terça-feira, 31 de outubro de 2017

Fantasmas da Mente

Sabemos que a mente pode criar seus próprios fantasmas, mas o que sabemos sobre sua capacidade de projetar essas imagens no mundo exterior, além dos limites do cérebro? E o que acontece quando a projeção mental adquire vida própria?
A estranha experiência de madame Alexandra David-Neel responde, de certa forma, a essas questões. Ela, que viveu até a idade de 101 anos, foi uma das muitas mulheres do Império Britânico que viajaram sozinhas para o misterioso Oriente e deixaram relatos escritos das viagens.
Alexandra não só viajou por grande parte do primitivo Tibete do século 19, como também seguiu meticulosamente a religião e os ensinamentos dos lamas budistas com os quais conviveu. Seu ritual mais surpreendente envolveu a criação do que os tibetanos chamavam de tulpa, ou fantasma gerado pela mente. Os lamas a advertiram de que esses "filhos de nossa mente" podiam, algumas vezes, ficar perigosos e incontroláveis, porém ela persistiu na experiência.
Longe de todos, Alexandra se fechou e começou a se concentrar, após haver estabelecido como alvo de sua tulpa a imagem de um monge gordo e de baixa estatura.
- Um homem do tipo inocente e alegre - de acordo com suas próprias palavras.
Depois de conseguir um resultado surpreendente, ela começou a trator o novo "companheiro" como qualquer pessoa humana em seu apartamento.
Quando madame Alexandra saía para cavalgar, o monge etéreo a acompanhava. Da sela, ela olhava por cima do ombro e via o tulpa.
- Ele se dedicava a várias ações comuns aos viajantes, que eu não ordenara.
Como resultado das experiências, outras pessoas que entravam em contato com Alexandra começaram a ver o monge, confundindo-o com um ser vivente. Nesse ponto, seu tulpa modificou-se completamente, e para pior. As feições dele tornaram-se malignas. No entanto, quando ela decidiu eliminar o monge da mente, a erradicação demonstrou ser quase tão difícil quanto a criação original. Em seu livro Magic and Mystery in Tibet (Magia e Mistério no Tibete), Alexandra David-Neel relata os seis meses de luta árdua que se seguiram, antes que aquele monge, fruto de sua própria imaginação, pudesse finalmente desaparecer.
- Não há nada de estranho no fato de eu ter criado minha própria alucinação - concluiu Alexandra. - O mais interessante é que, nesses casos de materialização, outras pessoas conseguem ver os fantasmas da mente.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 29 de outubro de 2017

O Carro Fatal do Arquiduque

Os defensores do meio ambiente estão sempre acusando o automóvel como a maldição do século 20. Alguns carros, de fato, foram amaldiçoados, mas não da forma prevista pelos ecólogos.
A limusine conversível em que o arquiduque Francisco Fernando de Habsburgo, herdeiro dos tronos da Áustria e da Hungria, foi assassinado parece ter sido um desses carros malditos. O atentado, em que morreu a mulher do arquiduque, constituiu o estopim da Primeira Guerra Mundial.
Logo após o início da guerra, o carro foi conduzido pelo general Potiorek, da Áustria, que, posteriormente, caiu em desgraça na batalha de Valjevo e morreu louco. Um capitão de seu Exército foi o próximo a assumir a propriedade do carro. Nove dias depois, o oficial atropelou e matou dois camponeses, perdeu a direção e colidiu com uma árvore, quebrando o pescoço.
O governador da Iugoslávia adquiriu o conversível maldito após o fim da guerra, mas também não teve sorte, sofrendo quatro acidentes graves em quatro meses. Em um deles, chegou a perder o braço. A máquina passou, em seguida, para as mãos de um médico, que, seis meses depois, capotou e morreu. Um rico joalheiro foi o próximo a comprá-lo - e cometeu suicídio.
Os desastres tiveram seguimento quando outro proprietário, piloto suíço de corridas, colidiu nos Alpes italianos e foi atirado de encontro a um muro, vindo a morrer. Um fazendeiro sérvio, que esqueceu de desligar a chave da ignição enquanto o automóvel estava sendo guinchado, foi a próxima vítima, quando o veículo começou a se movimentar e saiu da estrada.
O último motorista a sofrer os azares do conversível foi Tibor Hirsh field, dono de uma oficina de reparos, que estava voltando de um casamento com quatro companheiros quando o carro bateu ao tentar ultrapassar outro automóvel em alta velocidade. Os amigos de Hirshfield morreram instantaneamente.
O carro foi colocado por fim em um museu de Viena, onde sua sede de sangue parece ter sido saciada - pelo menos temporariamente.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Vozes de Espíritos Gravadas em Fita

Quando morreu, em 1987, o paranormal e produtor cinematográfico sueco Friedrich Jürgenson deixou extraordinária biblioteca. Ela continha milhares de fitas gravadas com vozes misteriosas - vozes que, conforme Jürgenson, haviam sido produzidas pelos mortos.
Jürgenson começou suas pesquisas com o mundo da mediunidade nos anos 50, interessado em estabelecer contato com os mortos. Desejoso de descobrir se os mortos podiam gravar as vozes em fitas magnéticas, Jürgenson passava horas e horas sentado junto ao gravador, pedindo solenemente aos espíritos que aparecessem e falassem através das fitas. Nada aconteceu durante meses, até que ele tentou gravar o canto de um pássaro perto de casa. No momento da reprodução, ocorreu estranha interferência, sugerindo ao cinegrafista a presença de sons sobrenaturais.
- Algumas semanas mais tarde, fui a uma pequena cabana na floresta e tentei outra experiência - revelou Jürgenson.
Em entrevista concedida ao Psychic News, de Londres, ele declarou:
- É claro que eu não tinha a mínima idéia do que estava procurando. Coloquei o microfone na janela e a gravação aconteceu sem nenhum incidente. No momento de reproduzir os sons, primeiro ouvi o canto de alguns pássaros a distância. Depois, silêncio. De repente, de algum lugar, uma voz, uma voz de mulher falando em alemão: "Friedel, minha pequena Friedel, você pode me ouvir?"
Jürgenson ainda não percebera que estava iniciando uma longa pesquisa para entrar em contato com os mortos. Alguns parapsicólogos também ficaram interessados no projeto. William G. Roll, da Fundação de Pesquisas Psíquicas, então sediada em Durham, Carolina do Norte, visitou o produtor cinematográfico em 1964 para realizar algumas experiências. Nessas sessões, Jürgenson colocava uma fita virgem no gravador, e então todas as pessoas presentes na sala começavam a conversar casualmente. Quando a gravação era reproduzida, vozes extras podiam ser claramente ouvidas entre as das pessoas que haviam participado da conversa.
Roll, parapsicólogo extremamente conservador, ficou tão impressionado que fez um relatório especial na viagem à Escandinávia.
- Jürgenson e as vozes de seus "espíritos" - declarou - certamente parecem ser reais.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

As Profecias de Mother Shipton

Os visitantes que vão a Knaresborough, localizada às margens do rio Nidd, Yorkshire, costumam percorrer o velho poço e a caverna onde viveu Ursula Sontheil. Deformada durante o nascimento, em julho de 1488, Ursula ficou mais conhecida como Mother Shipton, a profetisa que previu a morte de reis e o advento do automóvel, do telefone e do submarino.
A despeito da deformidade física, a jovem Ursula tinha mente ágil, e aprendeu a ler e a escrever com extraordinária facilidade. Aos 24 anos, casou-se com Toby Shipton, de Shipton, York. Sua reputação como paranormal em breve ultrapassou os limites locais e chegou à Inglaterra e à Europa; centenas de curiosos passaram a procurá-la para receber seus versos enigmáticos. Alguns pronunciamentos, porém, não foram tão obscuros; previu:
Carruagens sem cavalos trafegarão,
e os acidentes de angústia o mundo encherão.
O telefone e a televisão por satélite também foram profetizados por Mother Shipton:
Por todo o mundo voarão os pensamentos 
com a rapidez de uns poucos momentos.
As pessoas da época devem ter ficado confusas quando ela redigiu os seguintes versos:
O homem sobre e sob as águas caminhará 
O ferro na água flutuará.
Nos dias de hoje, aceitamos tranqüilamente a existência de submarinos e de navios de guerra de ferro.
Mother Shipton previu muitos dos eventos históricos que moldaram o mundo moderno, inclusive a derrota da Invencível Armada espanhola, em 1588:
E os cavalos de madeira do Monarca Ocidental 
serão destruídos pelas forças de Drake, afinal.
Alongando-se um pouco mais, ela antecipou a abertura do Novo Mundo ao comércio inglês, por sir Walter Raleigh:
No mar tempestuoso e bravio
Um nobre velejará
E sem dúvida encontrará
Um novo e belo país
De onde ele trará
Uma erva e uma raiz.
A erva, naturalmente, era o fumo; a raiz, a batata. Mother Shipton morreu em 1561, com a idade de 73 anos, depois de ter previsto, com exatidão e alguns anos de antecedência, o dia e a hora de sua própria morte.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O Fantasma Acusador

Frederick Fisher bebera na noite de 26 de junho de 1826, quando saiu cambaleando de um bar em Campbelltown, Nova Gales do Sul. Já levara uma vida desregrada, ganhara e perdera muito dinheiro, e passara de prisioneiro a próspero fazendeiro. Poucos meses antes, na verdade, ele fora trancafiado na cadeia por não pagar dívidas, deixando seus bens nas mãos de um ex-presidiário chamado George Worrall.
As suspeitas surgiram quando Fisher desapareceu após aquela noite no bar e Worrall foi visto usando uma calça que pertencia a ele. De acordo com a história contada por Worrall, Fisher rumara para a Inglaterra a bordo do Lady Vincent. No entanto, os policiais não acreditaram nessa versão e afixaram cartazes oferecendo 100 dólares de recompensa por informações que os levassem à descoberta do corpo de Fisher.
Interrogado novamente, Worrall admitiu que quatro de seus amigos haviam assassinado Fisher. Ainda céticos, os policiais prenderam Worrall. Contudo, na falta de um cadáver, eram poucas as chances de que ele viesse a ser condenado.
O impasse entre Worrall e as autoridades persistiu até o inverno daquele ano. Certa noite, James Farley, fazendeiro muito respeitado na comunidade, passou pela casa de Fisher. Uma figura sinistra estava sentada na balaustrada, apontando para um lugar nos estábulos. Convencido de que vira um fantasma, Farley saiu correndo dali.
O fazendeiro entrou em contato com o policial Newland, e o oficial, em companhia de um rastrejador da região, visitou a propriedade de Fisher. Os dois encontraram vestígios de sangue humano na balaustrada e, no local indicado pelo fantasma, cavaram e encontraram o corpo de Fisher em adiantado estado de decomposição. Worrall foi mandado para a forca, condenado pelo fantasma do amigo que ele assassinara.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 21 de outubro de 2017

As Luzes do Palatine

Existem mais coisas navegando pelos mares do que Horácio jamais poderia ter imaginado. Vejamos, por exemplo, a história do predestinado brigue Palatine, imortalizado no poema homônimo de John Greenleaf Whittier. Em 1752, segundo a história, o Palatine zarpou da HoImida com um grupo de imigrantes, em direção a Philadelphia.
De acordo com o poema de Whittier, a tripulação se amotinou nas proximidades da ilha Block, na Nova Inglaterra, depois que o navio encalhou na costa. Ali eles o queimaram, indiferentes aos gritos de uma pobre passageira, que ficara para trás.
Conforme a lenda, o brigue fatídico reaparece, periodicamente, como uma bola de fogo incandescente no mar. Whittier o descreve com as seguintes palavras:
Vejam! Outra vez, com uma luz trêmula e brilhante,
Sobre as rochas e no mar revolto,
Os destroços incandescentes do Palatine.
Infelizmente, nenhum registro apresenta o Palatine zarpando da Holanda, nem de qualquer outro porto de escala. Mas nesse exemplo, pelo menos, os fatos são tão constrangedores quanto a lenda poética. Os registros mostram que o navio denominado Princess Augusta levantou ferros em Rotterdam em 1738, com destino a Philadelphia, com um contingente de 350 passageiros alemães dos distritos do Palatinado do Norte e do Sul. Desde o início, a viagem estava predestinada a trágico desfecho.
O suprimento de água contaminada logo matou metade dos tripulantes e um terço dos passageiros em seus camarotes, inclusive o capitão George Long, que morreu após ingerir um único gole fatal. Além disso, o Princess Augusta enfrentou condições climáticas adversas e mares bravios, que o tiraram do rumo. Os tripulantes aumentaram ainda mais o caos da embarcação, quando passaram a extorquir dinheiro e bens materiais dos sobreviventes.
Quase que misericordiosamente o navio encalhou, no dia 27 de dezembro, no litoral norte da ilha Block. Os ilhéus salvaram muitos passageiros, porém não puderam resgatar-lhes as bagagens devido às atividades dos tripulantes. Eles conseguiram desencalhar o Princess Augusta, mas deixaram que fosse de encontro às pedras e naufragasse. Mary Van der Line, que desmaiara na confusão, afundou com o navio, guardando até o fim seus baús de prataria. Dos 364 passageiros e tripulantes que embarcaram em Rotterdam, somente 227 sobreviveram.
Mas, e o fogo, "a luz trêmula e brilhante", sobre o qual Whittier escreveu?
Pouco depois do naufrágio do Princess Augusta, outro capitão, que passava pela ilha, informou ter visto um navio em chamas em alto-mar. Ele anotou em seu diário de bordo: "Fiquei tão angustiado com aquela visão que seguimos o navio em chamas até sua sepultura marítima, mas não conseguimos encontrar nem sobreviventes nem fragmentos de naufrágio".
No entanto, o que os observadores viram desde então passou a ser conhecido como a "Luz do Palatine", um brilho fantasmagórico que, às vezes, surge nas águas, nas proximidades da ilha Block. O médico local, dr. Aaron C. Willey, escrevendo em 1811, anotou:
"Umas vezes, ela é pequena, parecendo uma luz vista através de janela distante. Outras vezes, ela alcança a altura de um navio com todas as velas enfunadas. A luminescência, na verdade, emite raios luminosos". A causa desse "brilho errante", acrescentou Willey, "é um curioso assunto aberto à especulação filosófica". É assunto aberto, também, para aqueles que acreditam que a vida imita a arte, em todas as suas ramificações.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O Abominável Homem das Neves

Em 6 de março de 1986, os caçadores do "Pé Grande" (O Abominável Homem das Neves) finalmente encontraram a prova "definitiva" procurada durante longo tempo. Enquanto percorriam o Himalaia, um dos caçadores conseguiu fotografar o Yeti - o equivalente tibetano ao Pé Grande da região noroeste do Pacífico - com sua câmera.
Anthony Wooldridge, um viajante inglês, praticava alpinismo perto do Nepal para estudar a vida da aldeia, quando viu a criatura. Ele corria na neve junto a algumas árvores, quando percebeu estranhas pegadas.
- Fiquei imaginando o que ou quem poderia estar ali naquela floresta comigo - disse ele -, mas não consegui encontrar nenhuma explicação satisfatória. Fiz algumas fotos rápidas das pegadas e saí dali, sabendo que o tempo era precioso se eu quisesse chegar ao meu destino antes que a neve ficasse intransitável. Cerca de meia hora depois, quando saí do meio das árvores, ouvi um ruído surdo seguido por um ronco prolongado.
O explorador continuou a subir a encosta para avaliar o risco, quando viu o Abominável Homem das Neves ao lado de alguns arbustos.
- Em pé, ao lado da vegetação rasteira - explicou Wooldridge -, havia uma criatura com uns 2 metros de altura. - Convencido de que qualquer que fosse aquela "coisa" ela desapareceria rapidamente, Wooldridge fez várias fotos. - Não demorou para que eu percebesse que o único animal remotamente parecido com aquele era o Yeti.
Wooldridge posteriormente submeteu as fotos à International Society for Cryptozoology, que investiga relatos de animais estranhos ou desconhecidos. Sua melhor foto foi publicada na BBC Wildlife, provocando polêmicas. A BBC Wildlife enviou a foto ao dr. Robert. D. Martin, um antropólogo da University College, University of London. Martin notou que a criatura podia ser um Hanuman Langur, embora esse tipo de animal tenha cauda e seja, geralmente, menor do que a criatura mostrada na foto.
Observações similares desconcertaram o antropólogo John Napier, um conhecido cético com relação ao Pé Grande, que também examinou a foto.
- A possibilidade de que Wooldridge realmente tenha fotografado uma forma de vida anteriormente desconhecida - diz o dr. Napier - é extraordinária, mas perfeitamente lógica.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

Os Fantasmas do Vôo 401

Depois dos fantasmas da Casa Branca, uma das mais populares histórias de fantasmas dos últimos tempos é o conhecido caso dos Fantasmas do vôo 401. Bob Loft era comandante do vôo 401 da Eastern Airlines no dia em que decolou de Nova York para Miami, na sexta-feira, 29 de dezembro de 1972. Naquela noite, o avião caiu nos Everglades, e mais de cem pessoas morreram, inclusive Loft e Dan Repo, o engenheiro de bordo. A investigação concluiu que a causa do acidente foi uma combinação de falha de equipamento e erro humano. Terminado o inquérito, peças e componentes do aparelho sinistrado foram recolhidos para serem usados em outros aviões da Eastern.
Pouco depois, começaram os boatos: pilotos e tripulantes em vários vôos da Eastern declararam ter visto os fantasmas de Loft e de Dan Repo, que apareciam com mais freqüência a bordo do avião número 318. Nos primeiros incidentes, algumas aeromoças acharam que a cozinha inferior, onde a comida era preparada, estava anormalmente fria. Outras sentiram que havia alguém ali com elas, quando estavam sozinhas.
Um dia, um engenheiro de bordo chegou para fazer sua inspeção pré-vôo e viu um homem vestido com o uniforme da Eastern. Ele imediatamente reconheceu seu velho amigo, Dan Repo, que chegou a dizer que o engenheiro não precisava se preocupar com a inspeção porque ele já tomara todas as providências. Em um outro vôo, o fantasma do comandante Loft foi visto por um piloto e duas aeromoças. Ocasionalmente, Dan Repo ou aeromoças não identificadas eram vistos pelo painel de vidro do elevador da cozinha inferior - e então desapareciam antes da abertura da porta.
Uma investigação informal sobres essas histórias foi dificultada tanto pela recusa dos empregados em falar sobre o assunto quanto por uma série de anotações desaparecidas do avião. Mas os investigadores finalmente descobriram um fato intrigante: muitas peças recuperadas do vôo 401 foram posteriormente usadas no avião número 318.
Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

D. D. Home: Faquir ou Impostor?

Daniel Douglas Home, um americano morto em 1886, era amigo de príncipes e reis. Qual o segredo de sua fama? Ele podia entrar em transe, ficando imune ao fogo ou ao intenso calor. Ele não só podia pegar brasas vivas com as mãos, mas também era capaz de transferir sua imunidade aos espectadores, transferindo-lhes as brasas sem causar nenhum dano.
Sir William Crookes, então diretor da Sociedade Britânica de Pesquisas Psíquicas, testemunhou suas façanhas e declarou que Home pegou uma brasa "tão grande quanto uma laranja" e a segurou com as duas mãos.
- Em seguida - prosseguiu -, ele soprou o carvão até surgir uma chama entre os seus dedos.
Crookes inspecionou as mãos de Home antes e depois, mas não conseguiu encontrar nenhum resquício de algum tipo de ungüento ou outro tratamento. Ficou mais surpreso ainda ao sentir que as mãos de Home eram macias e delicadas.
- Pareciam as mãos de uma mulher.
Lorde Adare, da Irlanda, amigo íntimo de Home, e autor de um livro sobre a vida do americano, escreveu que certa vez o viu colocar o rosto em uma fogueira e balançar a cabeça de um lado para outro. Home também colocou uma brasa viva na mão de Adare.
- Fiquei com a brasa na mão durante vários momentos, e quase não senti seu calor.
Home professava também outros poderes espirituais. Fazia várias sessões e diziam ser capaz de movimentar objetos. Certa vez, diante de três testemunhas, ele teria flutuado para fora de uma janela do segundo pavimento de uma casa, e voltado. Uma investigação mais apurada descobriu uma série de falhas na história, inclusive a possibilidade de uma corda escondida ou até mesmo de chantagem de Lorde Adare, que ameaçou revelar seu homossexualismo.
No entanto, ninguém jamais explicou a imunidade de Home ao fogo, testemunhada por muitas pessoas em inúmeras sessões.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

Os Fantasmas da Escada

O National Maritime Museum, localizado em Greenwich, Inglaterra, é visitado por milhares de turistas a cada ano. Muitos deles preservam suas lembranças com fotos.
Era o que o reverendo R. W. Hardy tinha em mente quando ele e sua mulher, visitando o museu em 1966, tentaram fotografar uma de suas atrações mais populares - a Escada Tulipa, originariamente construída para a rainha Ana da Dinamarca. Ele mal podia esperar que o resto de seu grupo de turistas subisse ao pavimento superior, para poder fotografar o corrimão da escada, com desenhos de tulipas esculpidos no metal.
Hardy, sua mulher e funcionários do museu foram unânimes em declarar que não havia ninguém na escada quando a foto foi feita. No entanto, quando o reverendo voltou ao Canadá e revelou o filme, duas figuras apareceram nos degraus. Envolvidos por alguma substância branca, evidentemente não eram seres humanos normais, mas aparições fantasmagóricas. As duas figuras pareciam estar subindo os degraus, apoiadas no corrimão, sem dar importância à máquina fotográfica. Um grande anel podia ser visto na mão de uma delas.
O reverendo Hardy não acreditava em fantasmas, mas em busca de uma explicação ele finalmente entrou em contato com o London Ghost Club. Membros do clube enviaram os negativos de Hardy à Kodak, onde ficou provado que o filme não havia sido falsificado. Os Hardy também foram interrogados pelo clube, e ficou demonstrado que eles eram honestos e que não estavam, de forma nenhuma, tentando perpetrar uma fraude ou uma brincadeira.
Ansiosa por se aprofundar nesse evento, a organização patrocinou uma vigília noturna junto à escada do museu, empregando máquinas fotográficas e filmadoras, sensores eletrônicos, medidores de temperatura e outros dispositivos para medir o vento e as condições atmosféricas. Os investigadores logo gravaram diversos sons estranhos, que identificaram como passos e soluços, mas não conseguiram filmar nem fotografar nada. As aparições, concluíram os membros do clube, eram fantasmas que apareciam apenas durante o dia. A identidade das figuras na foto, acrescentaram, não podia ser determinada.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

O Fantasma do Marujo

De todas as histórias do mar, nenhuma é mais fantástica do que a que nos foi narrada sobre The Flying Dutchman. A lenda é baseada em um navio de verdade que, capitaneado por um hábil, porém jactancioso marujo chamado Hendrik Vanderdecken, nascido nas Índias Orientais Holandesas, zarpou em 1680 de Amsterdam para a Batávia, na ocasião um importante porto naquele país. Embora fosse comissionado por uma sociedade mercantil para comandar o navio da empresa e trazê-lo de volta carregado, Vanderdecken tinha certeza de poder trazer seus próprios ganhos ilícitos em quantidade suficiente para deixá-lo rico.
Segundo a lenda, quando o navio de Vanderdecken teve de enfrentar uma tempestade tropical, o marujo tentou todas as manobras possíveis para manter a embarcação flutuando. A providência mais segura teria sido esperar o término da tempestade, mas, levado por um desafio feito pelo diabo em um sonho uma noite, ele decidiu ignorar as advertências do Senhor e tentou levar o navio a atravessar o cabo da Boa Esperança. A embarcação afundou e os tripulantes morreram. Dizem que, como castigo, Vanderdecken foi condenado a navegar com seu navio até o Dia do Juízo Final.
Trata-se de uma lenda emocionante e romântica, mas testemunha após testemunha jura que é mais do que uma simples história. Em 1835, o capitão e os tripulantes de uma nau inglesa viram um navio fantasma aproximando-se no meio de uma forte tempestade com as velas enfunadas. O navio de repente desapareceu, quando já estava perigosamente perto. Em 1881, marujos do navio britânico H. J. S. Bacchante declararam que um dos membros da tripulação caiu do cordame e morreu um dia depois da fantástica aparição.
Um fenômeno mais recente do Dutchman ocorreu em março de 1939, em Glencairn Beach, África do Sul. No dia seguinte à aparição, um jornal publicou uma matéria em que dezenas de banhistas afirmavam ter visto o navio, com detalhes sobre a visão, notando que ele estava com todas as velas enfunadas e movendo-se normalmente, a despeito da falta de vento naquele momento.
Alguns cientistas explicaram que o que todas aquelas pessoas viram era apenas uma miragem. Mas as testemunhas protestaram, afirmando que teria sido difícil para elas ver uma embarcação do século 17 com tantos detalhes, principalmente porque muitas delas jamais viram uma.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

Avelãs Cadentes

Alfred Wilson Osborne e sua mulher gostam de contar a história que aconteceu com eles num dia de março de 1977, quando viram vários objetos caindo do céu.
Osborne, correspondente de um jornal de Bristol, Inglaterra, especializado em xadrez, afirma que ele e sua mulher estavam voltando para casa num domingo pela manhã, após terem ido à igreja, quando viram centenas de avelãs caindo no chão. Durante os minutos seguintes, elas caíram sobre os carros que passavam na rua, sobre os automóveis expostos no pátio de uma revendedora perto dali, e sobre os transeuntes.
O incidente foi publicado no jornal de Bristol, sem nenhuma explicação. O dia estava praticamente sem nuvens, e os objetos pareciam claramente cair do céu.
Osborne ficou abismado com o que viu, mas disse que o mais incrível de tudo era que as avelãs, encontradas somente em setembro e outubro, estavam frescas e maduras.
- Cheguei a pensar que elas poderiam ter sido carregadas por algum remoinho e jogadas ali - disse ele -, mas não sei onde é que se pode encontrar avelãs em março.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

A Televisão Assombrada

Muitos médiuns talentosos afirmam que são capazes de projetar imagens em filmes lacrados. Mas existem outros que dizem poder transmitir imagens para a tela de um televisor.
Nesse aspecto, um dos casos mais estranhos foi relatado pela família Travis de Blue Point, Nova York. Os três filhos do casal assistiam à televisão, quando viram um rosto surgir na tela, obscurecendo o programa que tentavam ver. A sra. Travis não acreditou na história quando eles lhe contaram, mas ficou abismada quando viu a imagem com seus próprios olhos. O rosto, com forma de um perfil em silhueta, parecia ser feminino, e continuou perfeitamente visível mesmo com o aparelho desligado.
A notícia da televisão "assombrada" espalhou-se rapidamente por toda Blue Point. E, durante os dois próximos dias, dezenas de pessoas, inclusive repórteres, fotógrafos e técnicos de tevê, acorreram à residência dos Travis. Cada um tinha uma teoria diferente para explicar como o rosto aparecera ali. Algumas das testemunhas, por exemplo, acharam que o perfil era um resíduo eletrônico da cantora Francy Lane, que aparecera na televisão no dia anterior. Mas essa sugestão e outras não foram aceitas.
A imagem finalmente desapareceu 51 horas depois, tão misteriosamente quanto aparecera, embora existam diversas fotos que provam que ela existiu realmente.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

As Vidas de Shirley MacLaine

Em uma carreira cinematográfica com muitos altos e baixos, Shirley MacLaine transformou-se de repente em grande estrela. Versátil e talentosa, ela dança, canta e representa. Depois de várias vezes indicada para o grande prêmio da Academia, ela finalmente ganhou um Oscar, em 1983, por sua atuação no filme Laços de Ternura; mas ela previu que isso aconteceria.
- Enquanto eu me preparava para o filme - diz ela -, tive uma visão de como seriam os eventos futuros, que se confirmaram: o filme foi um sucesso, ganhei o Oscar, e depois escrevi um livro sobre minhas experiências mediúnicas: Minhas Vidas.
Durante toda sua longa carreira, Shirley MacLaine sempre sofreu o nervosismo de estréia, ou o medo de representar, fato muito comum entre os atores. Mas ela conseguiu curar-se, consultando um acupunturista no deserto do Novo México. Após ser submetida a um tratamento, Shirley MacLaine, como muitos dos clientes do acupunturista, lembrou-se de vidas passadas.
- Na verdade - declarou -, em uma de minhas vidas passadas eu fui um bobo da corte, morto decapitado após uma apresentação em particular para o rei.
Ela afirmou que em sua experiência de regressão, conseguiu ver a cabeça do bobo da corte rolando pelo chão.
- Não admira que eu tivesse medo de representar - concluiu.
A visão ajudou-a a superar o problema, e contribuiu para seu futuro sucesso.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

A Psicofísica e o Mercado a Futuro

Os poderes mediúnicos podem ajudar a prever o movimento do mercado a futuro na Bolsa de Valores? Esta pergunta foi feita recentemente pelo psicólogo e médium Keith Harary e pelo físico Russell Targ. Para conduzir seus experimentos, os pesquisadores escolheram o mercado da prata, que é notoriamente instável e oscila rapidamente de dia para dia. Diversos investidores mostraram-se dispostos a aplicar grandes somas de dinheiro baseados nas previsões de Harary.
Para aliviar a tensão durante a experiência, e para impedir que Harary se sentisse muito tenso enquanto fazia suas previsões, os prognósticos eram feitos de maneira indireta. Toda quinta-feira, desde 16 de setembro de 1982, Targ pedia a Harary para que descrevesse o objeto - escolhido a partir de um grupo - que ele veria na segunda-feira seguinte. Cada um dos quatro objetos designava uma oscilação em particular do mercado a futuro da prata, desde uma alta até uma queda acentuada.
Depois das respostas dadas pelo médium, Targ olhava para o grupo de objetos e decidia qual deles Harary havia descrito. A oscilação correspondente no mercado da prata era então comunicada aos investidores, que usavam a informação para comprar ou vender.
A experiência redundou em extraordinário sucesso. Sete transações consecutivas foram feitas com base nas sete previsões corretas, e os investidores ganharam 120 mil dólares na Bolsa de Valores.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

OVNIs no Hudson Valley

Um dos mais extraordinários exemplos de aparição de um objeto voador não identificado, com um grande número de testemunhas, começou na véspera do Ano-novo de 1982, inundando de gente o Hudson Valley em Nova York, e particularmente os municípios de Westchester e Putnam. No verão de 1987, mais de 5 mil pessoas viram (e em muitos casos fotografaram e filmaram em vídeo) um enorme OVNI de formato triangular, cuja silhueta iluminada ficou conhecida como o "Hudson Valley Boomerang".
Muitas das aparições ocorreram entre os anos de 1983 e 1984. Motoristas no Taconic Parkway estacionavam seus carros no acostamento da estrada para admirar um gigantesco e silencioso objeto que se movia lentamente, que muitos descreviam em termos de campos de futebol e não em centímetros. Uma testemunha perplexa chegou a dizer que o objeto era tão grande quanto um porta-aviões. Outra comparou-o a uma "cidade voadora".
A despeito do número de fotos autênticas, e de testemunhas confiáveis, inclusive pilotos, engenheiros e altos executivos de grandes empresas, os céticos simplesmente declararam que o caso havia sido "solucionado". Os culpados seriam, supostamente, um grupo de pilotos civis que, em frontal violação aos regulamentos da FAA (Federal Aviation Administration), reuniam-se à noite para assustar os residentes locais. Os "marcianos", como passaram a ser chamados, supostamente voariam com seus Cessna em formações fechadas para que as pessoas tivessem a ilusão de estar vendo um grande objeto iluminado manobrando no céu.
O único problema com a "solução" dos céticos é que várias testemunhas filmaram tanto os "marcianos" quanto o OVNI em pleno vôo, e a diferença é facilmente distinguível. Outras testemunhas disseram que os Cessna podiam ser ouvidos perfeitamente, enquanto o OVNI era misteriosamente silencioso.
Além disso, o imenso bumerangue iluminado pairava sobre a usina nuclear local, uma manobra acrobática que os Cessna civis, por mais audazes que fossem seus pilotos, jamais conseguiriam realizar.
Finalmente, se os céticos acham que realmente solucionaram o caso dos OVNIs de Hudson Valley, eles são moralmente obrigados a levar os responsáveis às autoridades, para que sejam punidos. Se não for assim, seremos forçados a concluir que gigantescos objetos voadores não identificados estão fora da atual jurisdição da FAA.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

O Mistério de Mitchell Fiat

Luzes fantasmagóricas que assombram o mesmo local ano após ano dificilmente podem ser classificadas como um fenômeno isolado. Pelo menos 35 desses lugares são conhecidos só nos EUA e no Canadá. Mas poucas luzes fantasmas podem ser mais conhecidas e folclóricas do que as que, segundo dizem, pairam sobre Mitchell Fiat, nas proximidades da atual cidade de Marfa, região oeste do Texas.
Os relatos de luminosos globos dançantes sobre o solo do deserto datam dos tempos dos apaches mescaleros. Robert Ellison, um dos primeiros colonos brancos na área, viu esses globos já em 1883, e pensou que fossem fogueiras de acampamentos indígenas. Mais recentemente, James Dean, enquanto filmava “Assim Caminha a Humanidade” em Marfa, nos anos 50, manteve constantemente um telescópio assestado em uma cerca de arame farpado, na esperança de ver as luzes.
Nos dias de hoje, quando as condições atmosféricas são favoráveis, as luzes podem ser vistas como se fossem brilhantes feijões mexicanos saltadores, desde que você se posicione em um determinado local na rodovia 90, cerca de 13 quilômetros a leste da cidade. Eles normalmente dançam à distância, a meio caminho entre a rodovia e as montanhas Chinati, mas em raras ocasiões se aventuram a aproximar-se, o que facilita sua observação.
Charles Cude, de San Antônio, acabara de estacionar seu carro no acostamento da estrada certa noite, quando viu duas luzes.
- Parecia ser um automóvel atravessando a pista, indo do leste para o oeste - disse ele.
Quando Cude percebeu que não havia nenhuma estrada cruzando a pista onde estava, uma das luzes, de repente, subiu a uma grande altura.
Alguns momentos depois, outra luz passou entre o carro de Cude e um outro, estacionado no acostamento oposto, desaparecendo no meio do deserto. Charles Cude declarou que a luz parecia ter entre 50 e 70 centímetros de diâmetro. Sua superfície, segundo ele, lembrava as fotos tiradas da Terra por astronautas em órbita,
- Era um globo brilhante coberto com nuvens arrastadas em torvelinho.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

Alongamento Corporal

O mais prolífico realizador de milagres modernos foi, inquestionavelmente, o médium escocês do século 19 Daniel Douglas Home (1833-86), que, certa vez, chegou a flutuar para fora de uma janela localizada no segundo pavimento de um edifício em plena luz do dia, diante de várias testemunhas.
Entre os feitos miraculosos de Home estavam a capacidade de mover objetos pesados, conversar com espíritos de pessoas falecidas, e esfregar brasas em seu rosto sem sofrer nenhum dano aparente. Um homem de físico frágil, Home também podia alongar seu corpo, acrescentando até 15 centímetros a sua altura normal.
Em uma certa ocasião, esse alongamento corporal foi testemunhado por lorde Adare, filho do terceiro conde de Dunraven. Colocado entre o lorde e um certo sr. Jencken, Home entrou no estado familiar de transe em que muitos de seus milagres foram realizados.
- O espírito guardião é muito alto e forte - concluiu ele.
Sem que ninguém esperasse, Home cresceu mais 15 centímetros, e sua cabeça ultrapassou em altura a dos dois homens atônitos que estavam a seu lado.
Respondendo a suas perguntas, Home declarou:
- Daniel vai mostrar-lhes como é - e desabotoou seu casaco. Ele sempre se referia a si mesmo na terceira pessoa, quando estava em transe.
Lorde Adare notou que o alongamento parecia ter acontecido da cintura para cima, pois 10 centímetros de carne nova apareciam entre o colete e a cintura da calça de Home.
Então, Home voltou ao tamanho original, e disse:
- Daniel vai crescer outra vez.
E, para perplexidade de Lorde Adare, voltou a aumentar de tamanho.
Home começou a caminhar pelo aposento, batendo os pés para mostrar que estavam firmemente plantados no chão, e voltou, lentamente, a sua altura normal. Como acontecia com a maioria de seus feitos fantásticos, Home realizava o "truque" de alongamento corporal com a maior tranqüilidade.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

As Profecias de São Malaquias

Um dos mais obscuros profetas da Idade Média, São Malaquias, um monge irlandês que se tornou arcebispo de Armagh e primaz da Irlanda por volta de 1132, morreu em 1148. Mas suas profecias, encontradas na forma de anotações, foram recolhidas e publicadas pelo Vaticano em 1595.
As profecias de São Malaquias foram colocadas na forma de um registro papal, projetado a partir do século 12, com um comentário sobre cada um dos novos papas ou o caráter de seu papado. Muitas das profecias foram consideradas surpreendentemente pertinentes. O registro termina com "Pedro, o Romano", em um tempo que, segundo os cálculos, deverá coincidir com o final deste século, ou com a chegada do terceiro milênio.
Entre Pedro e alguém que parece ser o papa Pio XI, haverá seis outros chefes do Vaticano. Durante o papado de Pedro, "a cidade das Sete Colinas será destruída, e o Respeitável Juiz julgará seu próprio povo".
A história profética do papado sempre foi muito comentada entre teólogos católicos. Seu conhecimento pode ter contribuído para a visão reportada pelo papa Pio X em 1909. Saindo de um transe, ele disse:
- O que vejo é terrível. Serei eu mesmo... ou meu sucessor... o papa sairá de Roma e, depois de ter deixado o Vaticano, terá de caminhar sobre os cadáveres de seus padres.
O tempo, naturalmente, dirá se as terríveis profecias de São Malaquias serão realizadas.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

As Crianças Perdidas

Uma mulher desesperada por encontrar seus filhos perdidos é capaz de fazer qualquer coisa. Vejamos o caso de Joanne Tomchik, de Nova York, que perdeu seus filhos, de 3 e 5 anos de idade, quando foram raptados pelo ex-marido em 1972.
Fora de si, Joanne procurou a ajuda da polícia e até chegou a contratar detetives particulares. Mas um ano e 6 mil dólares em honorários depois, ainda não havia nenhuma pista sobre o paradeiro do marido ou das crianças.
Então ela ouviu uma transmissão radiofônica sobre PES e decidiu recorrer à ajuda de um médium. O grupo responsável pelo programa de rádio indicou-a à sra. Millie Cotant, que olhou fixamente algumas fotos das crianças e finalmente teve uma visão: um trailer e uma caminhonete azul-clara com placas da Carolina.
Aquilo foi suficiente para a sra. Joanne Tomchik. Ela notificou a polícia da Carolina do Norte e do Sul, enviando aos dois Estados fotos dos filhos e do ex-marido. Um mês depois, em Wilson, Carolina do Norte, Andrew Tomchik foi localizado, morando com as crianças em um estacionamento próprio para trailers. Ele estivera usando uma caminhonete azul-clara. Tomchik foi considerado culpado por violar o direito de visita aos filhos, e a sra. Joanne Tomchik ficou feliz ao tê-los de volta ao lar.

Charles Berlitz
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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Uma Incrível Coincidência

Fatos da vida muitas vezes imitam a ficção. Vejamos o misterioso caso dos dois Richard Parker. O primeiro, um taifeiro, personagem da Narrativa de Arthur Gordon Pym, romance inacabado de Edgar Allan Poe, publicado em 1837. No curso da narrativa de Poe, quatro marinheiros naufragam no mar e escapam em pequeno barco salva-vidas. Ameaçados pela fome, os quatro finalmente decidem tirar a sorte para ver quem seria sacrificado e canibalizado pelos outros três. Parker tirou o palito mais curto e foi prontamente esfaqueado e devorado pelo trio de sobreviventes.
Mais de quarenta anos depois a história inacabada de Edgar Allan Poe repetiu-se com incrível precisão e com detalhes macabros. Quatro sobreviventes de um naufrágio salvaram-se com o bote salva-vidas, tiraram a sorte com palitos para ver quem sobreviveria e quem seria devorado. E o perdedor foi Richard Parker, o taifeiro do navio. Seus companheiros foram julgados por um tribunal inglês, em 1884.
O evento macabro talvez nem tivesse chegado ao conhecimento do grande público, não fosse um concurso patrocinado pelo London Sunday Times em busca de coincidências incríveis. Nigel Parker, um menino de 12 anos, venceu a competição. O infeliz taifeiro devorado pelos companheiros de navio fora primo do bisavô de Nigel.

Charles Berlitz

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terça-feira, 17 de outubro de 2017

O OVNI de Stonehenge

De modo geral, pousos de OVNIs são imaginados como acontecimentos furtivos, realizados em áreas relativamente isoladas, longe de olhos curiosos. Nenhum OVNI, por exemplo, jamais apareceu no jardim da Casa Branca, nem pousou em plena praça Vermelha.
Não obstante, os OVNIs freqüentemente têm sido vistos em cidades populosas. Várias pessoas declararam que viram um disco voador pousar no edifício de apartamentos Stonehenge, em Jersey City, na noite de 12 de janeiro de 1975. O objeto esférico foi visto por pelo menos nove observadores, inclusive o porteiro, tanto dentro como fora do prédio.
De acordo com os relatórios publicados, depois que o OVNI desceu no parque, uma portinhola foi aberta, e pequenos ocupantes humanóides, vestidos como "garotos com roupas apropriadas para a neve", desceram por uma escada. Em seguida, eles começaram a escavar a grama com instrumentos semelhantes a pás. Retiradas as amostras do solo e colocadas dentro de objetos extraterrestres semelhantes a baldes, os diminutos humanóides voltaram à nave espacial. Ela então decolou com um brilho de luz muito intenso, e desapareceu no céu da noite.
- A esfera era escura, quase preta - segundo as declarações de uma testemunha - e fazia um ruído monótono, como um motor de geladeira.
Um ano depois, em janeiro e fevereiro de 1976, ao que parece, o OVNI voltou ao mesmo local das escavações anteriores. Ele foi visto em três ocasiões distintas por moradores do edifício de apartamentos Stonehenge e por pedestres que passavam por ali. Existe uma curiosa coincidência com o nome do edifício de apartamentos. Na Inglaterra, na planície de Salisbury, as estranhas e não identificadas ruínas de Stonehenge, conforme contam, teriam sido construídas para receber visitantes de outros planetas.

Charles Berlitz
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domingo, 15 de outubro de 2017

Os Sonhos e as Premonições de Chris Sizemore

As pessoas que sofrem de personalidades múltiplas já têm problemas suficientes. No entanto, como Chris Sizemore, protagonista na vida real de As Três Faces de Eva, muitas dessas pessoas relatam serem atormentadas por imagens psíquicas e sonhos.
Sizemore diz que viveu sua experiência mediúnica mais marcante ainda criança, quando sua irmã teve pneumonia. Pelo menos todo mundo pensava que fosse pneumonia, exceto Chris, que contou um sonho perturbador. Ela se viu descendo uma colina muito arborizada, em direção à planície. Quando se virou para subir o morro outra vez, Jesus apareceu diante dela e disse:
- Minha filha, sua irmã está como difteria, não pneumonia. Conte a sua mãe.
Quando Chris contou o sonho aos pais, eles receberam a informação com ceticismo. Mas chamaram o médico da família, que reexaminou a menina e diagnosticou o caso como difteria. O sonho de Chris provavelmente salvou a vida da irmã.
Nessa época, Chris já sofria por causa das múltiplas personalidades. Ela jamais foi curada por seus psiquiatras, a despeito do soerguimento moral que culminou com um livro e um filme sobre sua vida. Passou vários anos perturbada, vivendo períodos em que mudava de personalidade constantemente, em Roanoke, Virginia, onde suas experiências mediúnicas ocorreram repetidas vezes.
Esses episódios normalmente assumiam a forma de premonições e, invariavelmente, focalizavam sua família. Certa ocasião, ela teve uma visão em que o marido foi eletrocutado. Pediu-lhe para que não fosse ao trabalho naquele dia. O substituto, enviado para reparar alguns cabos de força, morreu eletrocutado durante o serviço.
Posteriormente, sentiu medo quando a filha teve de tomar a vacina antipólio do dr. Salk. O marido recusou-se a levar a premonição a sério, e a pequena recebeu uma dose de vacina estragada. Resultado: a menina ficou seriamente doente.

Charles Berlitz

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

LincoIn e Kennedy

Pouco antes de partir para Dallas, em novembro de 1963, Evelyn Lincoln, secretária do presidente John Fitzgerald Kennedy, advertiu-o de que não fosse. Kennedy descartou-lhe a premonição, e as conseqüências foram trágicas. No dia 22 de novembro, Kennedy foi assassinado quando Lee Harvey Oswald disparou contra ele, usando um rifle italiano, de uma janela no sexto andar do Texas School Book Depository,
A quantidade de paralelos entre os dois presidentes americanos John Kennedy e Abraham Lincoln, também assassinado após uma advertência feita por uma pessoa que tivera premonição de sua morte, ultrapassa os limites da mera coincidência.
Lincoln, por exemplo, havia sido eleito presidente em 6 de novembro de 1860, Kennedy em 8 de novembro de 1960. Ambos também haviam sido primeiro eleitos para o Congresso, com cem anos de diferença, Lincoln em 1846, Kennedy em 1946. Os homens que os sucederam na presidência também nasceram com a diferença de um século - Andrew Johnson em 1808 e Lyndon Baines Johnson em 1908. Os assassinos de ambos, John Wilkes Booth e Lee Oswald, nasceram com 101 anos de diferença entre si.
Booth alvejou Lincoln na cabeça por trás, em um teatro, e fugiu para um celeiro; Oswald acertou Kennedy na cabeça por trás, de um armazém, e fugiu para um teatro. Os dois assassinos, por sua vez, foram mortos antes de serem levados a julgamento. Tanto Kennedy quanto Lincoln foram assassinados em uma sexta-feira, na presença de suas mulheres. Lincoln havia sido alvejado no Ford's Theater, Kennedy em um Lincoln fabricado pela Ford Motor Company.
E ambos os presidentes previram suas próprias mortes. Lincoln comentou com um guarda, no dia em que foi assassinado, que existiam "...homens que querem tirar minha vida... E não tenho dúvidas de que eles conseguirão. Se isso deve ser feito, é impossível evitar", concluiu.
Poucas horas antes de cair, atingido pelas balas de Lee Oswald, Kennedy disse à mulher, Jacqueline, e a Ken O'Donnell, seu assessor pessoal:
- Se alguém quiser me alvejar de uma janela com um fuzil, ninguém poderá impedi-lo. Assim, por que devo me preocupar?

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

As Levitações de Peter Sugleris

Peter Sugleris, de 22 anos, tem muita coisa em comum com Uri Geller, inclusive a habilidade de dobrar objetos de metal como chaves e moedas, afetar instrumentos eletromagnéticos a distância, parar e movimentar ponteiros de relógios. Sugleris também afirma que pode levitar como o venerável São José de Copertino e o médium D. D. Home, do século 19.
Quando ainda era um menino, a mãe de Sugleris, nascida na Grécia, achava que essa habilidade de levitar fora herdada e referia-se a ele como "Hércules", aludindo ao herói mitológico grego, famoso pela força e coragem. O tio de sua mãe, conforme diziam, levitara em pelo menos duas ocasiões, quando tinha 16 e 18 anos de idade.
Sugleris afirma que costuma levitar mais freqüentemente na presença de membros da família, durante o curso normal de sua vida. Mas, acrescenta, pode levitar à vontade, embora não como decorrência das ordens de alguém.
- O feito envolve imensa concentração - afirma.
Por isso, ele se prepara, com freqüência, com vários meses de antecedência, entregando-se a uma dieta vegetariana.
Em ocasião mais recente, filmada em vídeo pela esposa, Esther, em fevereiro de 1986, Sugleris elevou-se do piso da cozinha a uma altura de aproximadamente 50 centímetros, e permaneceu suspenso no ar durante 47 segundos. Enquanto levitava, seu rosto assumiu um ricto que chegou a assustar sua mulher.
- Pensei que ele fosse explodir - declarou ela -, de tão inchado que ficou.
Posteriormente, Sugleris descreveu a experiência, afirmando que suou em profusão e sentiu tontura e sonolência.
- Levei de dez a quinze segundos para recobrar a consciência - revelou ele. - Senti-me confuso e estonteado, e tive a impressão de que eu ia apagar. Foi uma coisa feita com raiva. Eu queria provar que era capaz.
O ricto assustador durante a levitação é, pelo menos em parte, reminiscência de São José de Copertino, o levitador mais famoso de todos, que, segundo declarações de testemunhas, começava e terminava êxtases com um grito agudo e penetrante.

Charles Berlitz

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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A Dança dos Mortos

Os mortos não falam, mas isso não significa que não possam se movimentar. O caso mais marcante de movimento post-mortem de que se tem notícia aconteceu num jazigo na ilha de Barbados, ex-colônia britânica, que já pertenceu à Federação das Índias Ocidentais, localizada na costa da Venezuela.
O cenário dos macabros acontecimentos foi o jazigo da família Walrond, proprietária de plantações e de grande número de escravos, que colocava seus mortos para descansar - ou para o que achava que seria um descanso - em uma tumba de pedras no Cemitério Christ Church.
Thomasina Goddard, membro da família Walrond, foi enterrada ali, pela primeira vez, em 1807, porém no espaço de um ano a propriedade do jazigo foi assumida por outra geração de proprietários de escravos, os Chase. Duas de suas filhas foram enterradas nos jazigos, nos anos de 1808 e 1812.
Thomas Chase, o pai, também faleceu em 1812. Quando a enorme laje de mármore, que cobria a tumba, foi aberta para o enterro, os coveiros encolheram-se horrorizados. Os caixões de chumbo das duas moças estavam em pé, de cabeça para baixo. Não foi encontrado nenhum vestígio de arrombamento ou profanação. No entanto, de alguma maneira, os caixões se movimentaram sozinhos. Mas como?
Um parente do sexo masculino morreu em 1816, o que fez com que o jazigo fosse aberto outra vez. E, novamente, os caixões foram encontrados em estado de total desordem. O de Thomas Chase, que exigira oito homens para transportar, estava em pé, apoiado contra a parede.
Oito semanas mais tarde, outro enterro atraiu uma multidão de curiosos. Embora o jazigo tivesse sido lacrado após a última e perturbadora descoberta, os caixões dos Chase haviam, outra vez, se movimentado. Lord Combermere, governador de Barbados, foi chamado para ir ao local.
Em 1819, ele ordenou que os caixões fossem empilhados, e que se colocassem lacres em volta da laje de mármore que servia de cobertura. Contudo, o governo não era páreo para os fantasmas. No ano seguinte, quando as pessoas ouviram ruídos que provinham da sepultura assombrada, Lord Combermere ordenou que o jazigo fosse aberto para inspeção.
E o que já era esperado aconteceu. Depois que os lacres do governador foram removidos, os inspetores entraram na escuridão úmida e descobriram que os ataúdes de chumbo haviam, uma vez mais, realizado sua dança macabra. Apenas o caixão de madeira original de Thomasina Goddard permanecia inalterado.
Finalmente, os corpos foram removidos e enterrados novamente, em um canto mais tranqüilo do cemitério. Hoje em dia, o jazigo de Christ Church permanece aberto e abandonado. Os mortos foram expulsos por forças poderosas e desconhecidas.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 7 de outubro de 2017

O Extraordinário Uri Geller

O médium mais famoso do mundo, o israelense Uri Geller, ex-pára-quedista do Exército, continua a deslumbrar as platéias enquanto amealha considerável fortuna pessoal, estimada em alguns milhões de dólares, originada de demonstrações de seus incríveis poderes.
Nascido em Telavive, em 1946, Uri Geller demonstrou habilidades mediúnicas quando tinha apenas 3 anos, lendo os pensamentos da mãe. Eventos mais tangíveis surgiram aos 6 anos de idade, quando descobriu que podia mover os ponteiros de um relógio sem tocá-los. Anos mais tarde, demonstrações similares lhe trariam fama e fortuna.
Uri Geller passou à merecer maior atenção no início dos anos 70, quando as apresentações públicas em Munique, Alemanha, resultaram em uma grande quantidade de talheres e chaves dobrados, dois dos alvos mentais favoritos do médium. Ele também fazia com que ponteiros de relógios parassem e voltassem a se movimentar.
Dois de seus feitos mais espetaculares ocorreram quando Uri Geller dirigiu pelas ruas de Munique com olhos vendados, e parou um teleférico no meio do caminho, nas montanhas Chiemagu.
O médium israelense logo atraiu a atenção de Andrija Puharich, pesquisador de fenômenos paranormais, que patrocinou uma viagem aos Estados Unidos para que ele pudesse ser examinado em ambiente científico.
Os resultados dos experimentos que Uri Geller realizou no Instituto de Pesquisas de Stanford, sob orientação dos físicos Hal Puthoff e Russell Targ, pareceram confirmar suas habilidades paranormais. Ele não só passou pelo protocolo cuidadosamente controlado que os cientistas determinaram, registrando altos resultados em clarividência e psicocinese, como, aparentemente, também foi capaz de afetar grande quantidade de instrumentos eletrônicos sensíveis.
Outra apresentação fantástica de Uri Geller ocorreu no dia 23 de novembro de 1973, durante o programa David Dimbleby Talk-In, da BBC. Após o programa, centenas de telespectadores atônitos telefonaram para informar que talheres e outros objetos de metal em seus lares haviam começado a se dobrar, enquanto eles assistiam à demonstração de Uri Geller. Quando o ex-pára-quedista voltou aos EUA, transformou-se em celebridade da noite para o dia.
Os críticos de Uri Geller, como o mágico profissional (James "O Extraordinário") Randi, naturalmente, afirmam que esses supostos poderes psíquicos não passam de truques normais, conhecidos por muitos mágicos de renome. E, coerentemente, Randi empenhou-se em recriar vários dos chamados "fenômenos Geller", como a dobra de colheres e chaves, através de prestidigitação e de outras técnicas.
Mas Uri Geller talvez ria por último, quando estiver se dirigindo ao banco. Após um período de alguns anos, durante os quais ele passou muito tempo fora de circulação, Uri Geller retornou, recentemente, ao cenário mundial com um novo livro e polpuda conta bancária, inclusive uma propriedade digna de rei, com heliporto, nos arredores de Londres.
A mais recente "mágica" de Uri Geller, segundo consta, é a localização de reservas de petróleo e depósitos de metais preciosos, simplesmente sobrevoando o local em um pequeno avião, com a mão estendida para fora. Por essa e por outras atividades mediúnicas, durante a década de 70, calcula-se que ele tenha ganho em torno de 40 milhões de dólares.

Charles Berlitz
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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A Mão Petrificada

No verão de 1889, o fazendeiro J. R. Mote, de Phelps County, nas proximidades de Kearney, Nebraska, estava escavando uma caverna, quando encontrou uma grande pedra marrom com peso superior a 10 quilos. Quando a argila foi removida da pedra, de acordo com um artigo publicado na edição de 7 de agosto do San Francisco Examiner, "um grande fóssil, representando uma mão humana fechada, foi revelado. O espécime havia sido quebrado do braço logo acima do pulso, e a marca de um tecido áspero ou de alguma corda estava perfeitamente delineada nas costas daquela mão. Por ocasião da descoberta, nada foi declarado", continuou o artigo, "pois o sr. Mote não pertence à classe de pessoas curiosas". No entanto, isso logo mudou.
"Um menino da família, cuja faculdade de quebrar começava a se desenvolver, teve a idéia de abrir a mão petrificada. Quando quebrada, para seu espanto, surgiram onze brilhantes pedras transparentes."
O sr. Mote teve curiosidade suficiente, depois dessa reviravolta no curso dos acontecimentos, para procurar um joalheiro, que declarou serem aquelas pedras legítimos diamantes de primeira água, sem nenhuma mancha que pudesse macular ou estragar sua beleza.
"As pedras", prosseguia o artigo, "têm formato praticamente uniforme, e assemelham-se a feijões-de-lima. Elas parecem ter sido desgastadas pela água, porém ainda são pedras de grande beleza."

Charles Berlitz
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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Sapos Fossilizados

Contam-se muitas histórias de animais vivos ou mumificados encontrados dentro de pedras. Grande parte delas refere-se a sapos e rãs. Uma dessas histórias conta que durante a construção da Hartlepool Waterworks, nas proximidades de Leeds, Inglaterra, em abril de 1865, os operários da pedreira supostamente encontraram um sapo vivo dentro de uma pedra calcária de 200 milhões de anos. O sapo, a uma profundidade de 7,50 metros, deixara a forma de um molde perfeito na pedra.
De acordo com relatos jornalísticos, o sapo estava vivo, mas era incapaz de coaxar, porque sua boca se fechara para sempre. No entanto, ruídos semelhantes a latidos eram emitidos pelas narinas. Com exceção do "comprimento extraordinário" das patas traseiras, ele parecia ser um espécime normal, embora tenha morrido poucos dias após ter sido encontrado.
Mais ou menos nessa mesma ocasião, a revista Scientific American publicou matéria contando como o mineiro Moses Gaines abriu uma grande pedra arredondada e encontrou um sapo escondido ali dentro, novamente como se a rocha tivesse acabado de se fechar ao redor dele. O animal foi descrito da seguinte maneira:
"Oito centímetros de comprimento, muito roliço e gordo. Os olhos eram bem maiores do que os das espécies de mesmo tamanho, como os que vemos todos os dias".
O sapo de Gaines também estava vivo, embora preguiçoso.
"Tentaram fazê-lo saltar, cutucando-o com um pedaço de pau", reportou a revista, "mas ele não lhes deu atenção."
Essas histórias e outras abriram uma verdadeira caixa de Pandora científica, que ainda não foi satisfatoriamente fechada. O dr. Frank Buckland tentou reproduzir o feito colocando sapos dentro de blocos de pedra calcária e arenito e enterrando-os a uma profundidade de 1 metro em seu jardim. Um ano depois, quando retirou as pedras, os sapos encerrados nos blocos de arenito estavam todos mortos. Em compensação, os sapos colocados dentro de pedras calcárias saíram-se melhor; dois estavam vivos e, na verdade, até chegaram a aumentar de peso. Mas quando Buckland repetiu a experiência, para que não restasse nenhuma dúvida, todos os sapos morreram.
Não desanimado com o resultado negativo, um francês conhecido como monsieur Séguin foi ainda mais longe. Em 1862, ele encerrou vinte sapos em gesso calcinado em Paris e deixou o bloco secar. Então, enterrou-o. Quando Séguin abriu o bloco, doze anos mais tarde, conforme a história, quatro dos sapos ainda estavam vivos.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

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