitchell-Hodges, cuja origem tanto pode ser asteca ou maia, e até mesmo o continente mítico de Atlântida. A descoberta do Crânio de Cristal é envolta em muita controvérsia. Se consta que, ele foi encontrado por Anna, uma jovem de 18 anos, filha adotiva do aventureiro F. A. Mitchell-Hodges, em 1927, quando escavava as ruínas de Lubaantun, a "Cidade das Pedras Caídas", nas selvas de Belize, na ocasião ainda chamada de Honduras Britânica.
Após três anos de escavações no antigo local maia, Anna descobriu um crânio de cristal, de tamanho natural, nos escombros de um altar desmoronado, junto à parede. Uma mandíbula, que se encaixava perfeitamente naquele crânio, foi encontrada a pouco mais de 7 metros de distância, três meses mais tarde.
A equipe de Mitchell-Hodges escavou exaustivamente toda a área. Na realidade, aquelas pessoas contribuíram grandemente para nossa coleção atual de artefatos e para a ampliação de nosso conhecimento a respeito da civilização pré-colombiana no Novo Mundo.
Contudo, Mitchell-Hodges também era um homem conhecido por acreditar piamente na lenda de Atlântida. De fato, foi a fé de poder confirmar a existência de uma ligação entre a Atlântida e os maias que o levou a se embrenhar nas florestas da América Central.
Infelizmente, os cristais não podem ser datados por meios convencionais. No entanto, os laboratórios da Hewlett-Packard, que estudaram o estranho crânio, calcularam que sua confecção teria exigido o trabalho de, no mínimo, trezentos anos, por uma série de artesãos extremamente habilidosos. Na escala de dureza, os cristais de rocha estão apenas ligeiramente abaixo dos diamantes.
Por que aquela rocha seria tão valiosa para quem quer que a tenha encontrado, a ponto de pessoas passarem três séculos polindo pacientemente um pedaço de pedra não nativa?
O mistério do crânio de cristal ficou ainda mais intrigante quando as duas peças foram encaixadas, e as pessoas tomaram conhecimento de que o crânio de cristal balançava na base da mandíbula, dando a impressão de ser um crânio humano abrindo e fechando a boca. Ele poderia ter sido manipulado por sacerdotes nos templos como um oráculo divinatório.
Outras propriedades ligadas ao crânio de cristal são ainda mais peculiares. Dizem que o lóbulo frontal, por exemplo, às vezes fica nublado, assumindo coloração branco-leitosa. Em outras ocasiões, ele emite uma aura quase fantasmagórica, "forte e com pequena nuance da cor do feno, similar ao anel que circunda a Lua".
Quer seja o produto de uma imaginação muito fértil, ou estimulado pelo próprio crânio, aqueles que ficam perto dele por longos períodos afirmam passar por experiências enervantes, que afetam os cincos sentidos, inclusive sons etéreos, aromas, e até mesmo fantasmas. O impacto visual do crânio é hipnótico, para os céticos, inclusive.
Sejam quais forem seus poderes, porém, uma maldição fatal sobre seu proprietário não parece fazer parte do conjunto. Mitchel-Hodges mal deixou que o crânio saísse de sua vista por mais de trinta anos, durante os quais sobreviveu a três facadas e oito ferimentos provocados por balas.
Quando morreu, no dia 12 de junho de 1949, com a idade de 77 anos, ele legou em testamento o crânio de cristal a sua filha adotiva, que o encontrou enterrado sob um antigo altar, na selva hondurenha. O crânio, com valor estimado em 260 mil dólares, continuou sendo propriedade particular.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O Sonho da Sra. Wragg

Grandes calamidades já foram previstas em sonhos. Visões noturnas também já salvaram vidas, inclusive a do capitão Thomas Shubrick, cujo navio zarpou de Charleston, Carolina do Sul, em direção a Londres, em 1740. Shubrick mal saíra do porto quando enfrentou uma terrível tempestade. O vento soprava com tanta violência que amigos e parentes em Charleston começaram a orar pela sobrevivência dos tripulantes. Não havia esperança de que o navio conseguisse voltar ileso ao porto.
Mas naquela noite a mulher de um dos amigos mais íntimos de Shubrick, uma certa sra. Wragg, teve um sonho em que viu o capitão vivo e agarrado a destroços flutuantes. A visão comoveu-a de tal forma que ela insistiu com o marido para que liderasse uma patrulha de busca e salvamento. Um pequeno barco foi lançado ao mar, porém os ocupantes retornaram de mãos vazias.
O sonho repetiu-se uma segunda vez, e a patrulha de resgate voltou novamente sem sucesso. Quando o sonho aconteceu pela terceira vez, a sra. Wragg implorou para que o marido tentasse de novo. Na viagem final, o capitão Shubrick e outro marujo exausto foram resgatados. Eles estavam agarrados a um destroço do navio naufragado. A persistência foi compensada, assim como o sonho contínuo da sra. Wragg.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Continentes Perdidos

A Atlântida não é o único continente mítico supostamente destruído e tragado pelo mar. Pessoas letradas e fabulistas falam de dois outros continentes perdidos - as lendárias terras de Lemúria e Mu.
O nome Lemúria vem de lêmures, primatas primitivos da família dos lemurídeos, e foi cunhado no século 19 pelo zoólogo inglês P. L. Sclater, devido à similar idade de fósseis desses primatas encontrados na região sul da Índia e na província de Natal, na África do Sul. Sclater postulou a existência de Lemúria, continente submerso que haveria no oceano Índico, ligando as regiões meridionais da África e também da Ásia.
A idéia de uma ponte tropical ligando as massas de terra existentes ganhou a fantasia e o apoio de nada menos que Thomas Huxley, cientista inglês e indiscutível autoridade na teoria da evolução. Na Alemanha, o biólogo Ernst Haeckel chegou a especular sobre a possibilidade de a antiga Lemúria ter sido o Jardim do Éden, o paraíso perdido, que serviu de berço para a raça humana.
O continente perdido de Mu também tem sido muito pesquisado por estudiosos do inexplicável. Ele surgiu, pela primeira vez, em uma série de livros de autoria de James Churchward, coronel inglês da reserva, que servira com os Lanceiros de Bengala, na Índia. Ao ser designado para um trabalho de assistência à população carente e faminta, ele conheceu um rishi, sábio hindu que tinha em seu poder grande quantidade de placas de pedra escritas em naacal, a língua nativa de Mu.
De acordo com a teoria de Churchward, baseada nas pedras escritas em naacal e nas tradições orais das ilhas do Pacífico e de regiões das Américas do Sul e Central, os primeiros seres humanos foram originados em Mu, há uns 200 milhões de anos. A ciência deles, inclusive a capacidade de manipular a gravidade, era muitas vezes mais adiantada do que a nossa. Não obstante, há aproximadamente 12 mil anos, a tragédia se abateu sobre os mus, na forma de uma gigantesca explosão de gás.
Arruinado, o continente de Mu submergiu no oceano Pacífico. Tudo o que restou da massa de terra de 8 mil quilômetros de comprimento por 5 mil quilômetros de largura foram algumas poucas ilhas dispersas acima das ondas. As gigantescas e inexplicáveis obras existentes em várias ilhas do Pacífico, bem como as grandes cabeças de estátuas na ilha de Páscoa, não poderiam ter sido construídas pela limitada mão-de-obra disponível nas ilhas, justamente por causa de suas dimensões atuais.
Além disso, convém notar que os havaianos nativos ainda dão a esse continente perdido o nome de Mu. Dos habitantes do antigo Mu, calcula-se que quase 64 milhões de pessoas tenham perecido na explosão cósmica. Os sobreviventes colonizaram os outros continentes.
Churchward morreu em 1936, com a idade de 86 anos, depois de ter escrito cinco livros sobre o continente de Mu. Mais referências por escrito a Mu devem ainda existir em alguns dos mosteiros localizados nas altas montanhas da Ásia central.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 17 de setembro de 2017

Convulsões e Cataclismos

Os geólogos serão os primeiros a admitir que o planeta Terra parece estar fadado a uma catástrofe apocalíptica de natureza global. A crosta terrestre está sofrendo imensas tensões, enquanto placas tectônicas de dimensões continentais colidem umas com as outras em danças perigosas, desde tempos imemoráveis, acompanhadas por tambores e archotes - os terremotos e os fogos vulcânicos que margeiam o oceano ilusoriamente chamado de "Pacífico".
Em 1883, o mundo registrou sua explosão mais forte na ilha vulcânica Krakatoa, Indonésia, quando o vulcão Perbuatan entrou em erupção, vaporizando-se, literalmente, e provocando a morte de 36 mil pessoas em Java e Sumatra. O abalo foi registrado em todo o mundo, e as cinzas lançadas da cratera chegaram até Madagascar. Tanta cinza e tanta poeira foram lançadas na atmosfera que o pôr-do-sol mudou de cor e as condições climáticas se viram drasticamente alteradas durante os anos seguintes.
Devido à grande porcentagem da população mundial que vive em regiões baixas, uma explosão de tal magnitude nos dias de hoje, sem dúvida, ceifaria centenas de milhares de vidas humanas. Até mesmo as regiões costeiras de países distantes, como o Japão e o Havaí, seriam ameaçadas.
O litoral da Califórnia vive, constantemente, à beira de um desastre, e seus habitantes esperam a ocorrência, a qualquer momento, de um terremoto tão intenso quanto aquele que destruiu San Francisco, em 1906. A pressão geológica está aumentando também sob a Grã-Bretanha e a Escandinávia. Se liberada, ela poderia inundar grande parte da Escócia e transformar Londres em um porto do mar do Norte.
Os médiuns têm advertido, há muito tempo, da possibilidade de uma convulsão global, que poderá ameaçar o futuro da humanidade neste planeta. São apoiados pelos próprios cientistas, cujas previsões são igualmente catastróficas. Além de terremotos e vulcões, eles estão percebendo crescente "efeito estufa" que poderia elevar os níveis dos oceanos do mundo, encobrindo a maioria dos portos atuais.
Além disso, o decréscimo na camada protetora de ozônio poderia aumentar drasticamente a incidência de câncer na população. Alguns chegam até a prever súbita reversão dos pólos magnéticos da Terra.
Na realidade, quase todas essas catástrofes geográficas em potencial estão na ordem natural das coisas, inclusive o avanço e a regressão de eras glaciais, e o bombardeio de nosso planeta por corpos celestes do tamanho de pequenos países.
Mas o que mudou mais, em escala planetária, é o número imensamente maior de pessoas que sofreriam as conseqüências da catástrofe. A questão já não é mais procurar saber se os cientistas ou os médiuns estão certos, e sim qual a bola de cristal que será despedaçada primeiro.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Modernas Profecias

A profecia é uma tradição muito apreciada. Assim, não há motivo para sermos levados a acreditar que não existam profetas aptos praticando sua presciência entre nós nos dias de hoje. Na realidade, talvez haja um número maior de profetas hoje do que na Idade Média, se considerarmos o aumento considerável da população mundial.
O romancista e pensador social inglês H. G. Wells errou na previsão do início da Segunda Guerra Mundial em um ano, e também no concernente à localização, uma estação ferroviária de Dantzig, embora tivesse acertado o país - Polônia. (Os alemães, na verdade, usaram um transmissor de rádio como desculpa pelo ataque.) Homer Lee, comentarista militar, previu de modo preciso que os japoneses usariam a movimentação de tropas baseadas no golfo de Lingayen para invadir as Filipinas e impedir a passagem dos americanos em Corregidor, isso 32 anos antes de o fato realmente acontecer.
O problema, naturalmente, é que as profecias podem ser corretas, porém não terão nenhum efeito sobre eventos subseqüentes se as pessoas não tomarem as necessárias providências. Temos, por exemplo, a previsão feita pelo médium profissional Cheiro, que aconselhou Lord Kitchener a não viajar por via marítima no ano de 1916. Kitchener ignorou a advertência e embarcou rumo à Rússia no Hampshire, no ano previsto. O navio foi de encontro a uma mina e afundou, levando o descrente lorde para as profundezas.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Encontros Imediatos - De Norte a Sul (Parte 1)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Nostradamus

"Dos profetas antigos e atuais, poucos conquistaram a imaginação do público como Michel de Nostre-Dame, ou Nostradamus, médico e astrólogo judeu nascido em Saint-Remy, França, em 1503.
Em 1555, ele publicou Centúrias Astrológicas, série de profecias escritas em três agrupamentos de uma centena de estrofes cada um e, quase que imediatamente, transformou-se no que, hoje em dia, chamaríamos de um best-seller.
A profecia responsável por sua reputação era colocada nos seguintes termos: "O jovem leão dominará o velho no campo de batalha, em um combate único; em uma jaula de ouro ele perfurará seus olhos, dois ferimentos em um, então morrerá em morte lenta e cruel".
Pouco depois da publicação das Centúrias Astrológicas, Henrique II, da Inglaterra, durante festividades de casamento, bateu-se em uma justa com o jovem Montgomery, cuja lança quebrou e perfurou o elmo de ouro de Henrique, atingindo-o no olho. Dez dias depois, o rei, que usava um leão como emblema, teve morte dolorosa.
A reputação de Nostradamus estava assegurada. Alguém poderá argumentar que a interpretação foi feita para se adaptar à previsão, especialmente porque se referia a eventos acontecidos em sua própria época. No entanto, as previsões de Nostradamus anteciparam pessoas, lugares e fatos que somente ocorreriam alguns séculos mais tarde, inclusive a Revolução Francesa, a trajetória infeliz de Luís XVI e de Maria Antonieta, que terminaram na guilhotina, a ascensão de Napoleão, a Segunda Guerra Mundial (ele chegou mesmo a fazer trocadilhos com os nomes de Hitler e Roosevelt), ataques aéreos sobre a Inglaterra, e até o uso de armas atômicas. Que mistério existe hoje em dia nestes dois versos, por exemplo?
Um príncipe líbio ficará poderoso no Ocidente. A França ficará preocupada com os Árabes.
Não é preciso muita imaginação para descobrir o nome do príncipe líbio. Basta ler um exemplar de qualquer jornal recente. A subida ao poder do aiatolá Khomeini e a queda do xá do Irã são misteriosamente previstas nesta estrofe:
Chuva, fome e guerra incessante na Pérsia. A fé excessiva trairá o rei. Terminará ali - começará na França.

Ainda nos lembramos que foi durante o exílio na França que o aiatolá estabeleceu as bases para a revolução contra o xá Reza Pahlevi, e para o próprio retorno ao Irã.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Encontros Imediatos - Dossier Alfena (Parte 2)

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O Apocalipse Está Próximo?

Antes de qualquer outra coisa, antigos mitos abordam dois assuntos da maior importância: o começo e o fim do mundo. A preocupação com a maneira pela qual o mundo e a vida humana como a conhecemos tiveram início, e, mais importante ainda, como terminarão, é universal.
Profetas, tanto religiosos quanto seculares, também mostram-se preocupados com a aproximação do apocalipse global. Nostradamus, sábio francês do século 16, costumeiramente enigmático quanto a certas datas, preferiu ser inusitadamente preciso quando fez a seguinte previsão:
No ano de mil novecentos e noventa e nove, no sétimo mês
Um grande e assustador rei virá do céu.
Não precisamos esperar tanto para saber o que Nostradamus tinha em mente. Mais que isso, outras fontes sugerem que um terrível julgamento de algum tipo está próximo. A teologia islâmica profetizou que a religião muçulmana duraria até determinado tempo depois que o homem pisasse na Lua. A tradição tibetana afirma que o budismo terminaria com a destronização do décimo terceiro dalai-lama, e isso, também, já aconteceu.
Uma profecia do Antigo Testamento diz que a segunda vinda do Messias será por ocasião do restabelecimento dos judeus em sua nova pátria.
E o calendário maia, magnífica criação da civilização da América Central, termina abruptamente no dia 24 de dezembro de 2011, significando o final da atual quinta idade. O quinto ciclo, chamado de Tonatiuh, está programado para findar em grandes cataclismos ou terremotos.
O significado desses vários mitos e de todas essas tradições que prevêem o fim do mundo não deve ser procurado na variação das datas, e sim no fato de que todos eles convergem, de forma surpreendente, para o fim do atual segundo milênio - ano 2000 -, a astrológica Idade dos Peixes. Quem viver verá se os antigos estavam com a razão.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 10 de setembro de 2017

Encontros Imediatos - De Norte a Sul (Parte 2)

sábado, 9 de setembro de 2017

OVNIs Nazistas

Alguns teóricos vêm, há muito tempo, tentando encontrar explicações plausíveis para os indefiníveis OVNIs. As similaridades entre o advento do moderno disco voador, no verão de 1947, e os avanços subseqüentes na tecnologia aeroespacial, tanto dos soviéticos quanto do bloco ocidental, dizem eles, são muito surpreendentes para pensarmos em simples coincidência.
Na verdade, fontes dispersas indicam que a Luftwaffe (força aérea) de Hitler, que desenvolveu o primeiro caça a jato em todo o mundo, trabalhava arduamente no projeto de uma série de armas aéreas super-secretas, durante os últimos dias da Segunda Guerra Mundial. De acordo com relatório publicado em 13 de dezembro de 1944, por Marshall Yarrow, correspondente da Reuters, "os alemães produziram uma arma 'secreta', que poderá vir a ser usada no fim do ano. O novo dispositivo que, aparentemente, é uma arma de defesa aérea, parece as bolas que enfeitam as árvores de Natal. Elas já foram vistas pairando no ar sobre a Alemanha, algumas vezes sozinhas, outras em grupo. A cor dessas bolas é prateada e elas são, aparentemente, transparentes".
Seriam as bolas voadoras as Foo Fighters, tão famosas durante a Segunda Guerra Mundial, ou será que os engenheiros nazistas desenvolveram algo ainda mais sofisticado? O pesquisador italiano Renato Velasco afirma que os alemães produziram uma máquina voadora em forma de disco, de perfil baixo, à qual eles deram o nome de Feuerball (Bola de Fogo), usada tanto como dispositivo anti-radar quanto arma de guerra psicológica contra as forças dos Aliados.
Uma versão melhorada, o Kugelblitz (Relâmpago de Fogo) substituiu o motor de turbina a gás da Feuerball por outro que empregava a propulsão a jato. De acordo com Velasco, o Kugelblitz foi o primeiro avião capaz de pousar e decolar verticalmente. Seu projetista foi Rudolph Scriever, e, ao que consta, o aparelho era produzido na fábrica da BMW, perto de Praga, em 1944.
A aeronave voou pela primeira vez em fevereiro de 1945, sobre o amplo complexo subterrâneo de pesquisas de Kahla, Turíhgia, Alemanha. Foi também nessa área das montanhas Harz que, de acordo com informações confidenciais, Hitler pretendia construir seu último bastião, fortificado pelas novas "armas secretas" que Goering, comandante da Luftwaffe, vinha prometendo tanto.
O tempo foi implacável para o arsenal secreto dos nazistas. Mas se a União Soviética, bem como qualquer outra potência, conseguiu assimilar a tecnologia dos discos voadores, isso pode ter levado à experimentação e ao desenvolvimento de algo que deu origem aos freqüentes relatos dos primeiros OVNIs, iniciados em 1947.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Encontros Imediatos - Dossier Alfena (Parte 3)

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Baterias Humanas

De maneira ainda desconhecida, a eletricidade em uma tomada na parede parece intimamente ligada ao sistema nervoso dos seres humanos, embora a ciência pareça relutante em reconhecer o equivalente biológico. No entanto, existiram algumas pessoas cujas "baterias" eram de natureza incomum e supercarregadas, como as de Angelique Cottin, garota francesa de 14 anos, cujas inexplicáveis propriedades eletromagnéticas foram objeto de estudos por parte da Academia de Ciências.
A partir do dia 15 de janeiro de 1846, e durante as dez semanas seguintes, Angelique deixou ponteiros de bússolas completamente malucos. Objetos, e até mesmo móveis pesados, afastavam-se a seu toque e vibravam em sua presença. Quaisquer que fossem suas estranhas forças, a Academia resolveu chamá-las de "eletromagnetismo". A força parecia ter origem no lado esquerdo da jovem, conforme opinião de especialistas, particularmente no cotovelo e no pulso. Além disso, os poderes da garota pareciam aumentar de intensidade à noite. Durante um ataque, Angelique costumava ter convulsões, e a pulsação do coração chegava a 120 batidas por minuto.
Outro ser humano supercarregado foi a adolescente americana Jennie Morgan, de Sedalia, Missouri, que, supostamente, emitia faíscas de descarga elétrica entre ela e qualquer pessoa que se aproximasse, chegando, algumas vezes, a deixar inconscientes as pessoas. Os animais ficavam agressivos e fugiam a sua presença.
Certa jovem de Ontário chamada Caroline Clare passou a demonstrar sintomas similares, logo após um mal não diagnosticado, durante o qual ela passou a descrever lugares que, na realidade, jamais visitara. A doença durou um ano e meio. Quando os sintomas desapareceram, a pequena ficou de tal forma magnetizada que os talheres colavam em seu corpo com tanta força que precisavam ser puxados por outra pessoa. Caroline também foi motivo de estudos, dessa vez realizados pela Associação Médica de Ontário.
A mais poderosa bateria humana deve ter sido Frank McKinstry, de Joplin, Missouri. Era tão carregado de energia que chegava a grudar no solo. Se McKinstry parasse de caminhar, por exemplo, era incapaz de dar mais um passo, a menos que outras pessoas o levantassem do chão, interrompendo o circuito elétrico.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Encontros Imediatos - De Norte a Sul (Parte 3)

terça-feira, 5 de setembro de 2017

O Método Fotográfico Kirlian

O acaso sempre desempenhou papel importante nas descobertas científicas. Tomemos, por exemplo, o caso do engenheiro russo Semyon Kirlian, que, em 1939, consertava um aparelho de eletroterapia. Quando sua mão se aproximou demais de um eletrodo carregado, o flash e o choque resultantes aguçaram-lhe a curiosidade: o que aconteceria se ele usasse a própria descarga elétrica como um tipo de apoio para as fotos feitas com flash?
Para surpresa de Kirlian, a primeira foto - de sua própria mão - revelou uma descarga semelhante a uma aura, que envolvia os dedos e a palma da mão. Foi o nascimento da fotografia de Kirlian, e seu descobridor dedicaria os próximos quarenta anos de sua vida aprofundando-se no desenvolvimento do método.
Em pouco tempo, Kirlian descobriu que, entre outras aplicações, seu método podia, aparentemente, determinar a saúde de um espécime em particular. Essa constatação aconteceu quando um colega tentou enganá-lo, dando a ele duas folhas supostamente idênticas para análise. Quando suas fotos mostraram "auras" dramaticamente diferentes, Kirlian chegou a pensar que o equipamento pudesse estar com defeito. O colega finalmente admitiu que a amostra com a aura mais fraca fora tirada de uma árvore doente, enquanto a outra folha viera de uma planta perfeitamente saudável.
Muitas teorias foram propostas para explicar o efeito Kirlian: campos eletromagnéticos que circundam o corpo, cargas elétricas eliminadas por camada de suor, e até mesmo a "força vital" etérea.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

OVNI em Sintra (28 Abril 2012)


domingo, 3 de setembro de 2017

Um Pároco Cátaro

Ele deveria ter sido um modesto padre de uma paróquia insignificante. Em vez disso, François-Berenger Saunière procurou a companhia de uma linda estrela da ópera francesa, e acabou com quatro contas bancárias, com as quais financiou a restauração de uma obscura capela francesa em Rennes-le-Château. A igreja foi decorada com uma estátua representando a figura do Diabo, o que levou todo mundo a se perguntar se a recente fortuna de Saunière viera de Deus ou de Satã.
A resposta pode ser encontrada entre as lendas de certa doutrina herética do século 13, conhecida como seita dos cátaros, que controlava a província francesa de Languedoc, no Mediterrâneo. Os cátaros acreditavam no Demiurgo, nome dado pelos platônicos ao Deus que teria criado o mundo, utilizando para tanto a matéria já preexistente. O Demiurgo, deus inferior ou mesmo maligno, que devia ser derrotado para que se conseguisse a salvação, concedia favores a seus servos, assim como o Deus cristão.
No dia 2 de março de 1244, o último baluarte cátaro em Montségur foi derrubado por forças ortodoxas. No entanto, correram boatos segundo os quais o tesouro dos cátaros fora escondido antes da queda final. Seria aquele o mesmo tesouro que Saunière descobrira, logo após assumir a direção da pequena cidade de Sainte-Madelaine, em Rennes-le-Château, em 1885?
Pouco depois de sua chegada à cidade, Saunière visitou Paris, e a vida nunca foi mais a mesma para o pobre pároco do interior. Seus paroquianos ficaram atônitos, quando o humilde Saunière recebeu a visita de Emma Calve, a mundialmente famosa soprano, em Rennes-le-Château. Na verdade, ela continuou a se encontrar com o padre, até seu casamento com o tenor Gasbarri, em 1914.
Além de gastos desconhecidos, Saunière investiu mais de 1 milhão de francos na restauração da obscura igreja de Sainte-Madelaine, inclusive dos diabos de pedra. Sobre o pórtico frontal ele mandou gravar as seguintes palavras: "Este é um lugar terrível".

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 2 de setembro de 2017

Círculos na Praia da Fonte da Telha (2009)


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A Maldição de James Dean

Às vezes, é a própria coisa - uma jóia fabulosa ou um navio malfadado - que parece abrigar e perpetuar uma maldição. Outras vezes, uma figura pública pode vir a ser, inexplicavelmente, ligada a um objeto em particular, provocando a mão do destino.
Esse poderia ser o caso do Porsche em que James Dean, a lenda dos adolescentes rebeldes dos anos 50, colidiu e morreu em 1955, terminando de forma trágica o que muitos consideravam como uma das carreiras mais brilhantes e promissoras de Hollywood de todos os tempos.
Independentemente de qual tenha sido seu pedigree anterior, o fato é que, a partir do momento em que James Dean morreu ao volante, aquele Porsche passou a sofrer sua própria fase de má sorte. Depois da morte do ídolo, George Barris, entusiasta por carros esportes, comprou-o, mas, quando estava sendo tirado do guincho, o automóvel escorregou e quebrou a perna do mecânico. Barris vendeu o motor a um médico e piloto amador, que o instalou em seu carro. Algum tempo depois, o médico perdeu o controle da máquina durante uma competição e morreu. Outro piloto, na mesma corrida, ficou ferido numa colisão. Acontece que esse segundo carro estava equipado com o eixo cardã do Porsche de James Dean.
A carroceria e o chassi do Porsche ficaram tão irremediavelmente danificados no acidente do ídolo que acabaram expostos como parte da campanha de segurança nas estradas. Em Sacramento, o que restava do automóvel caiu da plataforma, quebrando a bacia de um adolescente que visitava a exposição. Em seguida, ao ser transportado para outra cidade em caminhão, a máquina provocou outro acidente. O motorista do carro que bateu na traseira do caminhão foi atirado para fora, atropelado e morto pelo Porsche maldito.
Certo piloto de corridas quase morreu, depois de usar dois pneus do carro fatídico de James Dean. Os pneus estouraram ao mesmo tempo. Enquanto isso, a exposição itinerante continuou a fazer das suas. No Oregon, o freio de emergência do caminhão que transportava o Porsche falhou, e o veículo foi de encontro à vitrine de uma loja comercial. Quando estava montado sobre suportes em Nova Orleans, o carro praticamente desintegrou, quebrando em onze partes.
O carro esporte de James Dean, bem como a maldição que o acompanhava, desapareceu quando o Porsche foi enviado de volta a Los Angeles, de trem.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

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