quinta-feira, 27 de abril de 2017

O Golfinho Salva-Vidas

Um dia, no início de agosto de 1982, Nick Christides, de 11 anos, estava surfando nas ilhas Keeling, no oceano Índico, quando foi arrastado para alto-mar. Durante as quatro horas seguintes, ele vagou por águas infestadas de tubarões, enquanto embarcações e aviões o procuravam em vão.
Felizmente, Nick tinha um amigo: o golfinho que se aproximou dele logo no começo do drama, protegendo-o dos tubarões que o rodeavam. O golfinho permaneceu a seu lado, afastando os prováveis atacantes e certificando-se de que o menino não perderia as forças, acabando no fundo do mar. Por fim, Christides foi visto por um avião e acabou sendo resgatado. Seu pai declarou aos repórteres:
- O golfinho ficou com ele o tempo todo, nadando a seu lado ou movendo-se em círculos. Ele deve ter percebido que Nick estava com problemas e que ia sendo levado pelas correntes marinhas.

terça-feira, 25 de abril de 2017

A Ceia 17

Nos vinte anos entre 1860 e 1880, os EUA foram abalados por violentos conflitos trabalhistas. As condições de trabalho nas minas de carvão da Pennsylvania eram terríveis - um operário recebia, em média, 50 centavos de dólar por um longo e perigoso dia de labuta embaixo da terra - e os mineiros, a maioria imigrantes irlandeses, viviam em freqüente disputa com seus chefes, muitos dos quais descendentes de ingleses e galeses.
Para enfrentar os proprietários das minas, formou-se a sociedade secreta chamada Mollie Maguires. Essa sociedade organizou a primeira greve contra as companhias de mineração dos EUA. Mas a resistência dela foi mais além: seus integrantes incitaram tumultos e mataram cerca de 150 pessoas.
Os donos das minas contrataram os serviços da Agência de Detetives Pinkerton, que colocou o agente James McParlen disfarçado entre os membros da Mollie Maguires. Mais tarde, o testemunho de McParlen enviaria doze participantes da sociedade secreta para a forca. Em 1877, "Yellow Jack" Donohue foi condenado por haver matado um contra-mestre da Lehigh Coal and Navigation Company. Três outros homens foram sentenciados à forca pelo assassinato de outro supervisor de uma mina. Dois desses homens enfrentaram estoicamente a morte. Contudo, um deles - Alexander Campbell - jurou estar inocente.
Quando o arrastavam da cela número 17, no primeiro pavimento, Campbell esfregou a mão esquerda na poeira do chão e pressionou a palma contra a parede.
- Esta impressão palmar permanecerá aqui para sempre, como prova de minha inocência - gritou o condenado.
Campbell repetiu o juramento de inocência por várias vezes, enquanto ia sendo arrastado à força para o patíbulo, onde, após a abertura do alçapão, ele ainda demorou 14 minutos para morrer por enforcamento. Campbell se foi, porém sua impressão palmar ficou, exatamente como prometera.
Em 1930, quando Robert L. Bowman foi eleito xerife de Carbon County, prometeu retirar a impressão, que já estava sendo considerada como prova de um terrível erro judiciário na história do município. Em dezembro de 1931, uma equipe de trabalho entrou na cela de número 17 e retirou da parede o pedaço do reboco onde estava a impressão palmar, substituindo-o por um reboco novo.
Na manhã seguinte, o xerife entrou na cela e ficou horrorizado ao ver o leve contorno da mão, no reboco ainda úmido. A noite, a impressão palmar negra era perfeitamente visível.
Embora a cela agora seja mantida trancada, sendo aberta apenas para algum visitante ocasional, a impressão palmar continua lá até hoje.
Em 1978, um pintor de paredes entrou às escondidas na cela e tentou pintar aquele pedaço do reboco, mas a impressão reapareceu, minutos depois, na tinta fresca.

domingo, 23 de abril de 2017

Fogo e Fé

A Free Pentacostal Holiness Church é uma seita fundamentalista, com ramificações por toda a região sul dos EUA. Seus membros levam a Bíblia ao pé da letra, e acreditam piamente no livro sagrado quando ele afirma que os crentes podem desafiar serpentes, veneno e fogo. Assim, como parte dos serviços religiosos, a congregação se entrega a um verdadeiro frenesi, no auge do qual os participantes seguram cascavéis, tomam estrienina e colocam as mãos no fogo, sem qualquer desconforto ou efeito secundário.
Um estudo científico dessa seita foi realizado pelo psiquiatra Berthold Schwarz, de Nova Jersey, em 1959. Ele visitou o Tennessee várias vezes para observar as reuniões dos seguidores dessa religião, e testemunhou que os paroquianos seguravam lampiões de querosene nas mãos e nos pés, e não se queimavam.
- Em três ocasiões - relatou Schwarz -, três mulheres diferentes colocaram a chama do lampião no peito, para que as labaredas ficassem em contato íntimo com os vestidos de algodão, os pescoços desprotegidos, rostos e cabelos. Isso durou mais do que alguns segundos. Em determinado momento, certo membro da congregação pegou a brasa do tamanho de um ovo de galinha e a manteve nas palmas da mão por 65 segundos, enquanto caminhava entre os demais participantes.
Schwarz, por outro lado, não conseguiu tocar na brasa incandescente por mais de 1 segundo, e ficou com dolorosa bolha na mão.
O dr. Schwarz acredita que esses adoradores provavelmente entram em algum tipo de transe durante as reuniões. No entanto, persiste o enigma científico de saber que tipo de força poderia impedir que suas roupas pegassem fogo.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Mente Fotográfica

Ted Sérios era conhecido como "o homem da mente fotográfica" - não por causa de sua memória, mas devido à capacidade de imprimir imagens em filmes Polaroid pela pura concentração.
A maior parte do que sabemos do caso nos vem dos relatos do psiquiatra Jule Eisenbud, de Denver, Colorado, que trabalhou com Sérios nos anos 60. Sérios, ex-mensageiro de hotel em Chicago, morou na casa de Eisenbud durante a realização dos experimentos. Seu procedimento normal era olhar para a lente da câmara, freqüentemente através de um cilindro de papel preto, e dizer aos pesquisadores quando deviam apertar o disparador. Em geral, uma cena borrada aparecia na foto resultante.
Naturalmente, os céticos afirmaram que a coisa toda não passava de fraude, declarando que o estranho cilindro com o qual Sérios gostava de trabalhar continha uma lente oculta. No entanto, tais críticas não conseguiram explicar todos os detalhes do sucesso do ex-mensageiro.
Uma experiência um tanto intrigante foi imaginada pelo dr. Eisenbud, em 1965. Várias testemunhas reuniram-se em sua casa, e cada uma delas anotou determinada cena em um pedaço de papel. Sérios, que não foi informado das sugestões, simplesmente recebeu ordens de imprimir uma das cenas em filme Polaroid. Isso significava que parte da mente dele precisava receber, mediunicamente, as sugestões, escolher uma delas, e então imprimi-la no papel fotográfico.
Sérios começou sua parte da experiência tomando algumas cervejas, antes de começar a trabalhar, e olhando fixamente para a máquina fotográfica. A imagem que resultou parecia a foto de uma aranha em pose, fora de foco. E não combinava com nenhuma das sugestões dadas pelos convidados. A única que se aproximava era a que trazia escritas em um pedaço de papel as palavras "avião com escalonamento dos planos de vôo".
Dois anos mais tarde, quando o dr. Eisenbud lia um exemplar de The American Heritage of Flight, encontrou, para sua surpresa, uma série de fotos de aviões biplanos com a asa superior avançada - e a foto anterior de Sérios era idêntica a uma delas.

domingo, 16 de abril de 2017

Os Ruídos da Morte

Os habitantes das ilhas Samoa acreditam que, quando a morte se aproxima, pancadas secas paranormais são ouvidas na casa da vítima. Esse estranho fenômeno já foi chamado de ruídos da morte, e sua existência representa mais do que mero folclore.
Genevieve B. Miller, por exemplo, sempre ouviu esses estranhos ruídos, particularmente na infância. As pancadas ocorreram durante o verão de 1924 em Woronoco, Massachusetts, quando sua irmã, Stephanie, ficou acamada com uma doença misteriosa. Enquanto a menina permanecia na cama, ruídos estranhos, semelhantes a batidas feitas com os dedos, ecoavam pela casa. Eles soavam de três em três, sendo que o primeiro era mais longo do que os outros dois.
Certa vez, o pai da sra. Miller ficou tão irritado com os ruídos que arrancou todas as cortinas das janelas da casa, culpando-as por aquele barulho infernal. Contudo, essa demonstração de nervosismo de pouco adiantou para terminar com aquele sofrimento.
No dia 4 de outubro, já se sabia que Stephanie estava morrendo. Quando o médico chegou, ele também ouviu as pancadas estranhas.
- O que é isso? - perguntou, voltando-se para tentar descobrir a fonte do barulho. Quando se virou novamente para a pequena paciente, ela pronunciou suas últimas palavras e morreu.
As pancadas diminuíram a atividade após a morte de Stephanie, porém nunca chegaram a parar de todo. Elas voltaram, ocasionalmente, quando a família se mudou para uma casa nova. Então, em 1928, o irmão de Stephanie morreu afogado quando a superfície congelada de um rio, sobre a qual caminhava, quebrou-se. A partir dessa época, os ruídos da morte nunca mais foram ouvidos.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

O Detetive Paranormal

Ninguém está mais sujeito ao ceticismo da população em geral do que policiais que confiam em médiuns - especialmente quando eles trazem a público a notícia. Na manhã de domingo, 4 de agosto, Tommy Kennedy foi a um piquenique perto do lago Empire, em Nova York, e desapareceu. Em pouco tempo, todos foram chamados para ajudar nos trabalhos de busca do menino desaparecido de apenas 5 anos, desde turistas ocasionais, que visitavam o lago, até o xerife do município de Tioga. Ninguém encontrou qualquer vestígio do menino, e a mãe de Tommy foi ficando cada vez mais desesperada.
Por volta de 18 horas, quase cem pessoas estavam explorando a floresta da região. Finalmente, Richard Clark, um bombeiro que participava das buscas, sugeriu que chamassem Phillip Jordan, conhecido médium local que, por sinal, era seu inquilino. Ninguém deu ouvidos à idéia, exceto David Redsicker, o delegado-adjunto, que já vira o médium trabalhando.
Naquela noite, Jordan visitou o casal Clark em sua residência em Spenser, Nova York. Sem dizer-lhe nada, o bombeiro entregou ao médium a camiseta que o menino perdido usara. Após manuseá-la por vários minutos. Jordan pediu lápis e papel. Em seguida, começou a mapear o lago, com uns barcos embarcados e uma casa junto a uma rocha.
- É aqui que eles encontrarão o menino - explicou. - Posso vê-lo. Deitado sob a árvore, com a cabeça apoiada nos braços. Ele dorme profundamente.
Imediatamente, a informação foi transmitida ao escritório do xerife. No dia seguinte, Clark e Jordan foram ao lago Empire para continuar as buscas. A mãe de Tommy, naturalmente, estava presente e cooperava com a patrulha e, dessa vez, o médium examinou o par de tênis do menino. Sua segunda série de impressões combinou com a primeira. Assim, a patrulha dirigiu-se para a floresta, à procura da árvore e da casa descritas pelo médium.
Tommy foi encontrado em menos de uma hora, no local exato identificado pelo médium em seu mapa. O menino se desorientara no dia anterior e caminhara em direção errada, até ficar irremediavelmente perdido na floresta. Passara a noite chorando e acabara dormindo sob uma árvore.
Jordan recebeu um distintivo de delegado-adjunto honorário por sua ajuda no caso.
- O menino ficou deitado e dormindo embaixo daquela árvore durante a maior parte das 24 horas em que se perdeu - declarou o xerife Raymond Ayres. - Jordan simplesmente usou algum tipo de talento paranormal que nós não temos. Eu não hesitaria em chamá-lo novamente, se achasse que ele poderia ajudar.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

O Despertador Mediúnico

Uma pessoa pode acordar sozinha a qualquer hora da noite, bastando para isso dar a si mesma a sugestão adequada antes de adormecer. Durante os anos 60, um pesquisador na Cidade do Cabo, África do Sul, provou que era capaz de acordar, dando a si mesmo a sugestão mediúnica correta.
O sr. W. van Vuurde foi o paciente dessas experiências, realizadas em colaboração com o professor A. E. H. Bleksley, da Universidade de Witwatersrand. Van Vuurde descobrira que podia acordar exatamente no horário marcado em um relógio quebrado, mesmo quando não olhava quando manipulava os ponteiros, enquanto ajustava determinado horário. Quando ele explicou que possuía esse talento inusitado ao dr. Bleksley, o professor ficou entusiasmado com a possibilidade de poder testá-lo sob condições mais científicas.
Durante uma série de 284 noites não consecutivas, Van Vuurde registrou cuidadosamente todas as horas em que acordou durante a noite. Nesse ínterim, em outro lugar da cidade, o professor Bleksley ajustava a esmo um relógio em horário diferente, todas as noites, durante o período em que a experiência foi realizada. A tentativa era considerada bem-sucedida quando Van Vuurde acordava, em qualquer noite, a menos de 60 segundos do horário determinado. Como, normalmente, ele dormia oito horas, as chances de qualquer sucesso em uma noite eram de 160 contra 1.
Do total de 284 tentativas, Van Vuurde acordou no horário correto onze vezes. Pode não parecer grande coisa; porém, devido às baixas probabilidades, seu índice de sucesso resultou de uma chance de 250 mil contra 1.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Um Hotel em uma Outra Dimensão

Tudo começou de forma inocente, em outubro de 1979, quando dois casais de Dover, Inglaterra, partiram em férias com o objetivo de viajar através da França e da Espanha. A história terminou em uma viagem que os levou para outro mundo.
Geoff e Pauline Simpson, juntamente com os amigos Len e Cynthia Gisby, subiram a bordo de um navio, que os transportou pelo canal da Mancha até a costa da França. Ali, alugaram um carro e seguiram rumo ao norte. Por volta de 21h30 da primeira noite, 3 de outubro, sentiram-se cansados e procuraram um lugar para pernoitar. Saíram da estrada principal, quando viram um motel com aparência simpática.
No saguão, Len encontrou um homem vestido com um estranho uniforme cor de ameixa. Tal homem informou que não havia vagas, porém que existia outro pequeno motel mais ao sul. Len agradeceu-lhe a informação, e ele e os amigos seguiram na direção indicada.
Durante o percurso, estranharam a estrutura da estrada, estreita e pavimentada de pedras, e as construções antigas que circundavam o local. Viram também cartazes anunciando um circo.
- Era um circo muito antigo - recordou Pauline. - Foi por isso que ficamos tão interessados.
Finalmente, os viajantes encontraram uma grande construção com uma série de janelas iluminadas. Alguns homens conversavam à porta e, quando Cynthia falou com eles, foi informada de que o lugar era uma hospedaria, não um hotel. Continuaram pela estrada, até encontrar duas construções - a delegacia de polícia e um prédio antigo de dois pavimentos, com uma placa que dizia HOTEL. O interior do hotel era feito de madeira maciça; não havia toalhas nas mesas, nem evidência alguma de invenções modernas e convenientes, como telefones ou elevadores.
Os quartos não eram menos estranhos. As camas tinham cobertas pesadas e não havia travesseiros. As portas, sem fechaduras, eram trancadas com tramelas de madeira. O banheiro, que os casais teriam de usar em conjunto, era encantador, mas obsoleto.
Após o jantar, os casais retornaram a seus quartos e adormeceram. Foram despertados quando os raios do sol despontaram através das venezianas de madeira, sem vidro. Voltaram à sala de refeições e tomaram um café da manhã simples.
- Serviram-nos apenas um café preto e horrível - afirmou Geoff.
Enquanto estavam sentados e tomando o café, uma mulher usando vestido de noite de seda e trazendo um cãozinho nos braços, sentou-se em frente a eles.
- Foi estranho - lembrou Pauline. - Tivemos a impressão de que ela acabara de sair de um baile, mas eram apenas 7 horas da manhã.
Não consegui desviar meus olhos da tal mulher. Nessa altura, dois gendarmes entraram na sala. 
- Eles não se pareciam em nada com os gendarmes que víramos em outros lugares na França - declarou Geoff. - Os uniformes aparentavam ser mais antigos. Os uniformes eram azul-escuros, e os gendarmes portavam capas nos ombros. Seus chapéus eram grandes e pontiagudos.
A despeito das excentricidades, os casais terminaram o café e, quando foram para os quartos, os dois maridos, separadamente, tiraram fotos das respectivas mulheres junto às estranhas janelas daquele hotel.
Na saída, Len e Geoff conversaram com os gendarmes sobre a melhor maneira de voltar à auto-estrada para Avignon, e para a fronteira com a Espanha. Eles pareceram não entender o significado da palavra "auto-estrada", e os viajantes pensaram que talvez não tivessem pronunciado a palavra autoroute de forma adequada. As informações recebidas foram muito precárias, tanto assim que os quatro amigos acabaram saindo em uma velha estrada, alguns quilômetros fora do caminho desejado. Então, decidiram usar o mapa e encontrar um caminho mais direto, que os levasse à rodovia principal.
Colocadas as bagagens no carro, Len entrou novamente no hotel para pagar a conta, e ficou surpreso quando o gerente cobrou apenas 19 francos. Imaginando estar havendo algum mal-entendido, explicou que eles eram quatro, e que tinham feito uma refeição. O gerente limitou-se balançar afirmativamente a cabeça. Len mostrou a conta aos gendarmes que sorriram e indicaram que não havia nada de errado. Ele pagou em dinheiro e saiu dali, antes que o gerente mudasse de idéia. Ao retornarem, após duas semanas na Espanha, os casais decidiram parar no hotel outra vez. Haviam se divertido bastante ali e os preços, certamente, eram tentadores. A noite estava chuvosa e fria, e a visibilidade péssima, porém os quatro acharam o trevo e viram o cartaz do circo.
- Esta, sem dúvida, é a estrada certa - murmurou Pauline.
E era. Só que não havia nenhum hotel nas redondezas. Imaginando que, de alguma forma, pudessem ter passado por ele sem avistá-lo, os quatro voltaram ao motel, onde o homem de roupa cor de ameixa lhes dera a indicação. O motel estava ali, mas não havia nenhum homem com uniforme diferente, e o funcionário negou que tal indivíduo trabalhasse lá.
Os casais percorreram por três vezes a estrada, seguindo para cima e para baixo, à procura de alguma coisa que, eles agora começavam a perceber, já não mais existia. O hotel desaparecera, sem deixar vestígios. Seguiram em direção ao norte, e passaram a noite em um hotel em Lyon. Quartos com instalações modernas, café da manhã e jantar custaram-lhes 247 francos.
Retornando a Dover, Geoff e Len mandaram revelar os respectivos filmes. Em ambos os rolos, as fotos do hotel (uma feita por Geoff, duas por Len) estavam no meio. No entanto, quando receberam as fotos, faltavam aquelas que haviam sido feitas dentro do hotel. Não havia nenhum negativo estragado. Todo o filme estava completo, com o total de fotos batidas. Era como se as fotos do hotel jamais tivessem sido tiradas - exceto por um pequeno detalhe que um repórter da televisão de Yorkshire percebeu:
- Havia clara evidência de que a câmara tentara avançar um quadro na metade do filme. As perfurações laterais dos negativos estavam danificadas.
Os casais mantiveram silêncio sobre a experiência por três anos, contando-a apenas a amigos e familiares. Um amigo encontrou um livro onde se afirmava que os gendarmes usavam os uniformes citados antes de 1905. Finalmente, um repórter do jornal de Dover ouviu o relato e publicou uma matéria. Posteriormente, foi produzida uma dramatização pela emissora de televisão local.
Em 1985, Albert Keller, psiquiatra de Manchester, hipnotizou Geoff para ver se podia fazê-lo recordar de mais algum detalhe a respeito daquele evento tão peculiar. Sob hipnose, ele não acrescentou nada de novo ao que podia lembrar conscientemente.
Jenny Randles, escritora inglesa que investigou tão estranho episódio, fez o seguinte comentário:
- O que será que realmente aconteceu aos quatro viajantes naquela região campestre da França? Terá sido uma viagem no tempo? Nesse caso, por que então o gerente do hotel, aparentemente, não se mostrou surpreso com o veículo e com as roupas futuristas dos casais? E mais: por que aceitou o pagamento em notas de 1979, que, certamente, são coisas que causariam espécie em alguém que vivesse em algum lugar no passado?
Os viajantes - talvez viajantes do tempo - não têm nenhuma explicação.
- Só sabemos que aconteceu - concluiu Geoff.

sábado, 8 de abril de 2017

O Demônio de Dover

Durante mais de 25 horas, em abril de 1977, um estranho ser de outro mundo fez-se presente no rico bairro de Dover, em Boston.
O demônio de Dover apareceu pela primeira vez às 22h30 do dia 21 de abril, quando três adolescentes de 17 anos passeavam de carro em direção ao norte, pela Farm Street. Bill Bartlett, o motorista, pensou ter visto algo se esgueirando por um muro baixo de pedras soltas, à esquerda. Então, os faróis iluminaram alguma coisa que ele jamais imaginara existir, nem mesmo nos pesadelos mais terríveis.
A criatura virou lentamente a cabeça e olhou para a luz, revelando dois olhos imensos, sem pálpebras, que brilhavam "como duas bolas de gude cor de laranja", e um rosto inexpressivo, sem nariz aparente. O bicho tinha a cabeça em forma de melancia, cujo tamanho era quase igual ao resto do corpo, fino e comprido. A pele, sem pêlos, tinha a consistência aparente de "lixa molhada". Com cerca de 1,20 metro de altura, o estranho ser caminhava incertamente ao longo do muro, passando os longos dedos pelas pedras, enquanto se movia.
Aquela visão deixou Bartlett emudecido e, poucos segundos depois, quando conseguiu falar, os faróis do carro já haviam passado pela criatura. Seus dois companheiros, distraídos, não perceberam nada.
Decorrido pouco tempo, John Baxter, de 15 anos, voltava para casa pela Millers High Road, após ter deixado a namorada em casa, à meia-noite. Um quilômetro mais à frente, viu uma figura de baixa estatura que se aproximava. Imaginando que fosse o amigo que morava naquela rua, Baxter chamou-o, mas não obteve resposta.
Os dois continuaram a se aproximar, até que a pequena figura parou. Baxter também parou e perguntou:
- Quem está aí?
Com o céu encoberto, Baxter via apenas a forma indistinta. Quando deu um passo à frente, o vulto afastou-se para o lado, correu para o bueiro raso e desapareceu.
Perplexo, Baxter seguiu o estranho até chegar ao bueiro. Olhou para o outro lado e, 10 metros mais adiante, viu alguma coisa com corpo simiesco, cabeça semelhante a uma melancia "acinturada" e olhos brilhantes. Seus dedos compridos estavam entrelaçados na árvore. Apavorado, Baxter decidiu fugir dali.
A pessoa seguinte a ver o demônio de Dover foi Will Taintor, de 18 anos, amigo de Bill Bartlett. Ele soube da existência da criatura por intermédio de Bartlett. Mesmo assim, ficou chocado quando, junto com a amiga Abby Brabham, de 15 anos, viu a coisa na Springdale Avenue. A descrição dos dois combinou com a de Bartlett, exceto com relação aos brilhantes olhos cor de laranja. Eles juraram que eram verdes.
Ao interrogar as testemunhas, os investigadores ficaram impressionados com a consistência das declarações. O chefe de polícia, o diretor do ginásio, os professores e pais dos jovens confirmaram que os rapazes e as moças eram honestos e confiáveis. Walter Webb, um dos investigadores, anotou na conclusão dos estudos sobre o caso:
- Nenhum dos quatro jovens estava drogado ou bêbado, no momento em que viram a criatura. Os envolvidos não fizeram nenhuma tentativa de ir aos jornais ou à polícia para fazer declarações. Em vez disso, as visões foram sendo divulgadas gradativamente. Quanto à idéia de que as testemunhas pudessem ter sido vítimas da brincadeira de alguém, isso parece pouco provável, principalmente devido à virtual impossibilidade de se criar um "demônio" animado e com vida do tipo descrito.
O que era o demônio de Dover? Alguns chegaram a sugerir a presença de um extraterrestre. Outros, que pode ter sido o totem dos índios cree, habitantes da região leste do Canadá, que o chamam de Mannegishi. Seres de baixa estatura, com cabeça redonda, sem nariz, pernas longas e araneiformes, e mãos de seis dedos, que, segundo a lenda dos Mannegishi, habitam entre rochas, nas corredeiras dos rios.

terça-feira, 21 de março de 2017

O Canguru Assassino

- Foi tão rápido quanto o relâmpago e parecia ser um gigantesco canguru correndo e saltando pelo campo - disse o reverendo W. J. Hancock.
Frank Cobb, que também assistiu à cena, declarou que o monstro não se parecia com nada que já tivesse visto, embora, de certa forma, se parecesse com um canguru.
Os cangurus, nativos da Austrália, são animais herbívoros, tímidos e inofensivos. Ao contrário do canguru, o bicho era um verdadeiro assassino. Em janeiro de 1934, a criatura vivia aterrorizando a pequena comunidade de Hamburg, Tennessee, e já matara e devorara vários cães pastores alemães.
Quando o monstro visitou a fazenda de Henry Ashmore, no dia 12 de janeiro, deixou cinco pegadas do tamanho da mão de um homem de grande estatura. Will Patten viu a coisa e conseguiu afugentá-la. No dia seguinte, encontrou um cachorro devorado em seu quintal.
A criatura também matava gansos e galinhas. Quando patrulhas armadas partiram em seu encalço, estabeleceu-se o pânico. A. B. Russell, chefe de polícia da cidade de South Pittsburg, naquele mesmo Estado, tentou pôr fim à histeria, chamando-a de "superstição desencadeada por um cachorro louco". Mas aqueles que haviam visto o monstro não lhe deram ouvidos. Disseram que o bicho era imenso, pesava pelo menos uns 300 quilos e era incrivelmente ágil, capaz de pular cercas e outros obstáculos com a maior facilidade. Ele aparecia entre South Pittsburg e Signal Mountain, o que significava que, para ir de uma cidade a outra, o canguru precisava atravessar duas cadeias de montanhas e nadar dois rios.
Finalmente, um lince foi morto por caçadores em Signal Mountain no dia 29 de janeiro, treze dias após a última aparição da criatura. As autoridades e os jornais declararam que o mistério fora solucionado, porém testemunhas rejeitaram tal explicação. Elas insistiram que o que tinham visto era um grande animal, semelhante a um canguru. O monstro nunca mais tornou a aparecer, e jamais chegou a ser satisfatoriamente identificado ou explicado.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 18 de março de 2017

Chuva de Milho

Desde 1982, grãos de milho têm caído sobre as casas da região de Pleasant Acres Drive, em Evans, Colorado, ao sul de Greeley. Gary Bryan, habitante do lugar, declarou:
- Eu provavelmente já teria 1 tonelada, se tivesse guardado tudo.
O surpreendente é que não existem milharais perto das casas, e o silo de cereais mais próximo fica a 8 quilômetros. Ninguém consegue imaginar de onde vem o milho. Todas as testemunhas afirmam que, de tempos em tempos, aqueles grãos caem do céu.
Quando a imprensa soube da história, em setembro de 1986, repórteres de jornais e emissoras locais de rádio e televisão dirigiram-se para o lugar e viram pessoalmente o fenômeno. Enquanto o milho caía do céu, ficaram à procura de algum moleque traquinas, que pudesse estar empunhando um estilingue, mas não encontraram ninguém.
As pessoas que ainda não haviam presenciado a "chuva" de milho com os próprios olhos não acreditavam. Eldred McClintock, uma dessas pessoas, depois de tê-la visto, declarou ao Rocky Mountain News:
- O milho realmente caía do céu. Eu vi, e agora acredito.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 15 de março de 2017

Mediunidade e Lucro

Beverly Jaegers não é o que podemos chamar de médium típica. Ela não realiza sessões espíritas e, provavelmente, não joga cartas de tarô. Beverly mora em uma adorável casa em St. Louis, comprada com o dinheiro que ganhou usando o sexto sentido. Na verdade, ela estuda as oscilações da bolsa de valores com o mesmo rigor de um executivo de Wall Street.
- Não se trata de uma capacidade transitória e indigna de confiança - conta ela -, porém de algo que podemos usar produtivamente todos os dias de nossa vida.
Para provar tal ponto de vista, Beverly ajudou o St. Louis Business Journal a realizar uma experiência incomum em 1982. O jornal queria ver até que ponto os poderes dela eram realmente confiáveis e a desafiaram a demonstrar sua capacidade na bolsa de valores. A experiência começou quando os jornalistas pediram a dezenove corretores famosos que escolhessem cinco ações que teriam o valor aumentado. Essas ações ficaram posteriormente sob observação durante seis meses. Embora Beverly não tivesse nenhuma experiência no ramo, nem treinamento no mercado financeiro, o jornal também pediu-lhe que escolhesse cinco ações, baseada em seu sexto sentido. O resultado?
O mercado acionário passou por queda acentuada durante o período do teste, e, quando a experiência terminou, o índice Dow-Jones, utilizado para o acompanhamento da evolução dos negócios na bolsa de valores de Nova York, caíra oitenta pontos. Por causa dessa tendência baixista, dezesseis dos corretores escolhidos quase perderam as calças. Eles sem dúvida ficaram surpresos quando souberam que, no mesmo espaço de tempo, as ações escolhidas intuitivamente por Beverly tiveram o valor aumentado em 17,2 por cento. Apenas um dos corretores conseguiu sucesso igual ao dela.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 12 de março de 2017

A Mensagem do Fantasma

Na manhã de 6 de dezembro de 1955, Lucian Landau, empresário londrino, viveu um drama invulgar. Estava dormindo na casa de Constantine Antoniades, em Genebra, quando percebeu que alguém entrava no quarto. Virando-se na cama, viu uma fraca fonte de luz e, dentro dela, a figura da falecida mulher de seu anfitrião. Ao lado daquela imagem havia um cão pastor alsaciano com estranha pelagem marrom. A aparição logo desapareceu, mas, enquanto se diluía, Landau ouviu a mulher lhe dizer:
- Conte a ele.
O empresário londrino não hesitou em transmitir a informação ao anfitrião, quando eles se encontraram naquele mesmo dia. Contudo, não explicou exatamente o que acontecera. Em vez disso, perguntou se a falecida mulher do amigo já tivera um cão pastor alsaciano.
- Sim - respondeu o sr. Antoniades. - Ele ainda está vivo.
A resposta deixou Landau intrigado, pois não havia nenhuma evidência de existir um cachorro naquela casa. Antoniades então explicou que enviara o animal a um canil quando a mulher adoecera, porque não tinha condições de cuidar dele. Quando Landau finalmente lhe contou como fora a visita fantasmagórica, Antoniades telefonou para o canil e ficou sabendo que o cachorro fora sacrificado alguns dias antes.
As palavras "conte a ele" finalmente começavam a fazer sentido. Quando um pesquisador da Sociedade Britânica de Pesquisas Psíquicas visitou a casa, Antoniades corroborou o incrível episódio.
- Afirmo - testemunhou ele - que não havia na casa nenhuma foto de minha mulher com o cachorro ou do animal sozinho, onde Landau pudesse tê-la visto antes de acontecer o episódio.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 7 de março de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - O Dobermann Engasgado


Uma noite, um casal estava a voltar de um compromisso fora quando perceberam que o dobermann deles estava engasgado. A mulher chamou imediatamente um amigo que era veterinário, numa tentativa de salvar o seu cão. Pouco tempo depois, o veterinário ligou e falou com a mulher e com o seu marido para saírem de casa imediatamente. Só quando eles deixaram o apartamento que é eles viram vários carros da polícia a chegar. O cão tinha-se engasgado com um dedo humano, e o ladrão ainda estava na casa.

domingo, 5 de março de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - Bloody Mary



Antes de ser desfigurada num acidente, alguns dizem que Bloody Mary era uma mulher bonita e estava pronta para casar-se com o amor da sua vida. Mas após ter sido rejeitada pelo seu futuro marido, ela cometeu suicídio e, dizem, que ela aparece cada vez que uma jovem se atreve a chamá-la. Para fazê-la aparecer, você tem de ficar na frente de um espelho na casa-de-banho com uma vela acesa, dizer o nome "Bloody Mary" e girar em torno de si mesma três vezes seguidas. E abracadabra, ela aparecerá atrás de você ...

sexta-feira, 3 de março de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - A abdução de Zanfretta


Diz a lenda que depois de uma noite de patrulha em 6 de dezembro de 1978, o guarda Pier Zanfretta encontrou com um grupo de alienígenas. Quando o seu carro parou de funcionar, ele saiu do veículo e notou quatro luzes brancas perto da casa que ele tinha sido mandado para inspecionar. Mas em vez de dar de cara com assaltantes, ele viu-se na presença de criaturas estranhas do planeta Teetonia. Posteriormente, ele recontou essa história várias vezes, tanto sob hipnose quanto acordado, sem alterar um único detalhe.

quarta-feira, 1 de março de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - A mulher que odiava a vida


Esta é a história de uma menina na Escócia que odiava tanto a vida, que decidiu remover cada traço seu deixado na Terra antes de cometer suicídio. Ao saber da morte, os membros de sua família ficaram perturbados. No entanto, alguns dias depois, todos eles morreram em circunstâncias estranhas. Segundo a lenda, qualquer um que fique sabendo da existência da menina corre risco de morte. Portanto, fique atento, ela pode vir bater à sua porta para matá-lo. Para evitar que isso aconteça, nunca diga uma palavra sobre ela.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - A mulher da fenda na boca


Após ter traído o marido, um samurai famoso, com um homem mais jovem e mais bonito, Kuchisake-Onna teria tido uma fenda aberta em seu rosto pelo sabre de seu marido atormentado. Acredita-se que desde então ela tem assombrado pessoas, aparecendo na frente delas e perguntando insistentemente se ela ainda é bonita. Se a pessoa responde que sim, ela mostra seu rosto verdadeiro. Mas se a pessoa responde não, a morte está à sua espera. A lenda teria inspirado o filme Carved, lançado no Japão em 2007.

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - Um estranho suicidio


Uma noite, um casal conduziu até uma floresta em busca de privacidade. Depois de fazerem amor, o homem saiu do carro para fumar um cigarro. Após cinco minutos, como ele não voltava, a mulher começou a preocupar-se e saiu à sua procura. Mas após ouvir um barulho, pensou que o melhor seria voltar para o carro. Em seguida, tentou ligar o veículo, mas sentiu uma resistência. Ela acelerou até ouvir um barulho estridente. Foi só então que percebeu que o namorado estava pendurado em uma árvore próxima e que o barulho vinha dos sapatos dele batendo no carro.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - O caso de Amityville


A lenda de Amityville conta a história das famílias DeFeo e Lutz. Uma noite, Ronald DeFeo ouviu vozes dizendo para ele matar os membros de sua família. Então ele disparou na sua mãe, seu pai, seu três irmãos e sua irmã na cabeça. Alguns meses mais tarde, a família Lutz mudou-se para a casa localizada no número 112 da Ocean Avenue, sem saber da horrível história. De início, Kathy Lutz, os seus dois filhos e seu marido, George, viviam o sonho. Mas pouco a pouco, George foi se tornando agressivo e começou a perder a cabeça.
Preocupada, Kathy passou a pesquisar sobre a casa, e descobriu que ela não só tinha sido palco de uma tragédia, como também supostamente tinha sido construída sobre um cemitério indígena. Gradualmente, George começou a escutar as mesmas vozes ouvidas pelo filho de DeFeo. Um mês depois da mudança, a família Lutz saiu da casa em pânico, deixando para trás todos os seus pertences. Não muito tempo depois, George Lutz recobrou seu juízo. Também dizem que a irmãzinha de Ronald DeFeo assombra o lugar até hoje, e é possível ouvi-la gritando a cada ano no dia da sua morte.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - O Poço para o Inferno


Descoberto em 1989 por cientistas russos, o Well to Hell (poço para o inferno) tem mais de 15 metros de profundidade. Apesar da sua temperatura ser superior a 1000º C, os cientistas foram capazes de descer um microfone no poço e fazer uma gravação de 17 segundos. Nela foram ouvidos gritos atribuídos àqueles que voltaram do inferno para a superfície da terra. Diz a lenda que os cientistas que voltaram para o local depois de fazer a gravação viram um demónio emergir das profundezas esfumaçadas do intrigante poço em chamas.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - A Dama de Branco


As cataratas de Montmorency nos arredores da Cidade do Québec estão no centro de uma lenda que até hoje continua a ser contada. Ao longo dos anos, pessoas juram que viram a silhueta esguia e branca de uma mulher lá. Acredita-se que seja a de Mathilde Robin, que se matou em desespero em 1759, usando seu vestido de casamento. A história diz que ela atirou-se das cataratas depois de descobrir que seu noivo tinha morrido durante uma batalha contra os ingleses, que tentavam invadir a cidade.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - O Soldado Grego


Após a Segunda Guerra Mundial, um soldado grego estava a caminho de casa quando foi capturado, torturado e assassinado por um grupo de rebeldes. Desde então, há muitas histórias de mulheres gregas que afirmam ter encontrado um soldado jovem e bonito. Mas depois das mulheres engravidarem do soldado, ele desaparece, deixando para trás uma nota afirmando que ele tinha voltado da morte apenas para deixar filhos que pudessem vingá-lo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - Elisa Day


Na Europa medieval, uma jovem mulher chamada Elisa Day era conhecida por sua grande beleza. Um dia, um homem de passagem apaixonou-se imediatamente por ela. O casal viu-se durante três dias. No primeiro, ele visitou-a em sua casa. No segundo, ele deu-lhe uma rosa vermelha e pediu que o encontrasse no dia seguinte, no lugar onde as rosas selvagens crescem. No terceiro dia, ele matou-a com uma pedrada na cabeça. Desde então, pessoas afirmam terem visto o fantasma dela vagueando ao longo do rio com uma rosa na mão.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - O cão morto


Nesta lenda, uma criança foi acordada uma noite pelo som de água pingando de uma torneira. Ela levantou-se, desligou a torneira e voltou a deitar-se, deixando cair o braço ao lado da cama, como de costume, de modo que seu cão pudesse vir e lamber seus dedos. A cena se repetiu várias vezes até que a menina percebeu que as gotas não vinham da torneira. Ela descobriu que a origem do som era o sangue que escorria de seu cachorro morto, escondido no armário com uma mensagem "os seres humanos podem lamber também".

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - A ponte Crybaby


Várias pontes nos Estados Unidos têm o apelido de Crybaby (choro de bebê). De acordo com diversas lendas, elas são chamadas assim porque crianças morreram ou foram assassinadas nelas. As pessoas dizem que, se você parar para ouvir com atenção, é possível escutar o choro de crianças, apesar de não haver sinal delas. Outros afirmam ter visto os bebés nas pontes. Uma coisa é certa, não dá a mínima vontade de passar por essas pontes.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - Um bar assombrado no Kentucky


Bob Mackey é o dono de um bar chamado World Music de Bobby Mackey em Kentucky. Antes de se tornar um bar, o edifício era um matadouro. Em 1896, uma jovem chamada Pearl Bryan foi decapitada perto do matadouro por Alonzo Walling e Scott Jackson. Embora seu corpo tenha sido encontrado, o paradeiro de sua cabeça permanece um mistério, apesar de aprofundadas investigações. Os dois homens foram condenados à morte e enforcados na frente do matadouro. Antes de morrer, eles prometeram assombrar o local. Desde então, há várias histórias de encontros paranormais nesse lugar.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - A Ponte da Estrada Suscon



A ponte ferroviária sobre a estrada Suscon na Pensilvânia é o cenário de uma lenda assustadora que existe há muitos anos. Há pessoas que dizem que o fantasma de uma mulher que morreu na ponte ainda assombra o local, e que, se você parar lá e colocar suas chaves no teto do carro, pode ter um vislumbre dela em seu espelho retrovisor. Alguns afirmam que a mulher se enforcou na ponte, mas essa é apenas uma das muitas histórias que são contadas, cada uma mais terrível do que a outra.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - O Fantasma do Lago Stow


Há rumores de que o lago Stow no Golden Gate Park de São Francisco é assombrado por um fantasma. De acordo com uma lenda de cem anos, um dia uma mulher andando com um bebé no carrinho parou para se sentar num banco à beira do lago. Em seguida, ela iniciou uma conversa com uma mulher que estava passando, sem notar que o carrinho discretamente escorregava para dentro do lago. Quando ela percebeu que o bebé tinha desaparecido, começou a procurá-lo em todos os lugares do parque até acabar atirando-se para dentro do lago. Ela nunca emergiu.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - O Volga Preto de Santanás


Muito popular na década de 1960, particularmente na Rússia e em outros países da Europa do Leste, o carro Volga também está no coração de uma lenda urbana assombrosa e horrível. A história diz que um Volga preto dirigido por vampiros, satanistas ou até mesmo pelo próprio Satanás foi usado para sequestrar crianças pequenas. Diz-se que o sangue delas foi então usado como remédio para curar leucemia, e que seus órgãos foram retiram para servir a outras finalidades médicas.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - A Luz


Embora esta lenda absolutamente aterrorizante nunca tenha sido comprovada, ela causa arrepios. Ela conta a história de uma estudante americana que em uma noite ao voltar para o seu dormitório preferiu não acender a luz por medo de acordar sua companheira de quarto. Na manhã seguinte, ela se diz ter encontrado sua companheira de quarto morta e um recado na parede escrito com sangue que dizia: "está feliz por não ter acendido a luz?". Isso é o suficiente para causar muitos pesadelos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

As lendas urbanas mais assustadoras do mundo - Lillian Gray


No cemitério de Salt Lake City, nos Estados Unidos, há uma lápide intrigante de uma mulher chamada Lillian Gray. Nesta está escrito: "vítima da besta 666". Várias pessoas têm tentado descobrir o significado da inscrição, assim como o que de fato aconteceu com a mulher. Mas parece que o epitáfio foi simplesmente pensado por seu marido, que era muito contrário ao governo e usou a frase satânica para expressar para o Estado todo o seu desgosto.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Os Fantasmas do S. S. Watertown

A tragédia aguardava o navio petroleiro S. S. Watertown, quando ele zarpou da cidade de Nova York rumo ao canal do Panamá, no início de dezembro de 1924. Dois marujos, James Courtney e Michael Mehan, estavam limpando um dos tanques e, intoxicados pelos gases do combustível, vieram a morrer. Os corpos foram atirados ao mar, conforme a tradição marinha, no dia 4 de dezembro daquele ano.
Os fantasmas do S. S. Watertown apareceram no dia seguinte, mas não na forma de almas penadas cobertas com lençóis brancos caminhando pelo convés. Os rostos dos dois infelizes marujos foram vistos seguindo o navio na água, dia após dia, pelo comandante Keith Tracy e por todos os tripulantes. Os desconcertantes fantasmas pareciam dispostos a tomar o mesmo rumo do petroleiro até a travessia do canal.
O comandante Keith Tracy relatou esses fantásticos eventos a seus superiores quando o navio aportou em Nova Orleans, e altos funcionários da companhia marítima lhe sugeriram que tentasse fotografá-los. Ele finalmente entregou um rolo de filme com seis flagrantes à Cities Service Company, que o revelou comercialmente. Embora cinco das fotos não apresentassem nada de anormal, a sexta mostrava claramente dois rostos seguindo lugubremente o navio.
O interessante é que a Cities Service Company não tentou depreciar a fascinante história, nem ocultá-la do público. Muito pelo contrário, eles chegaram a publicá-la na íntegra na Service, revista da empresa, em 1934, e até expuseram a ampliação da foto no saguão principal da firma, em Nova York.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 29 de janeiro de 2017

O Aço de Damasco

Entre os numerosos métodos mágicos da antiguidade, um dos mais famosos era o processo de endurecimento de espadas de aço - muito comum em Damasco entre os séculos 12 e 14 -, que consistia em enfiar a lâmina superaquecida no corpo de um prisioneiro ou escravo e, em seguida, em água fria. Na Idade Média, os cavaleiros cristãos aprenderam, para sua angústia, que as espadas feitas com o aço de Damasco eram mais resistentes e também mais duras do que as fabricadas na Europa.
No entanto, quinhentos anos após as Cruzadas, experiências realizadas na Europa indicaram que o processo, afinal de contas, não tinha nada de mágico. Os europeus descobriram que enfiar a espada em brasa em uma massa de peles de animais encharcadas de água tinha efeito similar ao método damasceno. O nitrogênio orgânico que se desprende das peles na água produz reação química no aço.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A Metralhadora Perigosa

É raro encontrarmos na História caso em que uma nova arma, já fabricada ou ainda em fase de estudos, tenha sido considerada pelas autoridades como muito cruel ou destrutiva. Não obstante, foi exatamente isso que aconteceu quando o inventor de uma arma de disparos múltiplos - certo tipo de metralhadora -, um engenheiro chamado Du Peron, ofereceu sua invenção a Luís XVI da França, em 1775, Luís e seus ministros recusaram a arma, por achar que ela mataria muitas pessoas ao mesmo tempo. Se levarmos em consideração a opinião do dr. Edward Teller, conhecido como "o pai da bomba H", chegaremos à conclusão de que Luís XVI estaria ligeiramente desatualizado no mundo das guerras modernas. O dr. Teller calculou que a explosão da bomba H em uma grande área metropolitana causaria a morte de cerca de 10 milhões de pessoas, enquanto "uma guerra nuclear de grandes proporções poderia eliminar alguns bilhões de seres humanos".

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O Fantasma Sem Cabeça

Um homem chamado Lakey, colono pioneiro da pequena cidade de McLeansboro, Illinois, foi encontrado morto. A cabeça dele fora decepada, aparentemente pelo machado que jazia junto à toca ao lado de seu corpo. Ninguém conseguia entender a razão do crime, pois, ao que tudo indicava, o homem não tinha inimigos entre os habitantes locais.
Um dia após o enterro, dois homens estavam cavalgando nas proximidades da cabana de Lakey, junto ao que atualmente é conhecido como riacho de Lakey. Eles provavelmente tinham ido pescar no rio Wabash. Passavam pela cabana, quando a noite caiu. Então, outro cavaleiro sem cabeça, montado em um grande cavalo preto, uniu-se a eles. Mudos de susto, os homens cavalgaram apavorados, desceram pela margem e entraram no riacho. De repente, o misterioso cavaleiro mudou de direção, seguiu regato abaixo e pareceu desaparecer em uma poça de água próxima de um cruzamento.
A princípio temerosos de contar a história, os homens logo ficaram sabendo que outras pessoas tinham visto a mesma aparição. O caminho seguido pelo fantasma era sempre o mesmo. Ele se unia a cavaleiros que vinham do leste, virava perto do centro do riacho, e então desaparecia.
Hoje, uma ponte de concreto dá vazão a veículos motores sobre o mesmo local onde antigamente os cavaleiros vadeavam o riacho de Lakey. Os motoristas ainda não viram o fantasma sem cabeça, e o mistério da morte de Lakey jamais foi solucionado.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Pesadelo Mediúnico

Algumas vezes, uma experiência mediúnica chega a assumir cores trágicas. Quando Wendy Finkel, de 19 anos, morreu em um acidente automobilístico perto de Point Mugu, na costa sul da Califórnia, sua mãe não precisou ser informada pela polícia. Ela já sabia. A data foi 19 de novembro de 1987, uma quinta-feira.
Era véspera do aniversário de Wendy. A aluna de um colégio misto e três de suas amigas estavam dirigindo desde Santa Bárbara para levar alguém ao aeroporto de Los Angeles. Duas das estudantes pretendiam assistir a um concerto de rock. Elas saíram com Wendy para jantar e dançar, e então foram visitar sua irmã, que morava perto da Universidade de Califórnia, em Los Angeles. Toda a família Finkel aguardava ansiosamente pelo aniversário de Wendy naquela sexta-feira e especialmente pela oportunidade de ter todos os Finkel reunidos para o Dia de Ação de Graças.
A tragédia ocorreu de manhãzinha, quando o carro que transportava as estudantes aparentemente desgovernou-se e saiu da Pacific Coast Highway, mergulhando pelo abismo em direção ao mar. Acontece que um pescador viu o Honda Civic 1986 flutuando na água com as rodas para o ar na manhã seguinte, e os corpos das três amigas de Wendy logo foram resgatados.
No mesmo momento do acidente, a sra. Finkel acordara repentinamente em sua casa de Woodland Hills, sentindo falta de ar.
- Tive a impressão de estar me afogando - revelou posteriormente aos repórteres. - Eu não conseguia encher os pulmões de ar. Consultei o relógio e vi que eram mais de duas horas da madrugada. Calculo que foi nessa altura que o carro chegou em Point Mugu e despencou pela ribanceira.
O corpo de Wendy não foi encontrado, embora sua mãe tenha poucas dúvidas sobre o destino da moça.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 21 de janeiro de 2017

A Marca do Assassino

Ninguém sabia seu nome verdadeiro. Costumava se autodenominar Cheiro, o Grande, e quando chegou na cidade de Nova York, vindo de Londres, em 1893, ele já se estabelecera como o mais famoso e mais bem pago vidente do mundo.
Vários anos antes, Cheiro, o Grande, chegara às manchetes dos jornais ingleses ao descobrir a identidade de um assassino após estudar a impressão digital manchada de sangue em uma parede encardida. Agora, os céticos jornalistas nova-iorquinos exigiam-lhe prova das aptidões. Eles o convidaram a olhar para treze impressões digitais diferentes e descrever em seguida a identidade de seus portadores.
Em menos de 10 minutos, Cheiro, o Grande, descreveu corretamente os autores de doze impressões, inclusive a da famosa artista Lillian Russell, a quem identificou corretamente como criatura com grande talento e ambição, mas também com enorme carga de infelicidade.
Contudo, o que ele tinha a dizer sobre a décima terceira impressão digital? Por que hesitara antes de identificá-la?
Finalmente, o vidente explicou:
- Recuso-me a identificar essa impressão para qualquer outra pessoa, a não ser para a própria - declarou ele -, porque é a marca de um assassino. Ele irá se revelar através de confissão e morrerá no presídio.
A décima terceira impressão digital era do dr. Henry Meyer, que se encontrava então no presídio de Tombs, acusado de assassinato. Meyer foi condenado e morreu alguns meses mais tarde, em uma instituição para pessoas criminalmente insanas.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Regeneração Espontânea

Pierre de Rudder era um camponês belga que vivia em Jabbeke, perto da cidade de Bruges. Sua estranha história tem início em 1869, quando caiu de uma árvore e quebrou a perna. Os danos foram tão graves que a perna ficou irremediavelmente perdida, e, quando os fragmentos ósseos foram removidos, mais de 3 centímetros separavam a perna da coxa. Apenas os músculos e a pele mantinham a perna de De Rudder. Sugeriu-lhe o médico amputar o membro, mas, a despeito da dor, ele recusou terminantemente a sugestão. Sofreu dores horríveis durante oito anos, antes de decidir visitar a cidade de Oostacker, local de um santuário de Nossa Senhora de Lourdes.
A viagem causou sofrimento inenarrável a De Rudder. Ele precisou ser carregado para o trem por três pessoas, e a supuração no local do ferimento era tão repelente que ele quase foi atirado para fora do vagão.
Não é preciso dizer que De Rudder estava com terrível mau humor, quando, finalmente, chegou ao santuário e pôs-se a rezar. Foi nesse momento que súbito êxtase o dominou, e, de acordo com as testemunhas, ele ficou em pé e caminhou, sem o auxílio das muletas.
De Rudder morreu em 1898, e o dr. Van Hoestenbergh exumou-lhe o corpo dois anos depois, para poder examinar mais de perto as pernas e os ossos originais de seu ex-paciente.
- Fotos dos ossos mostraram claramente - revelou o médico - que um osso novo foi usado para regenerar a perna irreparavelmente quebrada.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Relógio-da-morte

Todos nós conhecemos histórias que falam de relógios que param, indicando o exato momento da morte de alguma pessoa. Mas o que pouca gente sabe é que tais histórias são baseadas em fenômenos verdadeiros. Os relógios frequentemente param quando seus donos falecem.
Vários desses casos foram coletados pelo Laboratório de Parapsicologia da Universidade de Duke, onde a dra. Louisa Rhine trabalhou durante muitos anos, classificando relatórios de fenômenos mediúnicos enviados pelo público em geral. Diversos deles referem-se a relógios que pararam misteriosamente. Por exemplo, um cavalheiro do Canadá testemunhou à dra. Louisa como ajudara a cunhada durante a última crise de seu irmão. Quando o paciente morreu, às 6h24, ele telefonou para a família e para o médico, antes de preparar alguma coisa para que todos pudessem comer. A agência funerária chegaria às 9h30, portanto era preciso ficar de olho no relógio. Quando alguém perguntou as horas durante o café, a depoente consultou um relógio de bolso. Fora presente do irmão e parará no exato momento de sua morte.
- Chamei a atenção daqueles que estavam reunidos ao redor da mesa para o fenômeno - declarou a testemunha -, e, para mostrar que aquele não era um acontecimento comum, pedi a meu outro irmão para dar corda no relógio, a fim de ter certeza de que ele não parará por falta de corda. O relógio ainda tinha três quartos de corda.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 15 de janeiro de 2017

O Bruxo de Warwickshire

Até mesmo os policiais se espantaram com a brutalidade do crime. Charles Watson, velho inofensivo, estava espetado no chão com um forcado de dois dentes enfiado na garganta. De seu peito saía uma foice, outra ferramenta muito usada pelos fazendeiros de Warwickshire.
Os habitantes locais logo começaram a falar sobre a possibilidade de um ritual demoníaco como o das bruxas, porém evidentemente não existiam mais bruxas em fevereiro de 1945, nem mesmo na Inglaterra aniquilada pela guerra. Como os policiais ingleses dispunham de poucas pistas, pediram o auxílio do famoso inspetor Fabian, da Scotland Yard. Embora Fabian investigasse o caso durante meses, não conseguiu levar um único suspeito perante a justiça.
Quem matou o velho Watson continua sendo um mistério. Mas a Scotland Yard afinal optou pela hipótese de ele ter sido confundido com um bruxo. Certamente o comportamento excêntrico de Watson levantou a suspeita dos vizinhos. Homem taciturno, ele dividia um casebre de telhado de sapé com a sobrinha, e, desdenhando a companhia das pessoas da cidade que freqüentavam o bar local, comprava vinho de maçã em garrafões e bebia sozinho.
Os boatos, contudo, referiam-se a outros hábitos estranhos de Watson. Ele era dado a caminhadas solitárias pelas florestas de Warwickshire, onde era freqüentemente visto a conversar com os pássaros. Dizia o velho que tinha meios próprios de comunicação com eles, Watson também criava sapos em um pequeno jardim. Corria o boato de que os atrelava a arados em miniatura e caminhava com eles pelos campos à noite.
Boatos e suposições à parte, qual era a verdade? Poderia Watson ter sido de fato um bruxo, praticar suas feitiçarias abertamente e provocar a ira de vizinhos atemorizados? Independentemente da crença de cada um, o fato é que em um frio dia de inverno Watson foi brutalmente assassinado sob um salgueiro. O único motivo que a Scotland Yard conseguiu desvendar foi o de bruxaria em primeiro grau.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Uma Cura Milagrosa

Leo Perras pode andar hoje em dia, muito embora tenha sido aleijado, sem esperanças de cura, durante anos. A história desse verdadeiro milagre começa com um moderno milagreiro chamado padre Ralph Di Orio, que ainda continua em plena atividade.
Padre Di Orio nasceu em Providence, Rhode Island, em 1930, e foi ordenado pela Igreja Católica Apostólica Romana em 1957. Estudioso de idiomas e educador, Di Orio mostrava-se bastante convencional na prática de seus pontos de vista teológicos, até 1972. Foi neste ano que sua congregação, de língua predominantemente espanhola, decidiu tornar-se carismática, forma de adoração que enfatiza expressões religiosas pessoais e experiências espontâneas. Padre Di Orio resistiu às mudanças e somente com a aprovação do bispo de sua diocese é que modificou os serviços. Finalmente, envolvendo-se com a nova ordem de coisas, o padre de meia-idade começou a prática da imposição das mãos durante os serviços sacerdotais, e, em breve, descobriu que possuía o poder de curar. Realizava trabalhos de cura na Igreja de St. John em Worcester, Massachusetts, quando conheceu Leo Perras.
O aleijado, originário da comunidade de Easthampton, sofrera acidente de trabalho algum tempo antes, quando contava apenas 18 anos, que o deixara paraplégico. As cirurgias não deram certo, e ele ficou paralisado da cintura para baixo, precisando deslocar-se em uma cadeira de rodas. Naturalmente, houve o definhamento das pernas, causando-lhe fortes dores. Já estava tomando diariamente medicamentos contra essas dores insuportáveis, quando foi procurar o padre da Nova Inglaterra.
Ao conhecer padre Di Orio, Perras já estava confinado na cadeira de rodas fazia mais de vinte anos. O padre fez orações para o visitante durante os serviços religiosos, e os resultados foram praticamente imediatos. O paralítico levantou-se e caminhou para fora da igreja. Os músculos das pernas aparentemente ficaram fortes, e as dores que ele sentia havia muito desapareceram.
A história parece boa demais para ser verdadeira, porém está particularmente bem documentada. O próprio médico de Perras, Mitchell Tenerowicz, diretor do Cooley Dickinson Hospital, em Northampton, examinou o paciente logo após a cura milagrosa e notou que suas pernas ainda estavam atrofiadas, o que significava ser fisicamente impossível àquele homem andar. Mas ele andou. As pernas de Perras foram ficando mais fortes durante as semanas que se seguiram e, no dia 29 de setembro de 1980, o programa Isso É Incrível, da rede NBC de televisão, entrevistou-o e transmitiu sua história de norte a sul dos Estados Unidos.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A Camisola Azul Rendada

Hoje em dia, o dr. Julian Burton trabalha em Los Angeles, como psicoterapeuta, auxiliando pessoas a solucionar seu problemas. Sua tese de doutorado, no entanto, abordava mais o sobrenatural do que o patológico, pois versava sobre os contatos espontâneos com os mortos. Burton estudou centenas de pessoas durante suas pesquisas, descobrindo que a comunicação com amigos e parentes já falecidos não é uma coisa fora do comum. A descoberta não chegou a ser uma surpresa para o psicólogo, pois a idéia do projeto emergiu de sua própria experiência pessoal.
A mãe de Burton morreu em princípios de 1973 com a idade de 67 anos, após um fulminante derrame cerebral. Ele sofreu muito com a morte, porém, em setembro, já estava recuperado, embora o vínculo entre os dois estivesse destinado a persistir após o falecimento.
- Uma noite, naquele mês de setembro - recorda Burton -, minha mulher e eu estávamos recepcionando alguns parentes. Eu me encontrava na cozinha cortando um abacaxi, quando ouvi o que imaginei serem os passos de minha mulher atrás de mim, à direita. Virei-me para perguntar sobre o paradeiro de uma tigela, mas percebi que ela passara para o lado esquerdo, fora de meu campo de visão. Voltei-me para aquela direção para repetir minha pergunta, e deparei com minha mãe em pé a meu lado. Ela estava perfeitamente visível, com aparência vários anos mais jovem do que estava no momento da morte. Usava uma camisola azul rendada, que eu nunca vira antes.
Quando Burton firmou a vista, a figura simplesmente desapareceu e, na manhã seguinte, ele telefonou para a irmã e relatou o sucedido.
- A mana ficou assustada - continuou o psicólogo - e começou a soluçar, perguntando por que nossa mãe não se materializara para ela.
Tive certo sentimento de culpa por causa disso, e perguntei-lhe se acreditava no que eu acabara de narrar.
Duas semanas antes do derrame, as duas mulheres haviam saído para fazer compras, e sua mãe vira aquela mesma camisola azul rendada. Ficou com vontade de comprá-la, mas não teve coragem de dar 200 dólares por ela.
A experiência influenciou profundamente Burton, que, aos 42 anos, decidiu voltar aos estudos e terminar sua tese de doutorado.
- Imaginei - afirmou ele -, que muita gente provavelmente teria passado por experiências similares para contar.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O Fantasma imaginário

Manifestação do pensamento é um objeto físico materializado pelo poder da mente humana. Mas será que as manifestações do pensamento realmente existem? No verão de 1972, vários membros da Sociedade de Toronto de Pesquisas Psíquicas decidiram realizar pesquisa sobre tais manifestações, conjurando um fantasma. Depois de várias tentativas frustradas, o grupo finalmente desenvolveu um procedimento que parecia promissor, recriando a atmosfera de uma típica sessão vitoriana.
Para facilitar os experimentos, o grupo decidiu estabelecer contato com uma entidade totalmente fictícia. Assim, um dos membros criou uma biografia para o fantasma. Seu nome passou a ser Philip, e ele ficou sendo ficticiamente conhecido como nobre católico da Inglaterra do século 17, que cometera suicídio quando a mulher acusou sua amante de bruxaria.
O grupo passou a encontrar-se semanalmente, e, enquanto se colocavam ao redor da mesa, exortavam Philip a se revelar. Quando colocavam as mãos sobre a mesa, a entidade freqüentemente respondia inclinando-a. A mesa por fim começou a se mover, emitindo misteriosas pancadas secas, que pareciam emanar de sua superfície.
- Será possível que Philip esteja fazendo isso? - perguntou um dos participantes da sessão mediúnica.
Quando uma pancada seca perfeitamente audível respondeu, o grupo ficou emocionado e começou a conversar em código com o fantasma. Como era de esperar, as batidas - para as quais não foi encontrada explicação plausível - respondiam perfeitamente, de acordo com a biografia fictícia de Philip. Se o grupo fazia à entidade pergunta para a qual não criara resposta adequada, a mesa emitia estranhos sons de estar sendo serrada.
Os ruídos e os movimentos ficavam mais fortes quando os participantes prolongavam a sessão. Os membros declararam que a mesa chegava a ficar apoiada em apenas uma perna, e até levitava. Disseram também que demonstrava até estranho senso de humor. Quando alguém tentava sentar nela para estabilizá-la, uma súbita força atirava aquele homem ou aquela mulher no chão. As pancadas secas por vezes abandonavam os arredores da mesa e passavam a ser ouvidas em outros lugares da sala.
Devido à natureza espetacular desses experimentos, o grupo de Toronto passou a duvidar da existência de espíritos de boa-fé. Em vez disso, declararam seus membros, comportamento semelhante ao de um espírito podia ser vinculado a manifestações do pensamento criadas unicamente pelos poderes da mente.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 7 de janeiro de 2017

Emissões Elétricas do Cérebro

Hans Berger é lembrado nos dias de hoje como o pai da encefalografia, estudo científico das ondas cerebrais. No entanto, pouca gente sabe que o interesse de Berger pelas emissões elétricas do cérebro surgiu do desejo de explicar a percepção extra-sensorial.
A curiosidade do cientista pelos fenômenos paranormais originou-se de uma experiência por que ele passou quando contava 19 anos. Berger, na ocasião servindo o Exército e participando de alguns exercícios militares em Würzberg, Alemanha, andava a cavalo quando o animal caiu. Ele quase foi esmagado pelas rodas de uma carroça, mas os cavalos pararam a tempo.
Naquela mesma noite, Berger recebeu um telegrama do pai perguntando se estava tudo bem com ele. Foi a única ocasião em que o jovem recebeu uma mensagem demonstrando preocupação. Posteriormente, ficou sabendo o motivo da comunicação. No momento exato da queda, a irmã mais velha tivera súbito pressentimento de que algo estava errado com o irmão e insistira para que os pais enviassem o telegrama.
- O incidente foi exemplo claro da transmissão espontânea do pensamento - declarou Berger. - No momento do perigo, atuei como um tipo de transmissor, e minha irmã transformou-se em um receptor.
Berger aprofundou-se no estudo do cérebro, com a esperança de encontrar explicação física para a telepatia. Não conseguiu, porém sua pesquisa ajudou os cientistas a entenderem melhor os ritmos elétricos do cérebro.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Visão Mediúnica

Quando uma dona de casa em Watts, bairro de moradores predominantemente negros de Los Angeles, teve a visão de que havia um corpo enterrado em seu quintal, o investigador de casos de mortes suspeitas interessou-se por obter maiores detalhes.
A história começou em 17 de julho de 1986, quando a mulher relatou para a polícia a visão do cadáver. Tinha ela visões mediúnicas havia algum tempo, e finalmente decidira tomar providências. A dona de casa e uma amiga começaram a cavar, e logo descobriram parte de um crânio humano e fragmentos de ossos. Essas descobertas foram de tal forma estimulantes que o Departamento de Polícia de Los Angeles e o Esquadrão de Busca continuaram as escavações e encontraram mais coisas.
De onde vieram os ossos? As autoridades policiais ainda não sabem ao certo. Tomando por base restos mortais fragmentados e espalhados, não é possível determinar o sexo ou a causa da morte da pessoa enterrada, nem há quanto tempo os ossos jaziam ali. A dra. Judy Suchy, antropóloga forense que trabalha com o investigador, está encarregada de realizar experiências com os fragmentos, na esperança de encontrar resposta para essa pergunta.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Os Rostos de Bélmez

Uma das casas mal-assombradas mais malucas de que se tem notícia foi localizada na Espanha, em 1971, quando estranhos rostos começaram a aparecer em um casebre no pequeno povoado de Bélmez.
O caso veio a furo pela primeira vez em agosto, quando Maria Pereira, dona de casa do lugarejo, descobriu que "se formara" um rosto feminino na pedra do fogão a lenha de sua cozinha. Ela tentou raspá-lo, mas ele parecia emergir diretamente da pedra. Maria chegou até a cobrir o rosto com uma camada de argamassa, porém, mesmo assim, a imagem persistiu ali. Então começaram a surgir rostos no chão da cozinha, que, algumas vezes, desapareciam com o correr do dia ou mudavam de expressão.
Não demorou para que a casa se transformasse em um ponto turístico local, e Maria Pereira começou a cobrar ingresso das pessoas que queriam ver os rostos. Centenas de turistas começaram a afluir à casa, até que autoridades políticas e religiosas do local ordenaram o término daquela visitação pública.
Felizmente, nessa altura, o dr. Hans Bender, da Universidade de Freiburg, na Alemanha, tomou conhecimento do caso. Bender, um dos mais famosos parapsicólogos germânicos, decidiu investigar o estranho fenômeno, em colaboração com o dr. Germán de Argumosa, da Espanha. Para testar os rostos, os dois pesquisadores prenderam uma chapa de plástico no chão da cozinha. Ela foi deixada ali durante várias semanas, sendo retirada apenas quando a água ficou condensada embaixo dela. Os rostos continuaram a se formar, mesmo nessas condições de controle. Apareceram de forma consistente durante todo o ano de 1974, e, embora a sra. Maria Pereira construísse nova cozinha na casa, não demorou para que rostos começassem a aparecer também ali.
O professor Argumosa testemunhou pessoalmente a materialização de um rosto, no dia 9 de abril de 1974. Conseguiu fotografá-lo, apesar de a imagem desaparecer logo em seguida. O emprego de documentação fotográfica elimina qualquer possibilidade de insinuar que os rostos tenham sido alucinações, ou mesmo configurações ocasionais formadas na pedra.
Com o objetivo de realizar novos testes para evitar fraudes, Argumosa e colegas verificaram se os rostos podiam ser feitos com tintas artificiais. Os resultados de seus estudos químicos foram mostrados na edição de novembro de 1976 da Schweizerisches Buletin für Parapsychologie, publicação suíça especializada em casos de parapsicologia, e não foi descoberto nada de suspeito.
O motivo do curioso fenômeno jamais veio a ser definitivamente esclarecido. Alguns dos moradores do povoado cavaram o chão da cozinha da sra. Maria Pereira e encontraram alguns velhos ossos enterrados ali. Correu o boato de que a casa teria sido construída sobre um antigo cemitério, a última morada de mártires cristãos assassinados por mouros no século 11.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 1 de janeiro de 2017

Idiomas Reencarnados

O que aconteceria se você hipnotizasse alguém e essa pessoa começasse a falar um idioma antigo? Foi o que aconteceu com o dr. Joel Whitton, conhecido psiquiatra canadense e cético explorador da questão da reencarnação.
Desde o famoso caso de Bridey Murphy nos anos 50, os psicólogos contemporâneos têm tentado fazer com que seus pacientes regridam a suas vidas anteriores. Poucos deles conseguiram descobrir alguma coisa de interesse, mas isso não impediu que Whitton também tentasse. O principal cliente do psiquiatra era um psicólogo profissional, que, durante o trabalho hipnótico em conjunto, começava a lembrar e a ouvir idiomas estrangeiros que ele, aparentemente, falara durante duas vidas anteriores. O que gradativamente emergiu foram lembranças de uma existência viking, aproximadamente do ano 1000, e uma encarnação ainda mais antiga na Mesopotâmia.
Ao relatar o caso perante a Toronto Society for Psychical Research, uma sociedade canadense de pesquisas de fenômenos psíquicos e mediúnicos, Whitton afirmou que o paciente recordara perfeitamente 22 palavras de norsk, idioma precursor do moderno islandês e língua usada pelos antigos vikings. Muitas dessas palavras, inclusive algumas relativas a temas do mar, foram identificadas e traduzidas por dois especialistas versados em norsk.
O homem pesquisado por Whitton, cuja identidade não foi revelada, nunca falou nada no idioma mesopotâmico do século 7, porém chegou a escrever algumas palavras isoladas que se parecem com sassanid pahlavi, uma língua morta falada na Pérsia, entre os séculos 3 e 7.
Whitton não afirma com certeza absoluta que esse caso possa provar a existência da reencarnação. Concorda ser possível, mas não provável, que seu paciente tenha aprendido as palavras de alguma fonte normal.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos
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