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domingo, 21 de janeiro de 2024

A Serpente Marinha

 Em maio de 1917, o navio cargueiro Hilary, de 6 mil toneladas e equipado com algumas armas, atravessava águas calmas nas proximidades da Islândia, quando o vigia avistou "alguma coisa grande na superfície". Temendo um ataque de surpresa de um submarino alemão, o capitão F. W. Dean alertou os artilheiros e ordenou força total em direção ao alvo.

Mas Dean e os tripulantes não encontraram nenhum submarino inimigo. O que eles viram foi um mistério marinho. A uma distância de 30 metros, o capitão viu, com surpresa, uma "cabeça, com a forma da de uma vaca, mas muito maior", subir à superfície. Não havia nem chifres nem orelhas. A cabeça, conforme as descrições, era "preta, exceto na parte frontal do focinho, onde se podia ver claramente uma faixa de carne esbranquiçada, mais ou menos como a que existe entre as narinas de uma vaca". As testemunhas viram também uma barbatana dorsal, com mais de 1 metro de altura, "fina e mole". A criatura tinha cerca de 20 metros de comprimento, sendo que uns 6 metros eram constituídos de pescoço fibroso.
Então, em um dos erros mais infelizes de toda a história marítima e zoológica, Dean decidiu que os artilheiros podiam treinar a pontaria. Afastando o navio a uma distância de 1 200 metros, ordenou que abrissem fogo. Um tiro direto atingiu a criatura. Os espasmos de sua morte agitaram a água, e o submarino vivo afundou para sempre.
Dois dias mais tarde, em 25 de maio de 1917, o Hilary foi avistado por um submarino de verdade. Mesmo assim, seus tripulantes tiveram um destino melhor do que a serpente marinha que eles afundaram, pois muitos deles sobreviveram para lutar outra vez.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

OVNIs Sobre a Casa Branca

 Muita gente que duvida dos OVNIs pergunta por que, se é que eles realmente existem, nunca pousaram nos jardins da Casa Branca. Não considerando o fato de que seus ocupantes talvez ainda não tenham encontrado um presidente que lhes agradasse, os OVNIs já apareceram nas proximidades da Pennsylvania Avenue, em mais de uma oportunidade.

Na noite de 26 de julho de 1952, por exemplo, objetos voadores não identificados foram captados pelas telas dos radares de Washington. Em determinado momento, doze objetos separados foram detectados: quatro, voando a uma distância de 2 quilômetros entre si, aproximaram-se em formação a uma velocidade de 160 quilômetros horários, enquanto outros oito se moviam desordenadamente a velocidades mais altas. Pelo menos dois militares e um piloto de avião comercial, que seguia para o Aeroporto Nacional de Washington, declararam ter mantido contato visual Com luzes brancas e alaranjadas no céu aquela noite.
No dia 11 de janeiro de 1965, OVNIs foram vistos novamente sobrevoando a Casa Branca, por civis e militares. Pouco antes, em 29 de dezembro de 1964, três objetos não identificados foram captados pelo radar, voando a velocidades calculadas em quase 8 mil quilômetros horários. A Força Aérea informou que o fato teria sido provocado por algum defeito mecânico.
Oito dias antes, um certo Horace Bruns disse que o motor de seu carro morreu na U.S. Highway 250, na presença de um OVNI enorme, em forma de cone.
- O objeto voador media quase 40 metros de largura e devia ter uns 20 metros de altura - revelou Bruns. - Ele permaneceu pousado em um campo à margem da estrada durante mais de um minuto e meio, antes de decolar em ângulo reto.
O professor Ernest Gehman e dois engenheiros da DuPont examinaram, posteriormente, o local. Eles mediram o nível de radiação e descobriram que estava acima do normal.
Na verdade, foram relatadas cinco outras aparições de OVNIs sobre Washington ou nas proximidades da cidade, entre outubro de 1964 e janeiro de 1965. No dia 25 de janeiro, alguns policiais de Marion, Virgínia, viram um objeto brilhante que pairava no ar e depois desapareceu, deixando uma esteira de faíscas. Vinte minutos depois nove pessoas de Fredericksburg, cidade localizada a 480 quilômetros de distância, também declararam ter visto a esteira brilhante de faíscas.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Paisagem Fantasma

 A viagem pelo tempo é possível? Por mais incrível que possa parecer, grande quantidade de indivíduos aparentemente sãos e de reputação ilibada já declarou ter atravessado os anos para visitar o passado.

Um desses casos foi investigado por Mary Rose Barrington, da Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres. Segundo ela, os participantes, sr. e sra. George Benson, fizeram uma viagem às colinas de Surrey num domingo, em julho de 1954. O dia iniciara de forma estranha, e os dois acordaram sentindo inexplicável melancolia. Nenhum deles contou ao outro o que sentia, pois aquele sentimento parecia ser irracional, considerando-se os agradáveis divertimentos que desejavam ter durante aquele dia.
Chegando a Surrey de ônibus, o casal decidiu visitar a igreja da família Evelyn, em Wotton. Havia muito tempo eles se interessavam por John Evelyn, memorialista do século 17, e estavam curiosos por ver quais de seu parentes estavam enterrados no jazigo. A visita foi tão interessante que os Benson passaram mais tempo ali do que pretendiam.
Quando, finalmente, saíram dali, viraram à direita e descobriram um caminho gramado ladeado de arbustos. Seguindo pelo caminho, eles logo chegaram a uma clareira com um banco de madeira. Um trecho gramado se estendia do banco até algumas árvores, localizadas a uns 25 metros. À direita do banco, a terra descia em declive acentuado em direção a um vale, de onde eles ouviram ruídos de madeira sendo cortada e o constante latido de um cachorro.
Nesse momento, o sr. Benson consultou o relógio. Vendo que era meio-dia, abriu o pacote de sanduíches que haviam levado. Excessivamente deprimida para comer, a sra. Benson cortou pequenos pedaços de pão para dar aos pássaros. De repente, tudo ficou em silêncio, e eles não ouviram nem mesmo o canto dos passarinhos.
- Senti um medo angustiante - declarou a sra. Benson, pois ela literalmente sentiu a presença de três figuras ameaçadoras vestidas com batinas pretas. Disse que essas figuras estavam em pé atrás dela.
Ela tentou olhar para trás, mas não conseguiu. O sr. Benson não viu nada, porém pôs a mão na mulher. O corpo dela estava tão gelado que parecia o de um cadáver. Finalmente, a sra. Benson sentiu-se melhor e os dois concordaram em ir embora dali.
Desceram a colina e, pouco tempo depois, atravessaram uma linha férrea. Então, embora tivessem planejado dar um longo passeio, deitaram no gramado e adormeceram. Depois disso, tudo passou a ser meio confuso, e eles só conseguem lembrar-se de estar em Dorking, embarcando no trem que os levaria de volta para casa, em Battersea.
Durante os dois anos seguintes, a sra. Benson viveu com um medo quase constante. Lembrava-se vividamente do terror que se apossara dela, quando os três estranhos com batinas pretas apareceram. Finalmente, sentindo que apenas enfrentando a experiência de frente ela poderia superá-la, voltou sozinha para atravessar outra vez o caminho que, juntamente com o marido, havia trilhado naquele dia sinistro.
Mas, assim que chegou à igreja, percebeu que alguma coisa estava errada. Em primeiro lugar, não havia caminho algum que levasse ao alto da colina - porque não existia nenhuma colina. Na realidade, a área era plana. Não havia nem abundância de arbustos nem árvores em uma área de 800 metros.
Conversou com um dos moradores locais, que conhecia muito bem a região, e ele disse não conhecer nada que pudesse se comparar ao que ela descrevera. Disse também que não havia nenhum banco de madeira nos caminhos das redondezas.
Quando retornou a Battersea, a sra. Benson contou ao marido o que ficara sabendo. Ele não acreditou em suas palavras, porém, quando resolveu ir à igreja no domingo seguinte, descobriu que ela falara a verdade.
Alguns anos mais tarde, Mary Rose Barrington e John Stiles, da Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres, foram ao local, na esperança de descobrir a paisagem vista pelos Benson. Não acharam nada, para decepção da sra. Benson, que esperava uma explicação mais racional para a história. Mary Rose e John concluíram que ocorrera certo tipo de experiência mediúnica.
Mary Rose leu os diários de John Evelyn, na esperança de encontrar alguma pista. Ela reparou que a descrição feita por Evelyn da paisagem de sua juventude era bastante semelhante à observada pelos Benson. Em uma das anotações, datada de 16 de março de 1696, Evelyn mencionou a execução de "três pobres diabos, sendo um deles um padre", que faziam parte do complô dos católicos para assassinar o rei Guilherme III, Príncipe de Orange.
Mary Rose concluiu que, de certa forma, os Benson haviam entrado em uma "realidade alternativa", e que o fascínio dos dois pelos diários de John Evelyn fizera com que eles, por alguma maneira desconhecida, entrassem no mundo dos Evelyn - um mundo que já não existia mais havia 250 anos.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 13 de janeiro de 2024

Os Homenzinhos da Islândia

 Dificilmente encontraremos um lugar no mundo onde as pessoas não tenham, pelo menos uma vez, acreditado na existência de uma raça oculta de homenzinhos com poderes sobrenaturais. A crença de que há homenzinhos escondidos persiste até mesmo na Europa moderna, especialmente na Islândia, nação com excelente sistema educacional e alto índice de alfabetização.

- Os que me contaram tais histórias - revela Helgi Hallgrimsson, gerente do Museu de História Natural de Akureyri -, são pessoas honestas e muitas delas não acreditavam nessas criaturas, até terem a oportunidade de vê-las pessoalmente.
Ao que parece, esses duendes costumam proteger seu território e provocam problemas intermináveis àqueles que tentam invadi-lo. Em 1962, quando o novo porto de Akureyri estava sendo construído, os trabalhadores tentaram explodir algumas rochas, sem sucesso. Por mais que tentassem, o equipamento não funcionava no momento crítico. Os trabalhadores sofriam acidentes de trabalho ou adoeciam sem motivo aparente.
Finalmente, um jovem chamado Olafur Baldursson apresentou-se para declarar que os duendes estavam descontentes, porque moravam no local das explosões. Ele ofereceu seus préstimos como mediador, afirmando que, se as autoridades municipais quisessem, acertaria as coisas com os homenzinhos. As autoridades concordaram e, no devido tempo, os duendes ficaram satisfeitos. Pelo menos foi a conclusão a que elas chegaram, porque, depois que Baldursson declarou que tudo já havia sido acertado, o trabalho prosseguiu, sem mais problemas.
Essa não foi a última vez que os duendes aparentemente agiram para proteger seu território. Em 1984, quando o Departamento Rodoviário da Islândia tentou construir uma nova estrada perto de Akureyri, os operários da empreiteira sofreram doenças estranhas e as escavadeiras quebravam sem razão alguma.
Nem todos os islandeses estão preparados para acreditar nos homenzinhos escondidos, é claro. Thor Magnusson, por exemplo, recusa-se a aceitar as várias aparições, dizendo:
- Pessoalmente, eu acho que aqueles que vêem duendes deveriam submeter-se a consulta oftalmológica.
Contudo, os que crêem discordam dele. Helgi, o gerente do museu, rebate:
- Existem muitas coisas na natureza que a ciência ainda não tem condições de explicar.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos