quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Flores da Ressurreição

O dr. Nandor Fodor era psicanalista e pesquisador de fenômenos psíquicos, um homem muito querido por aqueles que o conheciam. Quando morreu, em 17 de maio de 1964, objetos em seu apartamento começaram, misteriosamente, a se mover, como se o falecido pesquisador estivesse tentando demonstrar ao mundo que a existência dele não terminara. Mas foi o comportamento das flores do terraço que mais impressionou sua mulher.
- Em nosso terraço existem muitas flores - explicou ela. - As rosas normalmente duram quatro dias, quando então perdem as pétalas e formam-se novos botões. No entanto, após a morte de meu marido, as rosas, cerca de 150, se abriram ao mesmo tempo e duraram várias semanas.
Quanto mais Amaya Fodor observava as rosas, mais aumentava seu interesse.
- Durante aquele período de tempo, nenhuma rosa perdeu uma única pétala - informou ela. - Então, um dia, todas elas murcharam ao mesmo tempo. Eu as cortei e, enquanto podava, pedi apenas uma rosa.
Ela se abriu uma semana depois e durou várias semanas. Essas rosas misteriosas poderiam ter florescido por coincidência? É uma possibilidade, porém é preciso que todos saibam que a história de Amaya Fodor não é um caso isolado. A conhecida romancista Taylor Caldwell relata experiência similar, na edição de outubro de 1972 da publicação Ladies' Home Journal. A sra. Caldwell e seu marido, Marcus Rebak, tinham um arbusto de lírios que nunca florescia - nem uma única vez em 21 anos. Rebak costumava brincar com a mulher, afirmando que, embora aquele tipo de flor nos EUA seja conhecido como lírio-da-ressurreição, ela não poderia provar que havia vida após a morte com aquelas flores. No entanto, quando ele morreu, em abril de 1970, os lírios finalmente se abriram - no dia de seu enterro.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 27 de setembro de 2016

O Tesouro dos Piratas

Ao largo da costa da Nova Escócia, localiza-se a diminuta e irregular ilha de Oak. No entanto, inversamente proporcional a seu tamanho é o estranho enigma do que existe escondido debaixo da superfície ilusoriamente normal. Dizem que ali há um fabuloso tesouro de piratas, de valor incalculável. As descobertas de exploradores falam de uma possível tragédia e de um trabalho de engenharia realizado por quem quer que tenha escondido o tesouro, sem igual em sua engenhosidade quase sobrenatural.
Qualquer que seja o resultado final, o fato é que por quase duzentos anos a ilha de Oak frustrou todas as tentativas de desvendar seu segredo. Os primeiros a tentar foram Daniel McGinnis e dois amigos, que remaram pela baía Mahone desde o Canadá, em 1795. Em uma clareira no lado oriental arborizado da ilha, eles descobriram o guincho de um velho navio, pendurado em uma árvore solitária, na depressão. Intrigados, cavaram e descobriram a abertura de um túnel de 4 metros de largura. A uma profundidade de 3 metros, os rapazes localizaram a primeira das grossas plataformas de carvalho. Seis metros mais abaixo, encontraram uma segunda plataforma, e a 9 metros, uma terceira.
O trabalho de escavação naquela argila pedregosa exauriu os jovens caçadores de tesouros, tanto física quanto espiritualmente. Outros viriam substituí-los. O trabalho de escavação foi reiniciado em 1804, financiado por Simeon Lynds, abastado morador da Nova Escócia. Os homens contratados por Lynds encontraram mais cinco plataformas de carvalho - a profundidades que iam aumentando em intervalos de 3 metros -, três das quais haviam sido protegidas com resina de navio e fibras de coqueiros. A 27 metros, eles defrontaram com o que ficou conhecido como "a pedra dos números", onde alguns símbolos obscuros foram interpretados por alguém como significando "3 metros abaixo, 10 milhões de dólares estão enterrados".
Dois metros e meio abaixo da pedra dos números, o pé-de-cabra de um dos mineiros bateu em algo sólido, que os homens pensaram ser a arca de tesouro. Após o achado, os homens de Lynds resolveram interromper os trabalhos do dia. Na manhã seguinte, o túnel estava cheio de água a uma profundidade de quase 20 metros.
O buraco do tesouro levou Lynds à falência, assim como causou a ruína de todas as outras expedições similares. Com o passar dos anos, uma quantidade suficiente de provas foi retirada do buraco, inclusive fragmentos de correntes de ouro e indícios de câmaras onde estariam colocadas arcas de madeira, mantendo vivas a curiosidade e a ganância de caçadores de tesouros.
O mistério do buraco do tesouro aumentou ainda mais quando foram descobertos dois canais ligados ao túnel, nas profundidades de 34 e 45 metros. Resguardados por fibras de coqueiros, os dois canais levavam às praias da ilha, onde pareciam servir como esponjas, transportando a água do mar para o túnel principal, inundando-o para sempre. As fibras de coqueiros indicavam que os piratas do tesouro seriam originários do Pacífico Sul.
Caçadores de tesouros continuam a enterrar dinheiro no buraco, correndo risco de vida. Daniel Blankenship, ex-empreiteiro de Miami, dirige as escavações na ilha de Oak como representante da Triton Alliance Ltd., consórcio de 48 membros de ricos financiadores canadenses e americanos. Certa vez ele estava dentro do túnel, quando as proteções metálicas, que sustentavam as laterais 15 metros acima de sua cabeça, começaram a desabar. Os operários conseguiram retirá-lo do buraco poucos segundos antes do desmoronamento total.
Depois de já haver enterrado 3 milhões de dólares no local, Blankenship e a Triton resolveram seguir em frente. David Tobias, presidente da Triton, chegou a declarar:
- O que está em jogo agora é, provavelmente, a escavação mais profunda e mais cara já feita na América do Norte.
O novo plano implica a escavação de imenso túnel de aço e concreto, com largura de 18 a 21 metros e 60 metros de profundidade, que revelará, de uma vez por todas, o que existe no fundo do buraco do tesouro. Custo estimado? Dez milhões de dólares.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 25 de setembro de 2016

OVNs Contra Porquinhos

Os ocupantes de OVNIs têm demonstrado, com o passar dos anos, grande interesse por bovinos e eqüinos. Se levarmos em conta as declarações de Richard Fanning, fazendeiro de Norway, Carolina do Sul, ampliaram-se seus interesses, abrangendo também os suínos.
Na noite de 6 de dezembro de 1978, Fanning, de 21 anos, a mulher e dois amigos viram um círculo branco de luz de 3 metros pairando sobre o chiqueiro de sua fazenda. Debaixo daquele objeto havia dois pares de luzes vermelhas e verdes, cada uma do tamanho aproximado de um farol de automóvel.
- Alguma coisa está errada - disse Fanning aos amigos. – Vamos sair daqui.
Eles se afastaram e as luzes silenciosas os seguiram. O círculo branco pairou sobre a estrada à altura de um carro, mantendo-se sempre a 50 metros de distância, enquanto as luzes vermelhas e verdes esquadrinhavam o terreno. Fanning correu para casa, onde tinha uma arma.
- De repente, aquela grande luz branca fez uma manobra por trás de meu carro e voltou para o chiqueiro.
As outras luzes menores também voltaram para aquele local. Fanning e os outros ficaram olhando para as luzes.
- Depois de uns 3 ou 4 minutos, todas as luzes se apagaram - afirmou Fanning. - Fiquei com muito medo.
Na verdade, ele ficou com tanto medo que buscou refúgio com sua mulher na casa de parentes, durante as duas noites seguintes.
Três dias depois, voltaram para alimentar os animais e Fanning deparou com um leitão morto.
- Encontrei outro leitão morto mas em pé - declarou Fanning. - Dei-lhe um pontapé e ele caiu.
Um exame no leitão revelou que faltava a mandíbula.
- A carcaça do animal parecia uma esponja, desprovida de todo peso. 
Fanning declarou que, quando vivo, o leitão pesava 110 quilos, porém o que restava não passava dos 20.
- Foi - concluiu - a coisa mais incrível que já vi em toda a minha vida.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A Incendiária

Nada é mais aterrorizante do que um incêndio no meio de agitação, especialmente quando - segundo o romance A Incendiária, de Stephen King - o piromaníaco espreita subconscientemente para conferir os resultados. Esse foi o problema enfrentando pela família Willey em sua fazenda de Macomb, Illinois, em 1948. O sr. Willey cuidava da fazenda com o cunhado e dois filhos. Quem tomava conta da casa era sua sobrinha Wanet. Nada parecia fora do comum por ali, até que curiosas manchas marrons começaram a aparecer no papel de parede da casa. Essas manchas ficavam incrivelmente quentes, muitas vezes chegando a 230 graus centígrados antes de se transformar em chamas. Os focos de incêndio eram tão constantes que os vizinhos dos Willey permaneciam dentro da casa com baldes cheios de água, à espera de debelar cada chama assim que fosse iniciada. Vários desses princípios de incêndio aconteciam todos os dias. Ninguém conseguia identificar a causa, nem mesmo o corpo de bombeiros local.
- A coisa toda é tão incrível e tão fantástica que quase chego a sentir vergonha de falar sobre o assunto - admitiu aos repórteres Fred Wilson, chefe dos bombeiros.
Com o passar dos dias, os focos de fogo iam ficando mais freqüentes e bizarros. Em pouco tempo eles começaram a surgir na varanda, nas cortinas e em outros lugares na casa. E aí começaram a surgir as mais disparatadas explicações. Representantes de uma base aérea das proximidades acharam que ondas de rádio de alta freqüência estariam provocando o problema, enquanto os bombeiros sugeriram que estava se formando um depósito de gás combustível nas paredes da casa. A despeito dessas explicações bastante lógicas, não surgia nenhuma resposta prática para o problema dos Willey.
Finalmente, depois de observar os focos de incêndio durante alguns dias, o corpo de bombeiros extraiu uma confissão da pequena Wanet. Ela iniciara os incêndios, informou o porta-voz do quartel dos bombeiros aos repórteres, riscando fósforos quando ninguém estava olhando.
Ninguém acreditou nessa explicação. A melhor avaliação veio de Vincent Gaddis, que estudou o caso em 1962. Em seu livro Mysterious Lights and Fires (Misteriosas Luzes e Fogos), afirmou que a pequena Wanet deveria ter uma "incrível persistência, um ilimitado estoque de fósforos, e parentes e vizinhos excepcionalmente míopes". Em outras palavras, assim como a heroína de A Incendiaria, ele sugeriu que ela poderia ter provocado 08 inícios de incêndio através de meios paranormais, de uma maneira muito além da compreensão do corpo de bombeiros local.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Mistério Musical

Rosemary Brown, uma viúva londrina, tinha um piano, mas seus conhecimentos musicais não eram suficientes para tocá-lo. Ela conhecia apenas um músico - um ex-organista de igreja, que tentara ensiná-la a tocar o instrumento. De súbito, o mundo musical e o resto de Londres viram-se pressionados a explicar como, em 1964, Rosemary começou a compor peças musicais que pareciam ter sido escritas pelos grandes mestres.
Na verdade, Rosemary Brown autoproclamava-se clarividente; sua mãe e avó também seriam médiuns. Ela contou que Franz Liszt, que a "visitara" certa vez em uma visão quando ela era criança, apareceu a sua frente e começou a trazer-lhe partituras de compositores como Beethoven, Bach, Chopin e outros. Cada um deles ditava sua própria música. Às vezes, disse ela, os músicos controlavam suas mãos, movendo-as de acordo com o estilo musical adequado; outras vezes, eles apenas ditavam as notas. Entre as obras que Rosemary produziu estão incluídas as conclusões da Décima e da Décima Primeira Sinfonia de Beethoven, que ficaram inacabadas devido à morte do compositor; uma sonata de Schubert de quarenta páginas; e numerosas obras de Liszt e outros.
Músicos e psicólogos examinaram as partituras e investigaram tanto as músicas quanto os testemunhos de Rosemary. Embora alguns críticos tenham descartado a possibilidade de que a obra tenha sido copiada, ou que não tenha sido bem copiada, outros ficaram impressionados com o nível do trabalho. Todos concordaram que cada peça produzida por ela foi definitivamente escrita no estilo do compositor ao qual era atribuída. Ninguém encontrou provas de que Rosemary pudesse estar mentindo, e os estudiosos, em sua maioria, afirmaram que ela estava sendo sincera. Música de qualidade ou não, o fato inegável é que era música muito além da capacidade de Rosemary Brown. Liszt, no entanto, dececionou Rosemary em um especto. Em sua primeira visita, segundo declarações da clarividente, o compositor prometeu transformá-la um dia em grande virtuose. Não obstante, ela continuou sendo uma pianista medíocre. Talvez esse seja o motivo pelo qual, ainda conforme Rosemary, os compositores, que ditavam suas músicas a ela em inglês, frequentemente levantavam as mãos e gritavam Mein Gott! (Meu Deus!).

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Anjos Caídos

As pessoas que afirmam ter visto anjos são, normalmente, consideradas malucas. Mas é difícil colocar esse rótulo no dr. S. Ralph Harlow, respeitado catedrático de religião no Smith College, de Massachusetts. O encontro com seres angélicos ocorreu quando ele e a mulher estavam passeando em um vale arborizado em Ballarvade, nas proximidades da faculdade. Em princípio, o dr. Harlow ouviu algumas vozes abafadas, e aí comentou com a mulher:
- Temos companhia no bosque esta manhã.
Eles não conseguiram identificar a fonte daqueles sons, e então o casal prosseguiu a caminhada. As vozes pareciam chegar cada vez mais perto e, finalmente, passaram a vir do alto. Perplexo, o casal olhou para cima e viu algo inacreditável:
- Cerca de 3 metros acima de nós, havia um grupo flutuante de espíritos, de anjos, de lindas e gloriosas criaturas, que brilhavam com uma beleza espiritual - revelou o dr. Harlow. - Nós nos detivemos e observamos, enquanto as figuras nos sobrevoavam, um pouco à esquerda. Eram seis lindas jovens vestidas de branco, que conversavam animadamente. Não pareceram notar nossa presença. Pudemos ver-lhes perfeitamente os rostos, e uma delas, pouco mais velha, era muito bonita. Tinha os cabelos escuros puxados para trás, tipo de penteado que hoje chamaríamos de rabo-de-cavalo. Ela conversava com um espírito mais jovem, de costas para nós, que olhava intensamente para seu rosto.
Nem o dr. Harlow nem sua mulher conseguiram decifrar o que aqueles espíritos diziam, não obstante os dois afirmarem ter ouvido claramente o que conversavam. Ficaram observando com reverência e curiosidade, enquanto os "anjos" se afastavam. Observador cuidadoso, o dr. Harlow pediu à mulher que lhe contasse exatamente o que vira. A descrição da sra. Harlow bateu com a dele.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 17 de setembro de 2016

Uma experiência semelhante a morte

As opiniões certamente se dividem quando se trata de experiência semelhante à morte. Alguns estudiosos do assunto acreditam que é uma genuína previsão do mundo após a morte, enquanto outros acham que os sintomas não passam de alucinação. Poderá a realidade da experiência algum dia ser provada? Recentemente, foi feita uma tentativa por Kimberly Clark, assistente social do Harborview Medical Center, em Seattle, Washington.
A primeira experiência aconteceu enquanto Kimberly estava trabalhando com uma paciente chamada Maria, migrante que visitava parentes na cidade quando foi vítima de um ataque cardíaco. Ela sobreviveu à crise, porém sofreu um segundo chamado da morte enquanto se recuperava no hospital. Como estava assistida por sofisticada tecnologia hospitalar, Maria foi fácil e prontamente revivida. A assistente social visitou a paciente naquele mesmo dia. Ficou perplexa, quando ela declarou:
- Aconteceu algo muito estranho quando médicos e enfermeiras cuidavam de mim. Eu me vi olhando de cima, enquanto eles trabalhavam em meu corpo.
Pouco impressionada com a história, Kimberly imaginou que Maria tivesse ficado confusa em razão do sofrimento. Mas a assistente-social mostrou mais interesse quando a paciente disse que, enquanto estava flutuando fora de seu próprio corpo, ela "voou" até a ala norte do terceiro andar do prédio e viu um tênis.
- Ela precisava que alguma outra pessoa soubesse que o tênis estava realmente ali para validar a visão - afirmou Kimberly, que subiu ao terceiro andar à procura do tênis, emocionada e confusa. Finalmente - revelou a assistente social -, encontrei um aposento onde encostei meu rosto no vidro, olhei para baixo e vi o tênis. Do ponto em que estava, não podia ver que o tênis estava desgastado do lado e que o cadarço se encontrava embaixo do calcanhar. Isso, além de outros detalhes não visíveis para mim, e que Maria só poderia tê-los visto se pudesse flutuar pelo lado de fora do prédio, tendo outra perspectiva em relação ao tênis. Peguei o tênis e levei-o para a migrante. Para mim, essa foi uma prova bastante concreta.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A Volta do Plesiossauro Marinho

Em abril de 1977, as redes do navio pesqueiro japonês Zuiyo Maru trouxeram para bordo estranha carga içada na costa da Nova Zelândia - um animal marinho desconhecido, com mais de 13 metros de comprimento, semelhante a um monstro primitivo das profundezas do oceano. Os tripulantes levantaram com o guindaste a carcaça daquela estranha criatura e fizeram várias fotos coloridas antes que o capitão, temendo que o animal estivesse contaminado, ordenasse que ele fosse jogado na água.
O professor Tokio Shikama, estudante de animais pré-históricos na Universidade Nacional de Yokoama, estudou as fotos e declarou que aquele animal morto não era nem um mamífero conhecido, nem um peixe. Na verdade, comparou sua carcaça com a de um plesiossauro, réptil marinho ovovivíparo que viveu na Terra há mais de 100 milhões de anos.
Vários outros navios buscaram os restos mortais da criatura devolvida ao mar pelos japoneses, mas sem sucesso. A tragédia é que até mesmo um único espécime de plesiossauro teria valido muito mais do que uma nau abarrotada de peixes normais.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 13 de setembro de 2016

A Estrela da Morte

Os dinossauros desapareceram da face da Terra há 65 milhões de anos, num piscar de olho geológico. Cerca de 165 milhões de anos antes disso, os dinossauros foram a espécie predominante na terra, no mar e no ar.
Há muitos anos, paleontólogos apreciam o desaparecimento dessa espécie animal, propondo como suspeita mais provável as mudanças abruptas no clima da Terra. Mas o que causou essas mudanças catastróficas? Uma alteração gradativa da atmosfera ou do meio ambiente teria permitido que os dinossauros tivessem tempo mais que suficiente para se adaptar.
A primeira pista de um castigo cósmico veio da colaboração de uma equipe científica composta por pai e filho, no campus da Universidade da Califórnia em Berkeley. O geólogo Walter Alvarez estivera estudando depósitos de matérias transportadas ou solidificadas nas proximidades de Gubbio, Itália, em 1977, quando descobriu uma jazida de sedimentos ricos em irídio, um metal raro, do mesmo grupo da platina, que normalmente não é encontrado na crosta terrestre. Seu pai, Luis Alvarez, vencedor de um Prêmio Nobel de Física, sugeriu uma explicação: um gigantesco objeto extraterrestre, talvez um cometa ou asteróide, teria se chocado contra a Terra e espalhado uma imensa quantidade de fragmentos, fazendo "chover" uma camada de irídio. Fósseis na argila em que o jovem Alvarez encontrou o irídio datam o depósito de 65 milhões de anos, exatamente a época da extinção dos grandes dinossauros.
No entanto, outras extinções em massa parecem ocorrer periodicamente a cada 26 milhões de anos, com uma diferença para menos ou para mais de alguns milênios. Poderia algum ciclo cósmico periódico ser o responsável por extinções tão abrangentes, inclusive a que eliminou de nosso planeta o Tyrannosaurus rex e seus parentes?
Alguns cientistas acham que sim. Em 1984, o astrofísico Richard Muller e o astrônomo Marc Davis, ambos de Berkeley, juntamente com outro astrônomo, Piet Hut, do Instituto de Estudos Adiantados de Princeton, propuseram a existência de um companheiro solar conhecido pelo nome de Estrela da Morte, ou O Castigo Merecido, que circula nosso Sol uma vez a cada 26 ou 30 milhões de anos. Quando se aproxima do sistema solar, o campo gravitacional da Estrela da Morte pode deslocar asteróides em sua órbita ou arrastar cometas em seu rastro, fazendo com que eles colidam com a superfície da Terra.
Se essa hipótese for verdadeira, nosso Sol e a Estrela da Morte estariam vinculados a um sistema binário. Na verdade, muitas estrelas em nossa galáxia são binárias, mas não conhecemos nenhuma que tenha períodos tão longos de revolução. Suas órbitas são normalmente medidas em semanas ou meses. Além disso, qualquer estrela companheira de nosso Sol seria prontamente visível. Muller acredita que a Estrela da Morte pode ser uma pequena estrela vermelha, o que dificultaria muito mais sua detecção. Períodos mais longos de revolução entre sistemas binários podem ser uma coisa comum também, segundo Muller. Nós ainda não fomos capazes de reconhecê-los pelo que são por causa de suas órbitas extremas.
Uma equipe de astrônomos liderada por Muller já eliminou um grande número de estrelas visíveis do hemisfério norte, classificando apenas 3 mil candidatas. Se a Estrela da Morte não for encontrada entre essas, de acordo com Muller, eles voltarão sua atenção para as estrelas do hemisfério sul.
Nesse meio tempo, não precisamos ficar preocupados com a possibilidade de a Estrela da Morte pairar sobre nós. Os cálculos atuais colocam-na no ponto mais distante de sua órbita, o que significa que ela só voltará dentro de uns 10 ou 13 milhões de anos.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 11 de setembro de 2016

Sozinho

Muitos críticos afirmam que a coincidência é nada mais nada menos do que um artefacto da consciência humana. Segundo eles, incidentes separados simplesmente flutuam até a superfície de nossa consciência, onde são percebidos e transformados em coincidências. Em outras palavras, nós nos lembramos da chamada coincidência, mas esquecemos de uma miríade de outras ocorrências que não têm nenhuma conexão óbvia.
O que devemos dizer, então, sobre o curioso caixão de Charles Coughlan? Nascido na província canadense da ilha do Príncipe Eduardo, no litoral nordeste, em fins do século 19, Charles estava em Galveston, joia da baía do Texas no golfo do México, trabalhando com uma trupe itinerante de atores para ganhar seu sustento. O ano era 1899. Coughlan caiu e morreu, talvez devido a uma das febres tropicais que grassavam naquela época, antes do advento das autópsias.
Charles Coughlan foi colocado naquele que, supostamente, seria seu local de descanso perpétuo - um ataúde revestido de chumbo enterrado no cemitério da comunidade. A própria Galveston, na ocasião a mais populosa e próspera cidade do Texas, construída sobre uma grande região arenosa, era vulnerável tanto a furacões quanto a maremotos.
No dia 8 de setembro de 1900, ventos de 160 km/h sopraram uma verdadeira parede de água em direção à cidade, submergindo tudo, com exceção das estruturas mais elevadas. A cidade foi totalmente destruída. Cerca de 6 a 8 mil pessoas morreram afogadas, e seus corpos foram levados para alto-mar no dorso do vagalhão.
Nem mesmo os mortos já enterrados escaparam ilesos. Nos cemitérios, invadidos violentamente por ondas sucessivas, os caixões foram arrancados de suas covas e flutuaram para longe com a maré. Durante oito anos, o cadáver de Charles Coughlan, protegido pelo ataúde de chumbo, flutuou nas águas tépidas da corrente do Golfo. Finalmente, circundou a ponta de recifes da Flórida e chegou ao Atlântico, onde as correntes marítimas o levaram para o norte, passando pelos Estados da Carolina do Sul, do Norte e pela costa da Nova Inglaterra.
Em outubro de 1908, um pequeno barco pesqueiro na altura da ilha do Príncipe Eduardo avistou o ataúde danificado levado pela maré. Com ajuda de um arpéu, a tripulação içou-o. Uma pequena placa de cobre indicou o conteúdo daquele ataúde já desgastado pela ação do tempo e das águas.
O ataúde foi levado para a praia a menos de 2 quilômetros de distância da pequena igreja onde Coughlan recebera seu batismo. Seus restos mortais foram retirados do mar e enterrados novamente, exatamente onde sua viagem começara, anos e quilômetros antes.



Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A Escritora Fantasma

Figuras do mundo dos esportes e outras personalidades públicas buscam, com freqüência, a assistência de escritores "fantasmas", redatores profissionais contratados para dar forma e estilo a suas autobiografias. Mas redatores fantasmas de verdade também já escreveram do além, conforme nos mostra a carreira da sra. J. H. Curran e sua escriba espiritual "Patience Worth".
A sra. Curran, de St. Louis, originariamente não acreditava em médiuns nem em espiritismo, mas, no dia 8 de julho de 1913, participou de uma sessão em que foram usados um copo e as letras do alfabeto. Colocando as mãos sobre o copo, ela soletrou o nome Patience Worth. Patience revelou-se como mulher inglesa do século 17, de Dorset, cujos pais emigraram para os EUA, onde ela foi morta em um ataque de índios.
Intrigada, a sra. Curran continuou a conversar com Patience. Durante os anos seguintes, e através de incontáveis "encontros", incrível seqüência de poemas, histórias e obras em geral foi transmitida por Patience, e a sra. Curran passou tudo para o papel. A série de romances históricos incluiu The Sorry Tale, ambientado no século 1, e Hope True-blood, no século 19. O romance psicografado mais famoso, Telha, desenrola-se na Inglaterra medieval e o texto foi escrito na linguagem da época, estilo arcaico que a sra. Curran jamais estudou.
Patience podia "ditar" dois ou mais romances simultaneamente, passando de um para outro por capítulos, sem nunca perder o fio da meada. E a sra. Curran provou ser a colaboradora perfeita, registrando obedientemente as extraordinárias histórias de Patience Worth de épocas perdidas no passado distante.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Dupla Identidade

Kate, garota criada em Yorkshire, Inglaterra, sonhava em casar com "um oficial do Exército que usasse ternos de lã cinza e paletós de tweed, que tivesse bigode, fumasse cachimbo e dirigisse um carro esporte".
Na adolescência ela mudou para Toronto, onde conheceu um homem que correspondia perfeitamente àquela descrição. Seu nome era John Tidswell, oficial do Exército canadense e piloto amador de carros de corrida. Ele se divorciou da primeira mulher e casou com Kate em 24 de novembro de 1956. O casal teve três filhos - dois meninos e uma menina. O casamento deles parecia ser extremamente feliz.
Um dia, durante a última semana de julho de 1970, no entanto, John pegou sua chalupa para um passeio no lago Simcoe, a quase 60 quilômetros de casa. Ele não voltou. As equipes de busca e salvamento conseguiram encontrar a embarcação avariada, mas nenhum sinal de John Tidswell. No dia 8 de outubro de 1971, um tribunal declarou-o legalmente morto.
E as coisas ficaram nesse pé até alguns anos mais tarde, quando Kate Tidswell de repente começou a sonhar intensamente com o falecido marido. Os sonhos eram de tal forma perturbadores que em 1979 ela procurou um médium, em busca de explicação. O médium disse-lhe que John ainda estava vivo, morando em outro lugar e com o nome de "Halfyard".
Kate iniciou uma busca que a levou a percorrer treze Estados. Ela não encontrou o marido, porém seus sonhos e as palavras do médium deixaram-na convencida de que ele estava vivo em algum lugar.
Nesse ínterim, um homem de Denver chamado Robert Halfyard estava tendo problemas jurídicos. Ele ganhara uma viagem à Europa, mas, quando foi tirar o passaporte, as autoridades investigaram seus antecedentes e descobriram quem era realmente: John Tidswell. Arquitetara a própria morte e abandonara a família canadense para iniciar vida nova nos EUA.
A "viúva" do militar de pronto deixou de receber a pensão a que tinha direito. Sem perda de tempo, ela processou-o, exigindo o pagamento de 100 mil dólares de pensão alimentícia para ela e filhos.
Kate Tidswell declarou a alguns repórteres que estava tentando ver algum "lado bom" na situação.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Transcendendo os Limites do Tempo

Todo estudante de fenômenos científicos inexplicáveis sabe que a percepção extra-sensorial (PES) não é limitada pela distância. Diversas pesquisas já demonstraram que ela pode tanto se manifestar entre duas salas quanto entre dois países localizados em pontos opostos do globo. O mais surpreendente é que a força da PES pode transcender os próprios limites do tempo. Pesquisa realizada na Faculdade Mundelein em Chicago, em 1978, demonstrou claramente esse fato estranho.
John Bisaha, o pesquisador encarregado do programa, há muito tempo interessava-se por visões remotas, durante as quais uma pessoa tenta "ver" o que está acontecendo a quilômetros de distância. Na verdade, o procedimento experimental é bastante simples. A pessoa fica sentada com o pesquisador, enquanto uma ou outra dirige-se a local diverso, que tanto pode ser nas proximidades quanto a quilômetros de onde está sendo realizado o teste. O pesquisador então solicita ao médium que entre em contato, ou visualize o assistente que se afastou, e descreva onde ele está. Ao aplicar esse modo de proceder, Bisaha fazia uma importante alteração. Ele pedia ao médium que descrevesse o local que seu assistente visitaria no dia seguinte.
Em uma das ocasiões mais importantes dos testes cuidadosamente controlados, Bisaha sugeriu a uma de suas principais médiuns que descrevesse as paisagens que eles veriam na Europa. Durante cinco dias consecutivos, Brenda Dunne - em Chicago - tentou ver o local que Bisaha visitaria 24 horas depois. Os dois participantes não mantiveram nenhum tipo de contato durante a experiência.
Os resultados foram realmente surpreendentes. Quando a companhia de turismo levou Bisaha a um restaurante circular construído sobre alguns pilares às margens do Danúbio, Brenda Dunne já o vira "perto da água... uma área muito grande de água". Ela também previu "linhas verticais como pilares... uma forma circular como um carrossel". Sucessos similares foram relatados com relação aos outros dias também.
Quando o pesquisador retornou aos EUA, carregou consigo os registros das cinco sessões e um árbitro independente, que recebeu também fotos das cidades visitadas. Sua tarefa era comparar cada um dos relatórios fornecidos por Brenda Dunne com as fotos - e ele não teve maiores dificuldades em fazê-lo.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 3 de setembro de 2016

Combustão Espontânea

Algumas pessoas costumam afirmar que a cozinha é o aposento mais perigoso da casa. Contudo, no dia 8 de janeiro de 1985, Jacqueline Fitzsimons, garota de 17 anos, estudante de artes culinárias no Halton Technical College em Widness, Cheshire, Inglaterra, saíra da cozinha e estava conversando com as companheiras de classe no corredor quando, abruptamente, seu corpo começou a pegar fogo.
Jacqueline reclamou inicialmente de uma sensação de calor nas costas, enquanto conversava com uma amiga, Karen Glenholmes.
- De repente, Jacqueline murmurou que não estava se sentindo bem - afirmou Karen. - Sentimos um cheiro de combustão lenta, sem chama, e aí vimos que a blusa dela queimava. Ela gritou pedindo nossa ajuda e disse que sentia seu corpo todo em chamas. Em poucos instantes, até mesmo seus cabelos estavam pegando fogo.
Funcionários e outros alunos rasgaram o avental de Jacqueline e bateram sua roupa no chão, tentando apagar as chamas. Ela foi levada às pressas para o hospital, onde os danos devastadores de suas queimaduras tornaram-se evidentes: 18 por cento de sua pele ficou queimada. Após quinze dias na UTI, Jacqueline morreu.
Bert Giller, do serviço de prevenção de incêndios de Cheshire, admitiu ter ficado tão atônito quanto qualquer outra pessoa.
- Entrevistei sete testemunhas oculares - revelou ele. - Por enquanto, ainda não dispomos de nenhuma explicação plausível para o fogo, embora a combustão espontânea seja uma possibilidade que deve ser examinada.
A autópsia do médico-legista indicou que Jacquelrne Fitzsimons morrera de "desventura", o que, certamente, não deixa de ser verdade.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Assassinado e Reencarnado

O dr. Ian Stevenson é o mais notável conhecedor de reencarnação do mundo, um especialista em sair ao encalço de casos de crianças que parecem se lembrar de vidas passadas. Particularmente surpreendentes são os casos em que a criança nasce com marcas de nascença aparentemente herdadas de sua existência anterior. Um de seus casos mais dramáticos o de Ravi Shankar, que nasceu na cidade de Kanauj, Estado de Uttar Pradesh, Índia, em 1951.
Desde sua infância, Ravi afirmava que, na verdade, era filho de um homem chamado Jageshwar, um barbeiro que morava em um distrito nas redondezas. Ele dizia também que fora assassinado. Seu pai da vida presente não acreditava em uma só palavra do que dizia, e começou a espancá-lo para fazer com que parasse de falar bobagens. Os castigos corporais de pouco adiantavam para reprimir as lembranças de Ravi, e ele ficou ainda mais obcecado com as revivificações de sua vida passada à medida que ia ficando mais velho. Chegou mesmo a desenvolver a estranha ilusão de que seus assassinos da vida anterior ainda estavam querendo pegá-lo. Embora a história toda fosse fantástica, Ravi nascera com uma bizarra marca. Era uma cicatriz de 5 centímetros de comprimento sob o queixo, que lembrava um tipo de ferimento feito por faca.
As lembranças e a ideia fixa de Ravi finalmente foram associadas a um assassinato ocorrido naquela região, seis meses antes de seu nascimento. No dia 19 de julho de 1951, o jovem filho de Jageshwar Prasad - um barbeiro local - foi assassinado por dois homens, que o decapitaram. Os homens, na verdade parentes da vítima, queriam herdar os bens imóveis do pai do rapaz. Embora os assassinos tenham sido presos, tiveram de ser libertados, devido a um recurso jurídico impetrado pelo advogado.
Quando Jageshwar Prasad ficou sabendo das declarações de Ravi, decidiu visitar a família Shankar para verificar os relatos pessoalmente. O barbeiro conversou com Ravi durante um longo tempo, e o rapaz, gradativamente, reconheceu-o como seu pai de uma vida anterior. Ravi chegou até a dar-lhe informações detalhadas sobre seu assassinato, informações conhecidas apenas por Jageshwar e pela polícia. E, mesmo nos dias de hoje, Ravi ainda exibe aquela estranha marca de nascença sob seu queixo, um indício de seu assassinato em uma vida anterior na índia.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos




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